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•Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Apollo em Dom Abr 17, 2011 9:49 pm

Relembrando a primeira mensagem :

Um lugar bonito onde os meio-sangues vem para praticar esportes aquaticos.

Apollo resolveu passar pelo Rio, sentou-se então, com os pés na água e ficou fitando a lua, já a noite no acampamento.
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Mary Kate S. em Sex Set 16, 2011 9:42 pm

Sorrio.

- Eu tbm.

Beijo seu pescoço.


'


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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Pyter lans em Qua Set 21, 2011 7:14 pm

Passo minhas mãos pelos seus cabelos olahndo para ela, fitando seu rosto lindo e perfeito como algum sonho, mesmo se fosse, nunca queria acordar, dou um selinho nela depois a abraço.


Filho de Macária Deusa da boa morte.


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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Mary Kate S. em Qua Set 21, 2011 7:19 pm

Retribuo o seu selinho mordendo seu labio suavelmente.

- Eu queria tanto ter filhos!

E faço beicinho.


'


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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Pyter lans em Qua Set 21, 2011 7:23 pm

Dou um sorriso e abraço ela juntando nossos corpos e dico ao seu ouvido

- Eu também, se quiser é só você autorizar - Digo sorrindo


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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Mary Kate S. em Qua Set 21, 2011 7:34 pm

Sorrio.

- Passe livre amor.

Sussurro em seu ouvido.


'


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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Pyter lans em Sex Set 23, 2011 7:32 pm

Dou um sorriso malicioso e dou um beijo nela, logo vou até se ouvido

- Então vamos para um lugar menos ... Publico?


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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Joshua MacLachlan em Dom Out 02, 2011 10:51 pm

Olhou o rio, que passava pelas pedras, lenta e repetidamente. Estava com os pés desnudos, imersos na água, onde se sentia melhor. Havia muito tempo em que não estava no acampamento, e, mais que nunca, queria voltar a conhecer o território aparentemente estranho para o garoto. Olhou o próprio reflexo na água, e se assustou. Emagreceu, talvez em demasia, na missão que se passou. Percebeu que também parecia mais velho, talvez uns 3 ou 4 anos, vendo uma barba mais cheia, e, talvez, até mais selvagem. Riu ali, sozinho em meio a natureza.

Começou a cantarolar uma música aleatória, e de sua boca, apenas assobios desconexos conseguiam se esgueirar pra fora, fazendo assim uma melodia que nem ele entendia. Encontrou algo que o interessava no céu, e virou o olhar para cima, deitando as costas na relva. Sentia a água gelada nos pés, mas não ligava. O mundo voltava ao normal, ao menos para ele... e assim, se sentia bem. Os olhos faziam protesto quanto a ficarem abertos, mas agora, a última coisa que desejava era dormir. Devia novamente, aprender a viver como gostava, aprender a ter o que queria, e assim, mantinha-os abertos, olhando o céu negro pintalgado de prata pela lua. A floresta estava silenciosa como sempre, e, como se numa homenagem, estava bem quieta hoje. Nada de sussurros de monstros, nada de pios de corujas; apenas o rio com seu curso de mil anos.

Lembrou de uma ocasião... uma ocasião controvérsia. Gostou e não gostou da mesma, embora sempre se lembrasse. Sentou-se novamente e olhou, agora com melancolia, a água. O quê aconteceu?, se perguntava, pensativo.
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Arya Eldamon em Seg Out 03, 2011 12:44 am

Um encontro ao acaso


Já fazia algum tempo que eu não saía do meu chalé, senão para treinar ou para cumprir alguma missão a mando dos malditos subordinados dos preguiçosos olimpianos. Rumores de que uma guerra se aproximava se espalhavam, mas eu pouco me importava já que poucas coisas naquele acampamento realmente me agradavam. Amigos eu não tinha nenhum, senão meus pequenos animais de estimação e meu irmão para o qual eu nem mesmo tinha algum tempo para me dedicar mais.

Naquele dia o chalé estava completamente vazio, e eu senti pelo fato de não poder falar com meu irmãos mais uma vez, mas por outro lado, eu poderia simplesmente passear pelo acampamento; sem rumo, sem direção, apenas para me ocupar com algo que não fosse mortal pelo menos uma vez dentro de meses.

Trajando um vestido branco e justo um pouco acima do joelho eu saí do meu chalé, em direção ao rio de Canoagem. Meu cabelo estava preso, e eu tinha consciência de que a noite era o melhor momento para um passeio pelo acampamento, ao menos pra mim e para os filhos dos demais deuses ligados á noite ou ás trevas, ou até mesmo em casos mais raros a campistas que simplesmente apreciassem a beleza da noite ou do astro de brilho perolado que regia os céus da noite.

Não demorou muito, e quando já estava bem próxima do rio pude ver uma silhueta de alguém que já estava no rio. Arqueei a sobrancelha direita e umedeci os lábios, tratando de respirar fundo, e não fazer nenhum barulho. Meu caminhar tornou-se o mais leve possível, e eu me movi com graça o suficiente sobre os galhos e dos diversos empecilhos situados no meu caminho. Me aproximei o suficiente do garoto e ao estar a uma distância não muito grande me teleportei, surgindo por detrás do garoto mordendo o canto direito do lábio inferior.

Estranho... alguém aqui a essa hora. Sussurrei com os lábios a apenas alguns centímetros do ouvido direito dele, e logo após me afastei o suficiente para que ele não me alcançasse. Ao olhar pra ele ainda de costas, a única coisa que consegui me lembrar fora de um filho de Poseidon que eu havia conhecido em situação distinta. Quem eu realmente esperava encontrar era alguém que estava fora dos possíveis encontros que eu pudesse ter, mas eu ainda pensava nele, e isso era o suficiente para que eu tentasse me reprimir; a possibilidade de alguém ter me domado.

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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Joshua MacLachlan em Seg Out 03, 2011 1:04 am

Não sabia quanto tempo havia se passado, nem quando a outra pessoa havia chegado ali. A voz perto do ouvido meio que o assustou, mas foi um instinto primário, logo desaparecido. Se fosse um monstro, agora, o garoto jaze-ia morto no chão. Levantou e olhou para trás, encarando a silhueta iluminada pela luz da lua. Não se lembrava de tanto, mas algo era-lhe familiar na pessoa. Olhou com mais atenção, averiguando de fato quem era, e...

- Arya. - Disse, ignorando a frase dela. Havia tanto tempo que não pensava ▬ ou ao menos lembrava da mesma... Na verdade, não pensava em muita coisa que não a sobrevivência.

Mesmo que suas memórias estivessem meio distorcidas, não poderia esquecer os traços da garota. Não dela. Tentou sorrir, mas uma subita animação de reencontro tomou conta do mesmo, e o sorriso saiu um pouco tímido demais.

- Há quanto tempo... - Joshua disse, coçando casualmente a bochecha. - Você está linda - deixou escapar sem querer ao ver como a mesma se vestia.

Ela não estava linda; ela era, sim, linda. Mas se saísse por aí falando tudo o que pensava... bem, não queria ser preso. O destino havia dado uma grande intercalada entre os encontros, mas ainda se lembrava sim da floresta, onde viu-a pela última vez. Foi uma situação casual, nada demais. Embora Arya tivesse uma fama bem estranha no acampamento, da vez que haviam se conhecido, ela não lhe tratara mal, nem tinha tentado manipulá-lo de algum modo, como a maioria dizia que a mesma fazia, embora tivesse feito isso indiretamente.

- Sim... é realmente estranho. - Sorriu mais uma vez, agora, desembaraçado. - Mas é mais estranho te encontrar aqui, Arya Eldamon. Não te vejo há alguns bons meses, pelo que me lembro.

Pouco mudara na garota desde a última vez que a tinha visto. Continuava com o mesmo leve brilho lunar, o mesmo olhar, o mesmo jeito de chegar sorrateiramente. Se aproximou mais um pouco, apenas para pegar na mão esquerda dela e levá-la aos lábios, dando um beijo de cumprimento no local. Pensamentos iam e vinham agora que via-a novamente, ali, na sua frente.

- É bom te ver - confessou.
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Arya Eldamon em Sex Out 07, 2011 1:12 am


Um encontro ao acaso



Arya Eldamon
Part: 1

Um sorriso rebelde se formou em meu rosto, assim que senti os lábios macios de Joshua e minha mãe. Há muito não me deparava com um rapaz tão cavalheiro, e embora não fossem o meu tipo, eu no mínimo achava interessante como alguns garotos conseguiam ser tão amáveis.

O modo como ele se comportara diante daquele nosso encontro inesperado, me levaram a menear negativamente com a cabeça, enquanto mantinha o sorriso ▬ dessa vez travesso ▬ em minha face. Me aproximei dele cerrando os olhos, e me limitei a olhar a face do mesmo que se destacava diante da luz da luz, que como sempre realçava a minha beleza.

Igualmente. É bom vê-lo novamente. Devido a aproximação anterior dele, e a minha recente estávamos próximos demais. Fato que fez recuar, e sorrir sem graça, enquanto desviei o olhar para o céu, fitando a lua com um brilho distinto em meus olhos. ▬ É inda, não? ▬ Eu não sabia exatamente o porque, mas Joshua era um dos únicos no acampamento com quem eu sentia que não precisava ser o monstro do qual todos no acampamento tinham conhecimento. Com ele, eu sentia que podia ser apenas uma garota quase indefesa, e que podia se dar ao luxo de citar as coisas belas vistas por meus olhos.

Na verdade, eu adoro passeios diurnos, e sendo eu uma eterna admiradora da lua, esse é o melhor momento em que posso observá-la. Sorri pra ele de forma sincera e amigável, e mordi o lábio inferior em seguida, desvencilhando meu olhar para o solo e vendo as folhas que se dispersavam separando-se uma das outras em prol de pequenos redemoinhos no qual giravam e em seguida voltavam a ocupar um espaço qualquer no solo, seguindo sempre com aquele eterno ciclo vicioso e quase imperceptível.

Aliás... você também é lindo. Disse, o surpreendendo e olhando diretamente nos olhos do jovem filho de Poseidon. Não era minha intenção ler a mente do mesmo, mas como em um momento de descuido eu acabei por fazê-lo, enquanto me sentia vulnerável diante de pequenos acontecimentos naturais e belos e que ainda assim me chamavam a atenção. Depois do que disse a ele me recompus e senti minhas bochechas ruborizarem, engoli em seco e me aproximei um pouco mais do rio. Assentei-me na beirada do mesmo, e após retirar meus calçados mergulhei meus pés naquela água fria e corrente, relaxando e me sentindo confortável como a há muito não me sentia.

A água está ótima. Murmurei de forma quase inaudível, e suspirei após ver o reflexo da lua no rio. Ele tremeluzia devido ao movimento da água, mas ainda assim era lindo e digno da minha atenção. Meus olhos brilharam diante daquela imagem e um pequeno pensamento assombrou minha mente: a junção da lua e da água.

O que faz um filho de Poseidon, a essa hora da noite fora de seu chalé? Indaguei, e me recordei de pequenos empecilhos que poderiam ser bem chatos se revolvessem estragar aquela noite maravilhosa; ás harpias. Bom, eu sabia bem que não eram aquelas coisas asquerosas que iriam me impedir de fazer o que tanto me agradava e acima de tudo, eu não as temia, e só por poder ver Joshua ali antes mesmo de mim supus que ele também não fosse um dos campistas que se mantinham reclusos em suas camas a noite por medo de topar com aqueles monstros. Sorri para meu reflexo na água, e só então pensei no quão misterioso aquele garoto me parecia.
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Joshua MacLachlan em Seg Out 10, 2011 9:23 pm

Já próximos, sentei-me ao seu lado assim que a mesma se aproximou do rio, pondo os pés a ser lavados pelo mesmo. Conseguiu manter a expressão normal, sem nenhum rubor, ao contrário dela. Alguns meses na missão, e pronto, mesmo aquele resquício de felicidade poderia ser controlado. Mesmo endurecido pelo tempo fora, o garoto ainda sentia, sim, emoções. A maioria achava que não; que ele simplesmente havia se tornado um ser sem alma e controlado somente para o propósito destinado a ele. Mas, ao menos com ela, era diferente. Saber que também era considerado lindo quase fê-lo perder o controle, mas manteu-se calmo, mas com a cabeça funcionando a mil por hora, pondo pensamentos a irem e virem, trabalhando em uma fonte desconexa de emoções.

▬ Obrigado. ▬ Agradeceu, sentando ao lado da garota.

Uma coisa que o deixava incomodado era o fato de estar sempre sendo observado. Com os pés na água, sabia que seu pai, Poseidon, sentia-o. Era sempre assim. E os deuses também: qualquer um que quisesse espionar sua vida, poderia, o que o irritava muito. Olhou novamente para Arya, com um semblante mais sério do que o esperado, e disse:

▬ Não tente isso. ▬ Avisou, pressionando a mão esquerda dela de leve contra a terra fofa, para chamar-lhe a atenção. Lembrou-se que a misteriosa garota também era uma Mentalista, com as habilidades de poder sentir ou ver os sentimentos e pensamentos das pessoas. Não sabia até onde isso se estendia, mas não gostava do fato.

Continuou a encará-la por alguns momentos desconfortáveis, mas cruciais. Não queria ser grosso; porém, tampouco queria ser... vigiado. Soltou a mão dela, e temeu ter sido grosso. Mas não iria pedir desculpas, pois disso estava farto. Tudo o que sentia tinha se tornado um furacão violento: ódio, vingança, dúvida, amor, e outros milhares de sentimentos inomináveis dominavam o consciente involuntario de Joshua, e, até o melhor dos mentalistas teria problema de entender uma coisa sequer do que ele pensava, embora presumisse que ela já havia parado - se é que havia começado.

▬ Devo fazer a mesma pergunta pra você. ▬ Lembrou-se da pergunta dirigida a ele. ▬ Mas, para te dar uma dica: não tenho medo. Se quiserem mandar as harpias, que mandem. Eu não saio daqui até estar satisfeito comigo mesmo.

Sorriu, frio e quente, como uma espada a ser forjada, e voltou a olhar o rio. De-repente, ele lhe pareceu tão interessante...
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Arya Eldamon em Seg Out 10, 2011 11:19 pm


Um encontro ao acaso



Arya Eldamon
Part: 2

O barulho do rio... Calmo, e sempre seguindo seu curso, contornando os desafios que se opunham a ele, sem no mínimo precisar confrontá-los diretamente, isso era algo que me causava extrema admiração. Eu ainda estava completamente vidrada no reflexo da lua de beleza imensurável no espelho das águas, até que ele se assentou perto de mim.

Por alguns instantes eu olhei para ele, porém sem virar a cabeça em sua direção, apenas o observava olhando-o de lado. Jogos não eram meu forte, mas uma bom quebra cabeça nunca era dispensável, era revigorante ver o véu de tanto mistério cair e revelar coisas imagináveis sobre quem quer que fosse. Estreitei um pouco as sobrancelhas ao sentir as mãos dele sobre as minhas, pressionando-as levemente sobre a terra, e um pequeno sorriso de escárnio brotou em meus lábios, enquanto eu me virei pra ele e mordi o canto direito do meu lábio inferior olhando diretamente nos olhos do mesmo.

Muitos não sobreviveriam pra contar que me tocaram... Disse, olhando-o nos olhos com seriedade e frieza pela primeira vez desde nosso encontro. Muitos nem tentariam... Cerrei um pouco mais os olhos, e pude perceber ao me virar para a água, que o meus olhos refletiam um azul lunar de beleza imensurável. Já acontecia a algum tempo, minhas habilidades estavam um pouco fora de controle, mas naquele exato momento eu tinha de me controlar. Engoli em seco, e senti minha respiração alterar-se lentamente, enquanto eu tentava a todo custo torná-la normal antes que atingisse um nível mais crítico e algo mais ofensivo do que a psicometria se manifestasse.

Muitos não tentariam me tocar... Completei, fechando os olhos e pressionando-os o máximo que pude, tentando me livrar da psicometria a todo o custo. Mas você não só tentou, como o fez. Admiro isso em você. Ousadia... pareces ter de sobra. O encarei como se o desafiasse, porém com um sorriso sincero e talvez até memso um pouco amigável.

Com a psicometria presente em meus olhos, pequenos flash's de momentos dele começaram a se passar em minha cabeça, enquanto eu o olhava diretamente nos olhos. Imagens distorcidas, sangue, dor. Sentimentos confusos e desenfreados. Tudo nele era confuso, e mesmo que eu o quisesse, desvendá-lo seria difícil, talvez exigisse toda a minha atenção, que naquele momento, estava voltada a conter as minhas habilidades antes que as mesmas acabassem por me controlar.

Não se preocupe... seus pensamentos são tão confusos, quanto seus momentos. Fechei os olhos e pressionei os mesmos mais uma vez, me certificando que eles permanecessem com o azul que lhes era normal.

A única coisa clara o suficiente, foi o que a psicometria alcançou do seu íntimo, e o que você mesmo me mostrou. Fiz uma breve pausa, e depois olhei desde a mão dele que ainda estava sobre a minha até o seu rosto.

No final, não somos tão diferentes. Disse a ele observando sua face, e retirei a mão de onde estava, apoiando-a sobre meu colo. Logo voltei a estender a mesma mão que estava um pouco suja de terra, e olhei por um instante para a água fazendo-a quebrar o seu sempre curso, e deixar seu leito, formando um extenso chicote de água que apenas passou por minha mão limpando a sujeira desta. Olhei para a água rindo um pouco desta a flutuar bem a minha frente e por fim, com um gesto quase imperceptível dos olhos fiz com que a mesma avançasse na direção de Joshua. Ri de mim mesma e da minha eventual brincadeira, e em seguida tentei ser o mais convincente possível.

Ouvi falar que filhos de Poseidon não se molham, resolvi testar. Espero que não se importe. Pela primeira vez em vários anos, eu me permiti um pequeno sorriso moleque no rosto. Respirei fundo e senti o vento passar por nós dois, levando tanto o meu cabelo quanto o dele a renderem-se sobre seu assoprar constante e ricochetear conforme suas correntes.
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Joshua MacLachlan em Seg Out 10, 2011 11:42 pm

De certa forma, havia se arrependido do gesto brusco que fez com ela, mas não podia viver sendo mais observado. Tinha de ter seu próprio espaço. Escutei o que ela disse, e algo em sua voz mostrava que não estava brincando, como se a qualquer momento, ela fosse pular com uma faca em cima de mim, ou me abraçar. Era confuso.

— Não tenho medo, Arya. — disse, solene e frio, vendo certa alteração nos olhos da mesma. Pareciam brilhar...

Continuei a encará-lá, como em uma luta, mas sem armas e sem armaduras, apenas as personalidades misteriosas e sombrias de cada um dos dois. A água do rio ficou um pouco mais veloz, acompanhando meus sentimentos, e eu fitei o céu abruptamente, quebrando o contato visual.

— Sempre seja ousado com o que você almeja. — disse, sorrindo levemente.

Ela poderia encarar mal, mas o que poderia fazer? Era a verdade, e pelo que conhecia da garota, ela rapidamente mudaria de assunto se algo a incomodasse. Meu rosto foi atravessado por uma expressão de desgosto forçado ao escutá-lá dizer isso. 'Ela leu novamente.' Se fosse outra pessoa, provavelmente teria feito de tudo para bloquear a mente, mas não sentia necessidade disso perto dela, o que se devia ao fato dos dois serem extremamente parecidos em pensamentos e sentimentos.

— É bom saber que há alguém como eu. Mas é ruim saber que alguém já sofreu semelhantemente a mim. — Sorri, meio abalado. Ela, por maior que fosse sua fama, não poderia ter sofrido tanto assim. Ou poderia? Novamente, pensamentos embolados.

Se exaltou e não percebeu o truque sujo de Arya, e, pela surpresa, acabou tendo a camisa empapada de água. Riu junto com ela, e disse:

— Sim — disse absorvendo toda água da camisa com um toque — mas não quando são pegos surpresos. E, creio que você tenha sorte, pois, caso tivesse sido um semideus filho de qualquer Deus, menos Poseidon, eu teria de tirar a camisa para não morrer de frio. — Sorri, travesso.
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Arya Eldamon em Ter Out 11, 2011 12:28 am


Um encontro ao acaso



Arya Eldamon
Part: 3


O encarei durante alguns incontáveis minutos que se seguiram, e por fim sorri, retrucando logo em seguida. Você não precisa ter... Meneei com a cabeça em sinal negativo e voltei a afirmar, em um murmúrio baixo. Não, você não...

Talvez eu devesse ficar envergonhada, depois de algumas coisas que ele havia dito, mas somente o rubor de outrora, já tinha sido o suficiente para me fazer firme novamente, me levar a recuperar a pose de garota fria, antipática, e assassina, que era como todos do acampamento me viam.

O sorriso moleque de outrora fora revestido por uma pitada de cinismo, e sem mais rodeios encarregou-se de respondê-lo.

Se tivesse sido um filho de qualquer outro deus, que não fosse Poseidon, eu não teria te molhado. Arqueou a sobrancelha, e acrescentou. Mas, o que lhe faz pensar que ver um garoto sem blusa seria o bastante pra me incomodar? Já vi tantas coisas, que isso pra mim já é algo completamente dentro dos padrões do que dizem de normal. A propósito, já vi outros com muito menos que a blusa. Aquela era uma parte do seu passado da qual não se orgulhava muito, mas ela e seu irmão usavam de tudo para conseguir diversão através da dor e sofrimento alheio, inclusive a arte da sedução, a qual Arya devia muito de seus assassinatos.

Quando a sua ousadia... Acredita que sendo ousado, conseguirá o que quer? Não sabia ao certo do que estavam falando naquele momento, que rumo tomaria aquela conversa, mas era curiosa o bastante para fazer perguntas quando não queria obtê-las de uma forma que não seria agradável. Respeitava o espaço do mesmo, ao menos tentava. Ficou à espera da resposta dele a sua pergunta, e enquanto isso deixou de fitar a face dele para voltar-se ao lago. Passou a levitar pequenas gotículas de água, e fazer com que as mesmas girassem, e logo se desfizessem em pequenos pingos que molharam não só a ambos, mas também a terra a redor deles, tornando-a úmida e escorregadia.

Não consigo ficar quieta... Comentou em um sussurro, e entrelaçou ambas as suas próprias mãos sobre seu colo, respirando fundo e fechando os olhos para sentir as pequenas gostas respingarem em si em pequenas proporções.
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Joshua MacLachlan em Ter Out 11, 2011 7:57 pm

Ficou com receio, percebendo o olhar que ela dirigia a ele. Foram minutos, o bastante para deixá-lo confuso. Uma hora, a garota aparentava querer matá-lo, e na outra... bem, era é difícil. Ele sorriu de volta, e não disse nada. Desviou o olhar para o céu, focando a noite escura, e escutou atento, como sempre fazia, as palavras que dela saiam.

▬ Interessante saber ▬ acrescentou, sorrindo para nada.

Abruptamente, fez a mão entrar na água e girou-a, fazendo um mini-redemoinho na frente dos dois. Manteu-o por algum tempo, apenas para olhar o que podia fazer. Olhou-a novamente, apto a responder sua pergunta. Pensou rapidamente, e, como sempre, deu uma resposta calma, verdadeira e firme.

▬ As pessoas que não tentam, não conseguem. As que tentam coisas pequenas, costumam ficar com coisas pequenas. E os ousados ▬ apontou para o próprio peito com o indicador ▬ desejam grandes coisas, então, fazem grandes coisas a qualquer preço.

Terminou, mas continuou a deitar o olhar sobre ela. Queria saber o que Arya pensava, e se amaldiçoava por não ser um Mentalista no momento, pois talvez pudesse ler algo vindo daquela misteriosa pessoa. Sentiu as gotículas de água pela primeira vez, sendo que agora não se molhava mais. Algo dizia que a garota se encontrava distante e perto, como algo inalcançável qual você sempre pensa em ter; ou as estrelas longínquas, que parecem ser menores do que grãos, mas tão grandes se vistas de perto.

▬ No que pensas? ▬ perguntou, recolhendo as pernas para cima, e subindo os joelhos, de forma a ficar com as mãos niveladas na altura dos mesmos.
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Tarkayn Baratheon em Ter Out 11, 2011 9:26 pm

~~ ~~

O clima era desagradável. O cheiro era desagradável. A noite era desagradável. Onde está a morte? Um pensamento cômico, se vindo de um filho de Hades. Tarkayn havia saído do chalé por simples vontade de observar a noite. Ta, admito minha mentira. O filho de Hades estava à caçar alguma presa pra abater com suas espadas lendária. Rubi e Safira. As espadas que carregavam a luz tingida nas cores de seus respectivos nomes. Espadas roubadas dos espectros que há tanto tempo abatera para sobreviver a mais um dia crucial onde sua vida pendia em uma gangorra esculpida nas entranhas de uma escuridão maldita. Os passos dele eram bem quietos, se movia como um demônio na escuridão. Vê-lo era praticamente impossível. Senti-lo? Ainda mais difícil. Mantinha uma mão agarrada no cabo de Safira, com a outra segurava um cigarro. Certamente ilegal, havia o conseguido com os filhos de Hermes. O melhor? Nem teve de pagar. O tilintar de Rubi ao sair da bainha, fez com que dois dos garotos urinassem nas calças. Lembrar-se daquilo fê-lo sorrir. Um sorriso sem humor, apenas vanglorioso. Continuou a dar seus passos mal-desenhados, sem um destino fixo. Simplesmente por querer olhar para a noite e sentir a escuridão envolvendo seu ser naquele breu tão majestoso. Com um pouco de tristeza, ele continuava sua marcha. Não, não era certo dizer tristeza. Para entristecer Tarkayn Baratheon era preciso muito mais. Ah, se era. O passado do garoto era esdrúxulo e horroroso. Cheio de psicoses que se mantinham firmes em sua mente. O termo certo; Melancolia. Sim, agora posso retomar minha narração. Com um pouco de melancolia, ele mantinha seus passos firmes em direção ao... Não posso te falar se nem mesmo eu sei onde o garoto estava a ir. Os passos eram firmes. O corpo era firme. A espada era firme. AS espadas eram firmes. Com muita ênfase no “AS”. Mas quem disse que sua mente era firme? Sangue, guerra, sofrimento, dor, ódio, sexo, e muito mais assolavam uma mente tão jovem e tão confusa. Tão jovem pra se preocupar com tanto... Mas o que fazer? Esse era ele. Talvez o rapaz mais inconstante que o mundo já ousou conhecer. Em meio a um sorriso sincero, ele sempre seria capaz de desferir o mais cruel e traiçoeiro dos golpes. Estar em sua companhia jamais seria agradável. Na verdade, até poderia ser, caso fosse um dia onde ele estivesse sendo alimentado por energias negativas. O que não era o caso. Deixe me explicar. O negativismo, é como uma carga elétrica para o Tarkayn. O garoto é realmente privado de bondade. Sensações e ambientes obscuros e cruéis, o deixavam calmo e sereno, como uma pessoa normal ficaria em uma praia ou com alguém que ama. E claro, o amor... Arya Eldamon. Não que ele fosse apaixonado pela garota, mas em tanto tempo, naquela maldita missão, ela fora uma das únicas meninas a quem ele prestou a atenção com um carinho diferente. Das muitas que passaram por sua vida, sempre foi pra se divertir. E creio que nenhuma havia sobrevivido à agressividade dele. E claro, o destino sempre jogava com os humanos e até com os semi-deuses como se eles fossem peças de um xadrez. Claro, claro, os passos dele os levaram certamente até Arya e Joshua. Ele não se surpreendeu. Clichê, Afrodite. Clichê. Lá estava ele, de pé, atrás dos dois que se encontravam sentados na beira do rio de canoagem. Havia trombado Joshua uma única vez, e ambos haviam sido amigáveis um com o outro. Fora em um treino de espadas. Um treino que lhe rendeu um braço deslocado, e ao filho de Poseidon um olho roxo com um filete de sangue. Um empate? Não, Tarkayn era compreensível o suficiente para aceitar sua derrota. Não foi maldoso. Estava, digamos de “bom-humor”. Se é que um Diabo fica de bom humor.
- Arya, Joshua. – Meneou com a cabeça em um cumprimento cordial. – Bela noite, não? Estou os atrapalhando? Posso me retirar sem mais problemas.
Era verdade. De maneira alguma queria atrapalhar os dois. Vê-la o fez se sentir bem, e vê-lo também lhe provocou uma sensação. Não de vingança. Os murros trocados entre os dois e os fervorosos golpes desenvolveram algum laço. Assim como lutar ao lado de Arya, o fez pensar na garota todos os dias de sua vida. Talvez ele estivesse diante das duas pessoas a quem um dia realmente se importou de verdade.





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Mas me levará toda uma vida...
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Arya Eldamon em Qua Out 12, 2011 1:16 am


Um encontro ao acaso



Arya Eldamon
Part: 4

Aquela noite era de fato obscura, trevosa. O único brilho que podia-se ver em meio a densa e extensa penumbra, era o brilho da lua e o contraste que vinha de mim. O brilho da minha pele continuava a se fazer presente, e graças ao meu péssimo controle que naquele momento eu detinha da minha habilidade, não pude impedir o realce que a presença do astro de brilho alvo causava em mim. Sim, a minha beleza estava aumentando gradativamente, e eu podia sentir isso.

Ouvi atentamente cada uma das palavras de Joshua, e só me voltei novamente a ele quando o mesmo me fez uma pergunta. Antes de respondê-lo, procurei manter meus olhos fechados e me entregar a sensação do vento brincando com as madeixas do meu cabelo. Eu mesma não sabia no que eu realmente estava pensando. Ao ler a mente dele naquele pequeno momento de fraqueza, não pude me controlar, e devido a aquele fato havia se tornado um tanto difícil distinguir os meus pensamentos dos dele, até mesmo pela nossa pequena semelhança que já tinha ficado clara o suficiente.

Eu te diria, se eu soubesse. Respondi sem delongas, e só então abri os olhos e procurei fitar o céu. Mas, já não sei que pensamentos são seus, e quais são meus. Você me confunde... Estreitei os olhos após dizer... e em seguida desviei o olhar para o céu. As estrelas de outrora que enfeitavam o véu da noite jaziam apagadas, cobertas em meio a nuvens infindas, escuras e das mais diversas formas. O vento tornou-se mais forte, e logo presumi que provavelmente em breve o acampamento seria coberto por um temporal nada prazeroso, exceto para os filhos de Poseidon. O céu tornou-se enfeitado, como em um show de luzes e um barulho forte ecoou por todo o acampamento. Um trovão. Provavelmente Zeus estava incomodado com alguma coisa, e o que quer que fosse não deveria ser nada bom, pois, para até mesmo o acampamento ser afetado por um tempo ruim como aquele, tinha mesmo de ser algo bem sério.

As primeiras gotas de chuva já começavam a cair, e aquele céu nublado havia deixado o ambiente mais escuro do que nunca. A água do rio já corria mais revoltada, o suficiente para que o barulho feito por ele pudesse me levar a uma pequena distração. Por estar próxima a Joshua, as pequenas gotas que caíam não me molhavam mais. Era um feito incrível o que aquelas diversas habilidades podiam fazer. Cada deus em particular desenvolvia habilidades impressionantes. Graças ao meu mimetismo de habilidade, eu podia absorver habilidades alheias, e era o que eu havia acabado de fazer.

Eu estava tão presa a mim mesma, tão concentrada a aquele ambiente remoto, que nem percebi a aproximação de outro alguém até que ouvi chamarem pelo meu nome. Não haviam me chamado de muito longe, nem tão pouco de longe. Era próximo, próximo o suficiente para me fazer fazer sair do transe circunstancial em que eu me encontrava, e cogitar ver logo quem era, mas não, antes de tudo eu tive um pequeno momento de reflexão. Diante de tamanha grandeza da natureza, do feito de deuses nós seus filhos nada mais eramos do que simples peças, em um jogo de xadrez que é jogado por todos onde nós as peças só nos mechemos diante da vontade de cada deus, movimento por movimento, em um campo cheio de surpresas nada agradáveis. Naquele mesmo momento, me dei conta do qual pitoresco e trivial era nossa já pre-datada existência na terra.

Em meio a suspiros, eu finalmente me dei conta de quem se tratava. De quem havia chamado pelo meu nome, de quem estava ali, situado bem a minhas costas. Confesso que me desconsertei um pouco, mas o máximo que consegui reproduzi foram poucas palavras, as quais lutei para pronunciar no meu tom de voz costumeiro; frio, singelo e sedutor.

Não está interrompendo nada. Não há o que se atrapalhar aqui. Até aquele momento, eu ainda não tinha me virado para fitá-lo, pois, sabia que assim que o fizesse, eu me veria diante do único alguém que fora capaz de me deixar completamente indefesa, vulnerável. O único que era capaz de me tornar ao menos enquanto o tinha por perto, uma pobre e indefesa garotinha. Fechei os olhos e pressionei os mesmos, e só então após tentar ao máximo me portar devidamente me virei, e deparei com ele, Tarkayn Baratheon. Um dos garotos mais falados do acampamento, visto poucas vezes pelos arredores do acampamento, e tão temido, quanto a mim ou meu irmão, ou talvez, até mais. Portador de uma beleza única, a qual eu mal conseguia resistir.

Não é apenas a noite que é bela aqui. Disse em tom relutante, e em tom de voz não tão alto, e em seguida olhei para o rosto de Joshua, e logo após para Tarkayn. Examinei-o de cima abaixo, que era como a situação permitia; pernas bem torneadas, cujas mesmas envolvidas pelas vestes podia-se ver; as coxas mais lindas que eu já havia visto, o abdome másculo, que ainda omitido pela blusa dele, sem dúvida alguma, se fazia objeto de desejo alheio, assim como do meu; e por fim, mas nem por isso mais importante, o seu rosto, que demonstrava tamanha perffeição que poderia ser invejada até mesmo pelos deuses, e isso ele compartilhava com Joshua. Umedeci os lábios uma única vez, e em seguida mordi o mesmo contendo o desejo que aflorou em mim assim que terminei de ver por inteiro o corpo do jovem e cruel príncipe do inferno. Finalmente me levantei e me coloquei de frente a ele, mas, não sem antes olhar uma outra vez para o rosto de Joshua, o filho de Poseidon. Ambos, ambos eram lindos, e não havia como definir qual deles era mais belo. Mas, não era a única coisa que eles tinham em comum, mas também o fato de ambos apresentarem ser misteriosos o suficiente para que eu não obtivesse nenhuma leitura completa deles, nem leitura de mente, nem do seu perfil... nada. Eles eram como um vazio pra mim, idênticos, porém distintos. As imagens dos pensamentos de Tarkayn, vagavam desde guerra, dor, lutas, sangue e algumas imagens até mesmo sórdidas até um breu imensurável que parecia não ter fim, enquanto a mente de Joshua aparentava ser mais confusa, com pensamentos que muitas vezes nem faziam sentido ou nem mesmo eram completos, e talvez fossem apenas um esboço de algo que o garoto estava ou não, prestes a pensar. Talvez fosse melhor que eu não conseguisse mesmo usar meus dons mediúnicos e psíquicos naqueles dois, afinal, eles gostavam que de terem um espaço pra si mesmos, e eu não queria ser indelicada, não quando se tratava deles.

Finalmente me levantei, sem mais interrupções, e me vi diante dele, o filho de Hades que se tornara há muito a imagem dominante em meus sonhos, a minha inspiração para loucuras sensuais que ocorriam em meu subconsciente. Vê-lo tão próximo, poder senti-lo ali mexia comigo, por mais que eu mesma não quisesse aceitar isso, não fosse capaz de admitir para mim mesma que havia encontrado a minha fraqueza, ou talvez não fosse apenas uma, lembrei, ao pensar em Joshua e no meu irmão.

A que devemos a honra de tê-lo junto a nós, Tarkayn Baratheon? Indaguei a Tarkayn em um timbre rouco e sedutor, enquanto caminhava de encontro a ele com um rebolado sensual que era normal de mim mesma, e a sobrancelha direita arqueada. Eu sabia da fama dele, sabia do quão ele poderia ser perigoso mas naquele momento, nada, senão estar próxima a ele passou a me importar. Fiquei a apenas três centímetros calculados de distância do mesmo, mas aquilo fora o suficiente para notar minha própria respiração se alterar gradativamente, mas não apenas isso. O hálito quente e agradável dele chegava até meu rosto, o que me levou a suspirar novamente, sem poder conter o quão feliz eu estava em meu íntimo. De uma única coisa porém, eu pude ter certeza, o que ele sentia por mim era intenso, pois eu podia sentir o que ele sentia, podia sentir o que Joshua sentia, ou qualquer um outro que estivesse ali conosco. Tudo começou a parecer um mar de sentimentos intensos, Tarkayn, Josua e eu. Seria aquela a noite de reencontros dos desalmados do acampamento? Ou, talvez fosse apenas uma ironia do destino que acabou por nos pregar uma bela - literalmente falando - peça.

"Seria um ótimo companheiro de chalé. Principalmente a noite." Pensei comigo, e agradeci aos deuses que não houvesse nenhum outro mentalista ou outro semideus psíquico por perto. Finalmente me dei ao luxo de cessar com minhas palavras, e mesmo as minhas ações. Meus olhos passeavam pelo corpo do filho de Hades, porém da forma mais descreta possível, até que eu finalmente fixei o olhar nos lábios dele. Lábios suculentos, dignos de toda a minha atenção, mas, que por hora eu deveria resistir. Afastei-me dois passos dele, e logo voltei a olhar para ele, porém dessa vez, em seus olhos, direto em seus olhos, ignorando meus sentimentos ao menos momentaneamente.
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Tarkayn Baratheon em Qua Out 19, 2011 10:12 pm

~~ ~~

Ah, que perfume divino que Arya tinha. Tarkayn realmente sabia como se mostrar inexpressivo e sempre duro sobre qualquer situação. Ele resolveu aceitar para si mesmo que estava sentindo algo forte em relação a ela, mas mesmo assim ele não conseguia se mostrar um pouco mais... “Humano”. Deu alguns passos para mais perto dos dois ao ouvir as doces palavras dela. Tinha um jeito sensual de falar, de ser. Aquilo fazia os pelos da nuca do pequeno Diabo se erguer em arrepios gélidos. Parou a frente de Arya, alguns passos distanciando os dois. Mesmo sem a mesmase levantar, ele se aproximou dela. Não fingiu que tinha dado uma bela olhada na garota. Tinha um corpo esbelto, com curvas perigosas por todo o lado. Quadris bem visíveis, que davam a ela um aspecto de uma garota sedutora e perigosa. Opa, ela é uma garota sedutora e perigosa. Tark mordeu o canto da boca com os dentes suavemente, observando-a com cautela. Não poupou um gracejo, quando sussurrou em um tom de voz provocante perto dela.
- Realmente, não só a noite é bela aqui, querida Arya Eldamon.
Ela era maravilhosa. Sua pele brilhava através da penumbra que preenchia a floresta. Não conseguiu tirar os olhos dela durante momento algum. Seus lábios pareciam chamá-lo, mas Tarkayn ainda permanecia duro como uma rocha, mesmo que tão perto dela. Seu aroma fez seu corpo voar em outra dimensão, mas com força de vontade ele fez sua mente permanecer naquele local. Não queria parecer um boboca pela primeira vez na vida. Mas, ela tinha de fazê-lo “travar”. Ah, ela realmente tinha. Quando ela se levantou, foi capaz de observar o corpo da bela garota perfeitamente. Curvas maliciosas em um corpo de mulher, um corpo realmente esbelto. Pele branca como a lua, em olhos azuis como safiras. Um olhar que penetrou seu corpo com violência, fazendo suas costas ficarem rígidas. Uma forma de auto-proteção para quando ele se sente ameaçado. Ser seduzido? Isso era ameaça o suficiente pra quem viveu a vida inteira matando garotas sem nunca nem reparar na cor de seus cabelos. Mas com Arya, ele era capaz de reparar até no mínimo detalhe mais invisível aos olhos de qualquer ser. E de algum modo, aquilo não o incomodava. Gostava de saber que sabia tanto sobre a garota sem nem mesmo nunca ter tido muito contato com ela. Mas isso era pelo simples fato de reparar na mesma em todas as pequenas chances que teve. No refeitório, nos rios, nos treinos e principalmente na missão para qual partiram juntos. Uma garota bela, sedutora, assassina. Quem melhor para um demônio psicótico?

A maneira que ela andou até ele... Ficou com o olhar preso em sua cintura, inevitavelmente ficou. E isso era só o começo. Em toda sua vida, Tarkayn só havia corado uma única vez, quando o Lorde Redentor que o criou estapeou sua cara. Tarkayn viveu toda sua vida em uma muralha onde só havia garotos, criado desde os 5 anos de idade excepcionalmente para guerra, comendo comida podre, dormindo duas horas por dia, e matando animais para poder passar nos treinamentos. Sendo pendurado de cabeça para baixo como punição por ter feito uma amizade. Recebendo chicotadas na face e nas costas por ter se atrasado um minuto para os treinos. Tendo os braços cortados sempre que respondia a uma ordem de um Lorde Redentor. É, muito mais havia sobre “O Santuário”, mas era uma parte de sua vida que ele enterrou mais fundo nas memórias que lhe ocorriam às vezes. Ele corou, quando notou que havia ficado tanto tempo olhando para o corpo dela, mas não durou mais do que um segundo antes de sua face se tornar friamente rochosa de novo. Quando ela ficou frente a frente com ela, separado por uma leve distância, foi capaz de fitar seus lábios e sentir seu corpo se retesar. Ela exalava um doce aroma selvagem, um aroma que fez o abrir mais os olhos para observar dentro das órbitas azuladas dela.
- Não é uma honra. Não há nada de honrado em ter-me por perto. Mas talvez só um capricho do destino, para que eu possa admirá-la.
O hálito aromático dela invadiu seu ser com agressividade, fazendo-o ficar tomado pelas forças dela. Ficou fitando-a por segundos incontáveis, reservando um pensamento para si. “Ela é maravilhosa, mas eu não posso arriscar muito... Ou talvez eu deva arriscar”. Raros eram os momentos em que dúvidas invadiam seus pensamentos para colocá-lo a frente de decisões. Era sempre decidido. E claro, por muitas vezes, impulsivo. Não parou de observá-la, o que fez ele captar quando a mesma se afastou dando dois passos para trás. Seu corpo estava rígido ainda, mas isso não o impediu de dar dois passos para frente. Um passo, um centímetro mais longo do que os dela, deixando-os separados por uma distância de dois centímetros. Esqueceu-se completamente de Joshua. O rapaz nada lhe importava mesmo, o que lhe importava era a garota a sua frente. De fato, Tarkayn podia estar apaixonado. Olhou-a diretamente nos olhos, alisando a camiseta branca com uma das mãos, enquanto a outra estava pousada no botão do punho de Safira. Seu olhar era faminto, como se fosse devorá-la. Os olhos púrpuros a desejavam, mas sua face se mantinha dura. Ele havia percebido o olhar dela em seus lábios e a maneira como aquilo modificou a pose sensual dela, deixando-a um pouco vulnerável. Não era nenhum mentalista, mas filho de um Psicólogo genial e uma Psicanalista renomada. Mesmo que tendo contato com eles durante apenas cinco anos, fora o suficiente pra aprender alguns truques. Nunca foi uma criança. Com cinco anos já era treinado para matar. Aproximou-se mais dela, deixando os corpos separados por quase nada, já sentindo o calor da pele da bela e sensual jovem na sua.
- Por que não os prova?
Ela entenderia. Sim, ela entenderia.





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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Arya Eldamon em Qui Out 20, 2011 6:19 am


Um encontro ao acaso



Arya Eldamon
Part: 5

Um convite? Sim, um convite para tudo que a jovem filha de Selene mais queria; para um dos seus sonhos mais frequentes: tê-lo por perto; selar os lábios dele com os seus. Os olhos azuis de Arya brilharam naquele momento, retratando exatamente como ela estava feliz com por ver a nova postura que Tarkayn havia assumido diante dela. Sim, aquela era uma nova postura tendo em vista o quão frio ele havia sido com ela, em todos os poucos momentos que ambos se cruzaram no acampamento mesmo que por meros segundos, ou mesmo na missão a qual fizeram juntos, em que percebeu alguns poucos olhares do mesmo dedicados á ela, mas que não foram o suficiente para que ele aproximasse e lhe dissesse qualquer coisa, senão algumas poucas palavras grosseiras em razão da invasão mental dela e de sua colega.

Arya era acostumada a usar a arte da sedução a seu favor, mas nunca para algo sério. Sempre que seduzia alguém, homem ou mulher, era apenas para que estes vivessem tempo o suficiente para diverti-la. Mas, isso tinha mudado... em seu longo histórico de experiências diversas, entre essas muitas relacionadas a sexo, nunca tinha sentido um desejo tão forte por alguém como aquele que nutria pelo filho do Hades, e não era apenas aquilo que a deixava confusa, e sim o fato de que o que ela sentia por ele era mais do que desejo, o via como mais do que apenas um garoto difícil ou um mero capricho sexual: o via como aquele pra chamar de seu. De fato aquilo a assustava um pouco, nunca tinha se envolvido emocionalmente com alguém que não fosse seu irmão, ou mesmo seus animais de estimação, mas, não podia controlar o desejo que aflorava em si naquele momento e que fora ainda mais atiçado pelo convite feito por ele. Não, ela não só não podia, como também não queria controlá-lo. Seu primeiro extinto foi logo agarrar-se ao pescoço dele e esquecer o resto do mundo, mas a possibilidade de estar apaixonada, a assustava tanto quanto a ele.

Ainda com um ar sedutor deu mais um pequeno passo á frente, quebrando assim qualquer distância que havia entre eles, e deixando seus lábios rubros o mais próximo possível dos dele. O barulho do rio aos poucos desaparecia, dando espaços ao barulho constante dos batimentos de ambos os corações que assumiam aos poucos um ritmo mais frenético, e a noite parecia tornar-se um véu único, que cobria toda e qualquer existência senão a de ambos. Um vento afoito passou entre eles uma última vez, e fez com que uma pequena mexa do cabelo de Tarkayn caísse em sua face. Com a mão direita Arya afastou aquela mexa, e sem apresentar qualquer pós-resistência, pôs-se a acariciar o rosto dele, cedendo ao mesmo. Se desfez de sua pose de sedutora, se desfez da sua sempre defesa alheia, e apenas se entregou a ele.

Sem mais delongas aproximou seus lábios lentamente dos dele e por fim, o beijou; um beijo dotado de afeto, paixão, carinho. Sentimentos diversos adornavam a garota naquele momento, mas todos com relação ao garoto que roubou de vez sua atenção, e todo o seu ser. Deixou que sua mão direita repousasse no peitoral dele, onde acariciou suave e brevemente, cessando o beijo para poder voltar a olhar em seus olhos. Olhos estes que a seduziam como nenhum outro. Sua excitação por estar ali com ele era tamanha que a mesma não pôde controlar o brilho que emanou de si mesma naquele momento, que tornou-se levemente mais intenso.

Nunca me senti assim antes... Disse, e sorriu desviando o olhar para o solo, tentando conter um sorriso inocente e bobo que, por insistência fez-se vencedor e apossou-se de seu rosto. Não sabia ao certo o que estava sentindo exatamente naquele momento, mas, o que quer que fosse, era bem mais do que apenas desejo carnal. Podia sentir o calor que emanava do corpo dele, o perfume que exalava do mesmo e a deixava levemente embriagada. Você mexe comigo de uma tal forma... Admitiu, olhando fundo nos olhos dele e dando-lhe um selinho breve para depois voltar a fitar a sua face novamente, observando a bela feição do rosto bem delineado dele. De uma vez por todas havia encontrado alguém, com quem pudesse ser apenas uma garota aparentemente normal: uma garota apaixonada.
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Erin Petrovak em Dom Out 23, 2011 7:15 pm

A lua refletia sua luz sobre a clara água, iluminando-o de um modo belo de mais para ser considerado algo normal. Ártemis ou Selene deveriam estar felizes naquele dia, talvez.
Suspirei levemente enquanto ficava reencostada em uma das árvores perto da margem do rio. Tédio e mais tédio era isso que eu sentia na maioria dos dias que passava naquele lugar. Não me sentia parte dele, talvez nenhum dos filhos de Perséfone ou Hades realmente se sentissem bem-vindos no acampamento meio-sangue, assim como seus país deveriam se sentir em relação ao Olimpo.
Naquele dia ficar no submundo havia se tornado mais entediante - e irritante - que o normal, as fúrias gritavam e os espíritos lamentavam pelos cantos. Achei que talvez na acampamento poderia ter um pequeno momento de paz.
Caminhei lentamente até uma grande pedra a qual me sentei em seguida, dobrando a perna e a envolvendo com os braços, enquanto apoiava o queixo no joelho. Meus olhos vagaram até a lua aonde se fixaram. Não estava pensando em nada em particular, só estava ali... Olhando a lua.
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Ashley Clark Collins em Sex Nov 11, 2011 7:51 am

Entrei no rio entediada e tensa. Esperando que tivesse algo de legal para fazer fui para lá; peguei uma canoa e começei a remar ao som de Jessie J.Sorri quando meus amigos chegaram e disse:
__ Oi gente. Peguem suas canoas e vamos remar!


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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Theodor Omyck em Sex Nov 11, 2011 7:58 am

Cheguei no rio e de longe viu uma linda moça, nunca a tinha visto no acampamento e então me aproximando dela digo com um sorriso no rosto: - Olá Disse com um sorriso no rosto para a bela moça. Ela estava com alguns amigos, mas eu os ignorei totalmente meu foco era somente ela, a mais bela moça que eu ja vira acampamento


Última edição por Theodor Omyck em Sex Nov 11, 2011 8:02 am, editado 1 vez(es)
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Ashley Clark Collins em Sex Nov 11, 2011 8:02 am

Vi o menino e disse:
__ Olá Ashley.E ti?
__Theodore.
__Ah... Notei qie me achou bonita. Mais sou caçadora. Desculpe.
Sorri e continuei remando. Mais pensando em matar lo.
Coloquei minha musica no ultimo volume


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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Theodor Omyck em Sex Nov 11, 2011 8:09 am

Ela havia percebido que eu achava ela bonita, ela também me dissera que era caçadora, eu sabia que se insistisse muito poderia ser morto, mas não importava, eu tentaria de algum jeito fazer a semideusa quebrar o juramento. - Mas você não disse quem é o seu pai ou mãe - Disse com um sorriso no rosto, teria que continuar conversando com ela para conhece-la melhor.
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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

Mensagem por Ashley Clark Collins em Sex Nov 11, 2011 5:18 pm

Como eu tinha bons ouvidos, notei que ele queria me fazer quebrar o juramento e disse:
__ Se o fizer morre. E sou filha de Ares


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Re: •Local Publico: Rio de Canoagem•

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