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Teste Fixo para Necromantes de Érebus

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Teste Fixo para Necromantes de Érebus

Mensagem por Psiquê em Sex Ago 31, 2012 9:46 am



A narração deverá possuir uma desenvoltura que envolva interpretação e capacidade de batalha. Será dividido em duas partes onde conterá mais exigência de interpretação e outra de batalha, mas nunca deves deixar que um falte ao outro!

Primeira Parte

Estará dormindo em seu chalé e estará sonhando. Porém, irá “acordar” dentro desse sonho, tomando certa consciência do que está acontecendo. Em seu sonho estará em um lugar confuso e levemente ilógico, mas que sempre haverá sombras em movimentos como se tivesse vida própria, porém esta não o ataca. Nesse tuor pelo local do seu sonho, em um determinado momento um monstro irá aparecer e irá atacar-lhe de surpresa, poderá desviar e lutar um pouco, porém um ataque desse monstro irá acertá-lo de um jeito vital. Então você acorda.

Segunda Parte

Depois de acordar desse sonho estranho, Quíron o manda em uma missão. Nessa missão o mesmo monstro de seu sonho aparece e começa a batalha. Dessa vez ele é real e perigoso, todos os seus ferimentos causarão perdas vitalícias! Portanto, é indubitavelmente necessário que o derrote. Depois da batalha – que deve ser difícil – uma sombra irá tomar forma humanoide (um corpo que lembra o de um humano) e irá se apresentar como Érebus. O deus irá convidá-lo a fazer parte do seu grupo.


Regras

 Deverá narrar de forma separada as duas partes e não em um texto corrido, para que se tenha plena noção de onde uma parte termina e a outra começa.
 Não há limite de linhas ou palavras, há a exigência de criatividade e boa interpretação.
 O ambiente do sonho será decidido pelo player, assim como o monstro.
 A missão deverá ser construída pelo player, ou seja, local, motivo, ambiente etc.
 Apenas semideuses reclamados podem fazer o teste, sendo proibido para filhos de Zeus, pois este é o maior inimigo de Érebus.
 O teste deve ser postado nesse mesmo tópico.



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Re: Teste Fixo para Necromantes de Érebus

Mensagem por Jane A. Pervensie em Seg Set 03, 2012 7:41 pm

The Warrior of Ice


So I'll waste my time and I'll burn my mind, I'm miss nothing, I miss everything

Parte 1
Eu não sei como isso aconteceu, ou muito menos quando que meu calmo sonho se tornou uma confusão. Apenas aconteceu. Na hora, eu tive a clara impressão de que estava acordada, o sonho parecia tão real quanto impossível de fazer parte da realidade. Encontrava-me no acampamento meio-sangue era o mesmo lugar, tinha certeza, mas alguns dos chalés estavam tortos, o chão parecia íngreme e dificultava minha caminhada e sombras andavam pelo lugar como se tivessem vida própria. Continuei caminhando, mas a cada passo que dava, tinha a nítida impressão que o chão, agora mais para uma ladeira, ficava ainda mais íngreme.

E então o pior aconteceu. Se me perguntassem, não eu não tinha medo de sombras que andam independentes de pessoas, não tinha medo de um mundo louco que apesar de se assemelhar ao que eu conhecia, nem de parecer a droga de Alice no país das maravilhas agora, mas se tinha uma coisa que eu realmente temia, era fogo, em grande quantidade, e eu já podia senti-lo aumentando a temperatura do ambiente a um tanto que nem eu conseguia resfriá-la. Pânico começou a crescer em mim enquanto eu me aproximava o suficiente para espiar a criatura que fazia esse inferno. Um drakon. A criatura não era tão assustadora quanto dizem os filmes... Era mais, muito mais. Todos os meus instintos me diziam para sair correndo dali e não olhar para trás, mas algo nos olhos da criatura, pareciam me prender ali, paralisada pelo medo.

Uma baforada de fogo despertou-me de meu estado de transe. O drakon rugiu ferozmente, ainda sem se importar em se mover. Por instinto, formei um escudo de gelo a minha frente. O mesmo derreteu, é claro, mas serviu para me manter viva durante aquele momento. Dei um salto o mais alto que pude e concentrei-me em criar gelo, era difícil num lugar que agora estava tão quente, mas foi uma técnica algo que anos de treinamento me permitiram aperfeiçoar: duas enormes correntes gélidas apareceram em minhas mãos, lancei ambas no monstro visando envolvê-lo e depois saltar sobre ele. Tomei um impulso e o fiz, mas as correntes não se prendiam bem, derretendo-se um pouco e escorregando sobre as fortes escamas do drakon,foi esse erro, somente esse, um pequeno deslize, uma das correntes escorregou e caiu, deixando-me apoiada em somente uma das mãos, o que de nada adiantava se queria subir na criatura, e já era tarde demais para descer. Por um lento segundo fiquei cara a cara com a criatura, presa pela mão com a corrente de gelo que também já começava a derreter. A última coisa que eu vi foi um enorme jato de fogo vindo em minha direção. E então eu morri.

Parte 2
Acordei, graças a Zeus, em meu chalé. Olhei ao redor certificando-me de que estava tudo normal e que tudo não havia passado de um pesadelo. Estava tudo absolutamente normal, sem sombras sem chãos tortos e sem nenhum drakon, era simplesmente o lindo e frio chalé de Quione - Hey Jane - Uma voz autoritária chamou - Vai acordar hoje ou só amanhã? Quíron quer te ver, disse que tem uma missão - disse uma garota de longos cabelos castanhos e olhos verdes me olhava enquanto dava uma nova mordida em uma maçã. Levantei-me em um pulo.

- E só que agora você me avisa? Por que não em acordou antes então Brigdet? - respondi com raiva à minha irmã por parte de pai e filha de Deméter, enquanto esta revirava os olhos. Fui até meu armário e dele tirei uma calça jeans e uma blusinha branca, pra trocar de roupa. Não me incomodei em me despir ali, não estava com tempo para isso. Percebendo meu tom furioso, uma das garotas filhas de Quione, que devia ter a minha idade mais ou menos levantou-se - Eu não ia deixá-la entrar mas ela disse que você ia gostar de vê-la por que ela precisava falar algo urgente... - a garota disse, provavelmente achando que estava aborrecida pelo fato de Brigdet estar no chalé. Olhei para a filha de Deméter erguendo uma sobrancelha. Ela deu de ombros, dando outra mordida na maçã - Eu menti - disse simplesmente.

- Bom saber, então dá próxima vez que tentar entrar aqui farei questão de te chutar para fora pessoalmente.. - a filha de Qione estreitou os olhos dando um passo na direção de Brigdet que por sua vez perdera a praticamente inalterável expressão de indiferença - Como se você pudesse erguer um dedo contra mim, pirralha... - Me meti no meio das duas olhando de uma para outra furiosamente - Pelo menos uma vez, vocês poderiam parar de me atormentar e acabar com essa briguinha ridícula? Andy, eu estou bem, não tem problema deixá-la entrar no chalé, e Bree, vamos logo na casa grande que eu quero ver o que o Quíron precisa falar comigo... Se eu tiver que servir de guia turistico de acampamento pra um pirralho novato mais uma vez eu juro que eu me mato! - saí do chalé resmungando. Podia sentir o olhar indagador das duas queimando em mim. Eu nunca perdia a paciencia, nem nas piores brigas e missões que eu já tivera, e hoje me comportava como a pessoa mais impaciente, e irritada do mundo.

- Alguém está de mal humor... - a voz de Bree me seguiu até o lado de fora do chalé, a garota andava até agora silenciosamente ao meu lado seguindo em direção à casa grande - Pesadelo? - Só a palavra me congelou (não literalmente). Parei imediatamente de andar virando-me lentamente para encarar a garota. - Como sabe? - perguntei temorosa. Brigdet apenas deu de ombros - Te conheço. - Antes que eu pudesse falar alguma coisa a garota apontou para a casa a nossa frente, fazendo-me perceber finalmente que já havíamos chegado - Boa sorte. - ela disse se virando para ir embora.

Não em incomodei em me despedir da garota, e me dirigi a porta batendo nela algumas vezes- Está aberta- a voz de Quíron soou de dentro da casa. Empurrei a porta levemente. Há muito que não havia estado na casa grande. Todo o lugar parecia estranho e novo aos meus olhos, mas limitei-me a olhar nos olhos do centauro que me encarava com uma estranha expressão triste no olhar - Jane... - ele começou a falar olhando sério para mim - Recebi ordens de te indicar uma missão... É uma missão muito perigosa, que eu pessoalmente preferiria mandar uma equipe, mas foi pedido a mim que fosse você sozinha... Zeus em outro ato de autoproteção novamente fechou o olimpo, não acredito que será por muito tempo mas é por tempo suficiente para que Ártemis tenha sido retida no olimpo, e portanto ordenado as caçadoras para que ocupem o chalé 8... Acontece que a Deusa e suas caçadoras, antes caçavam perigosos montros que agora, sem ela, estão a solta, o maior recente problema tem sido... Infelizmente tenho ordens para não falar o nome do monstro- seu olhar se tornou mais triste e pesado - Apesar de serem ordens superiores, eu quero que você saiba que você tem todo o direito de não aceitar essa missão... Não me entenda mal, sei que após tanto treinamento você é uma excelente campista, uma das melhores, mas essa missão é muito perigosa...

- Entendo - disse, séria, meu estresse anterior sumindo por completo - Neste caso eu aceito a missão... Se algum Deus disse que é essa a missão que deverei fazer é ou por que devo desafiar-me e me superar, ou é por que devo morrer, e eu pretendo realizar o que para mim está destinado pelos Deuses, seja este qual for das duas opções. - Nenhum de nós dois dissemos mais nenhuma palavra. Quíron me lançou um olhar sério e assentiu, respeitando minha decisão.

Depois disso não houve mais muito o que fazer a não ser partir. Passei no meu chalé para pegar meu escudo e meu cajado (graças a Zeus, Andy não estava mais ali nem muito menos Bree), e fui no estábulo, aonde peguei emprestado um Pégaso branco. Eu sempre havia amado a sensação de voar, embora meu parentesco divino não tivesse muita coisa associado aos céus, era simplesmente uma boa sensação ter o vento frio batendo em meu rosto e esvoaçando meus cabelos loiros. Dormi praticamente a viagem inteira, também, o caminho era bastante longo pelo que estava escrito no papel que Quíron me dera com a localização do monstro. Mas uma coisa não saía da minha cabeça: Que Deus, supondo que seja um Deus já que Quíron se referiu vagamente como 'ordens superiores', ia querer que eu vá em uma missão como essa? Por quê? Algum Deus quer me ver morta? Vasculhei minha mente tentando pensar em algum inimigo divino eu poderia ter feito sem ao menos perceber... Afrodite? Ela certamente não gosta de Quione, mas por que mandar uma filha de Quione aleatoriamente para a morte? Não faria sentido algum.

Todos os meus pensamentos, melhor dizendo, toda e qualquer possibilidade que eu tinha de formar alguma linha de raciocínio se foi no momento em que eu vi o monstro que me aguardava. Semelhante a um dragão, porém muito maior e mais poderoso, com escamas mais resistentes que titânio, asas enormes, boca com veneno mortífero e cuspindo fogo para todos os lados, lá estava ele, o drakon. Igualzinho ao que eu havia lutado no sonho. E morrido.

Virei o Pégaso, abaixando-o de forma que ele ficasse perto o suficiente das costas do drakon para que eu pudesse saltar sobre ela sem que o monstro perceba antes e se vire, caso no qual eu estaria morta em um segundo provavelmente. Quando finalmente cheguei a uma altura que julguei ser adequada, saltei do Pégaso, caindo diretamente nas costas do drakon. As escamas do animal eram ainda mais fortes do que eu pensei, caí bruscamente, provocando vários cortes e o que provavelmente viriam a ser hematomas amanhã. As escamas lisas e escorregadias me faziam deslizar, e o drakon que até então estava adormecido, acordava furioso desperto de seu sono. Se eu caísse dali seria o meu fim, e não só em um pesadelo. Concentrei-me em congelar minhas mãos e pés, facilitando a minha 'escalada' e prendendo-me ao drakon do mesmo modo que uma criança prende sua lingua ao gelo quando brincando com o mesmo. Tentei tornar todo o ambiente mais frio. Se a camada de gelo em minhas mãos e pés derretesse eu cairia como em um escorrega.

Fechei os olhos tentando raciocinar. E agora, qual é o próximo passo? O dragão... ou melhor o drakon, já irritado comigo em seu dorso, fez a pior coisa que poderia fazer, quer dizer, a pior coisa pra mim. ele levantou voo. Me agarrei as escamas dele tão fortemente como alguém que se agarra sua ultima esperança de vida, pensando bem era exatamente isso que eu estava fazendo. Foi preciso toda a minha coragem, para soltar uma das mãos da criatura para que, pudesse fazer com o punho fechado em um soco, uma rajada de cristais de gelo ir em direção ao drakon, mas incrivelmente todos os cristais ricochetearam em suas escamas sem fazer sequer um arranhão. Uma virada brusca no voo da criatura fez com que os cristais que haviam sido lançados contra ele, voltassem para mim, e eu que agora estava presa apenas pelos pés e uma mão, após ser atingida com meus próprios cristais, caí.

Por um momento eu tive a certeza absoluta de que morreria. Mas a medida em que eu me aproximava do chão, uma névoa branca me envolveu, atenuando por completo a minha queda, como se eu não tivsse sequer caído. Eu estava viva porém um dos cristais havia me atingido perfurando-me pouco abaixo da costela e já era insuportável andar. Retirei o cristal e coloquei as mãos sobre o ferimento, congelando-o e esperando assim anestesiá-lo. Concentrei-me novamente no poder do gelo para fazer surgir uma espada de gelo em cada mão, e com o pouco de energia que ainda me restava saí correndo em direção da criatura que havia também descido dos céus, mirando a espada em sua goela. Eu já previa o que ia acontecer. O drakon lançou uma baforada de fogo, mas um segundo antes de atingir, um escudo de gelo apareceu a minha frente, protegendo meu corpo inteiro do ataque da criatura. Uma corrida rápida e o salto mais alto que eu consegui dar me levaram a poucos segundos da vitória.

Faltava muito pouco. Muito pouco, para eu ter vencido aquela batalha naquela hora. Mas o drakon fez a única coisa pela qual eu não esperava. Ele rugiu, um rugido sem veneno nem fogo, mas que fora o suficiente para machucar meus ouvidos e me paralizar por tempo suficiente para que com uma patada ele me jogasse de volta no chão. O gelo que estancava o sangramento em minha costela quebrou, e sangue derramou ao chão. Olhei diretamente nos olhos do monstro, lágrimas escorrendo desesperadamente pelos meus olhos. Era aqui que eu ia morrer? Assim? Como uma garota fraca que após algumas tentativas e alguns machucados encarara seu inimigo e esperara pela morte dando-se por vencida, e incapaz de lutar? - Era isso que os deuses guardavam para mim? - gritei ao vento, incapaz de conter as lágrimas incessantes.

Não. Eu Não podia terminar agora não assim. Não sem dar tudo de mim. Eu havia aceitado de bom grado a idéia de morrer, mas morreria com dignidade, como quem lutou bravamente até seu último suspiro, até a última batida de seu coração. Morreria ali como uma guerreira de gelo. Levantei a cabeça gritando para os céus, arrancando de mim quaisquer resquícios de força, coragem, energia e magia que ainda tinha dentro de mim. neve começou a cair aos montes do céu, em uma quantidade que muito passava a considerada normal. O drakon tentou uma nova aforada de fogo, mas este foi disperso por fortes e gélidos ventos. Andei lentamente até o monstro enquanto sentia a neve em meus pés, e o vento frio chicotear meus cabelos.

Com a força e poderes renovados foquei-me no drakon canalizando para ele todo meu poder, e assim, pouco a pouco, envolvendo-o totalmente em gelo. Ele não estaria congelado por completo mas sofreria o dano do gelo e isso seria o suficiente para atordoá-lo. A espada de gelo reapareceu e minhas mãos e dessa vez não houve nada que me impedisse de cravá-la na cabeça do animal, transformando-o em pó dourado e mandando-o para os abismos do Tártaro.
Enfraquecida pelos muitos poderes usados na difícil batalha que eu acabara de travar, não consegui dar mais dois passos sem cair no chão. A dor da ferida sobre a minha costela parecida diminuir agora, que estava em contato com a neve, mas ainda estava lá. Fechei os olhos respirando fundo, e logo os reabri. A minha volta sombras parecidas com aquelas que eu havia visto no louco sonho, se jontavam tomando uma forma que se assemelhava a um ser humano. Um homem.

Meu primeiro instinto foi ter medo, mas por mais estranho que parecesse, não me parecia que aquele homem, ou muito provavelmente um Deus, que estava lá iria me machucar. Ele sorria bondosamente para mim, de certa forma, como se tivesse orgulhoso de meu feito. Foi uma sensação boa de se ter, como se tivesse alguém, como um pai, olhando por mim e me protegendo. Há muito meu pai morrera e minha mãe, fria como seu nome, jamais sequer falara comigo.
- Jane... - sua voz pronunciou meu nome com um toque de afeição quase paternal - Você lutou bravamente, semideusa. Admiro muito, heróis com tal bravura... - ele deu uma pausa como se buscasse as palavras certas - Há muito que a abservo, mas achei que seria nescessário um teste, antes que pudesse lhe fazer esta pergunta - levantei os olhos para encarar os do Deus - Eu, Erebus, senhor da escuridão lhe ofereço a posição de uma do meu grupo de estimados necromantes, sob a condição da qual se tornaria minha seguidora.

Seguidora? De Érebus? Eu já ouvira falar sobre esse grupo de Necromantes... Todos ganhavam poderes sombrios, e seguiam o Deus da escuridão. Em teoria parece algo meio assustador, mas mais assustador que isso é o fato de que em anos, Érebus era a única pessoa que realmente tinha reparado em mim e visto a bravura e a coragem que eu lutava tanto para esconder das pessoas com a minha aparencia fria e distante. Após refletir por alguns segundos a resposta veio tão simples e curta quanto esperada - Sim...






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Re: Teste Fixo para Necromantes de Érebus

Mensagem por Érebus em Seg Set 03, 2012 8:31 pm

Jane A. Pervensie, as sombras lhe abraçam, seja bem-vinda ao grupo.
Mande-me por MP a sua arma que você tem que escolher.
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Re: Teste Fixo para Necromantes de Érebus

Mensagem por Anne Elle Kammie em Qua Set 19, 2012 3:12 pm

The Mysterious Mission Test


Parte I – Dream or Reality?

É totalmente ilógico se tiver uma visão totalmente mortal o que constantemente acontecia em meus sonhos. O Apocalipse, mas não zumbi e essas coisas. Na visão dos titãs, dos deuses. Talvez não fosse só em meus sonhos, mas nestes sangue estava por todas as partes. Corpos dilacerados, inertes. Não era preciso ver para entender que tudo era culpa de divindades. Mas em meio a todo o inferno na terra, lá estava eu totalmente suja de sangue segurando apenas uma espada e com um sorriso totalmente sombrio no rosto. A sobrevivente ou a aliada? Eu não podia responder, pois não previa futuro. Mas de uma coisa eu sabia, eu não gostava nem um pouco dos deuses e dos titãs, mas também não protegia os humanos ou os semideuses. Era neutra e tudo que queria era a batalha. Ali estava meu prazer. O sangue derramado e minhas vítimas todas caídas. Meu objetivo sempre seria a morte dos outros e eu sendo a carcerária.

Novamente estava aquele momento do sonho ao qual só se via pessoas mortas de várias formas diferentes. Mas fora interrompido estranhamente e logo minha consciência começou a se manifestar com a mudança de cenário repentina. Sombras dançavam por entre o local e apenas alguns pontos de luz podiam ser vistos. O espaço indeterminado, como se estivesse no vácuo. Não podia falar onde estava, pois o cenário não era certo. Em meio aquela confusão toda que me encontrava, um monstro apareceu. Feito de sombras, olhos vermelhos como sangue e a boca eu podia discernir bem, parecia ser a única coisa sólida em seu corpo. Dentes perfeitamente afiados, como várias lâminas. Não pude terminar de avalia-lo, logo saltou sobre mim e nesse momento me senti totalmente despreparada. Era a morte e ela estava batendo na minha porta.


2 – The Mysterious Mission

Não, não era a morte batendo na minha porta. Era o centauro mais irritante do acampamento – e o único – Quíron. Suspirei e saltei da beliche de cima, pousando graciosamente no chão com as mãos apoiadas neste. Levantei-me e olhei friamente para o meio-irmão que tinha me avisado que o diretor estava me esperando.

Vestindo apenas shorts de pijama e uma blusinha preta regata, abri a porta e olhei-o de cima a baixo. Cruzei os braços, esperando-o começar o seu discurso que eu já previa. Uma missão, senão ele não se incomodaria em me acordar e causar minha fúria pelo resto do dia.

- Bom dia, Anne! – Disse, sorrindo.

- Poupe-me de sua felicidade matinal e me diga qual é a missão, para onde eu tenho que ir e o que devo fazer. – Respondi friamente, bufando logo em seguida. – Dependendo... Eu até aceito para tirar um pouquinho do meu tédio.

Ele cruzou os braços com uma expressão que deveria ser de repreensão e puxou meu braço para fora, fazendo-me fechar a porta. Se ele queria uma conversa particular, era só pedir, não?

- Bom, eu tenho uma missão para você. Não é bem uma...Apenas um deus pediu que a enviasse para o Colorado e lá você encontraria umas surpresinhas e se passasse por elas... Bom, seria bem recompensada.

A proposta era bem sedutora para mim. Um desafio que poderia demorar dias, talvez horas. Ir em uma missão sem realmente saber o que fazer. Mistério. Assenti com a cabeça aceitando a missão e dei um passo para trás, abrindo a porta.

- Bom, eu aceito. Irei pegar um pégaso do acampamento, voarei para o Colorado e ficarei por lá até descobrir o objetivo disso tudo. Agora se me dá licença, vou me arrumar, Quíron. – Disse, adentrando no chalé.

- Boa sorte, Anne Elle. Que os deuses estejam com você. – Respondi mentalmente – “Espero que não estejam” – , dando as costas para o centauro.

Separei uma muda de roupas e abri meu baú de armas. Joguei a bainha na cama e observei minhas opções. Primeiramente peguei a espada de ouro sagrado e aço, depois a montante de cristal e a lança elétrica e por fim o bracelete que se transformava em escudo de aço. Todos ali em minha cama, prontos para a ação. Adentrei no banheiro e tomei um banho gelado para acordar e me sentir mais disposta e depois me vesti. Um corpete preto com uma calça colada ao corpo também da mesma cor, uma jaqueta de couro e a bota de cano longo. Quando já estava pronta, embainhei o montante nas costas juntamente a lança e a espada na bainha da cintura. Peguei a adaga de prata e a girei em minhas mãos, colocando a perna direita apoiada no canto da cama e colocando-a escondida na bota em um suporte. Por fim, coloquei o bracelete e pronta para a missão, sai do chalé.

Andei calmamente até o estábulo e selei o pégaso negro que mais tinha afinidade ali, o visitava todos os dias para conversar com o mesmo até conseguirmos ter uma afinidade.

- Oi garoto... Que tal me levar para o Colorado? Preciso mesmo de uma carona. – O animal relinchou como se pedisse para montá-lo e eu o fiz.

O pégaso correu pelo estábulo até a porta em alta velocidade e em questão de segundos, já alçava voo pelos ares graciosamente. Ele parecia aliviado em sentir o vento contra suas asas e eu não podia negar que eu também sentia. A liberdade começava no momento que eu estava no ar, partindo do acampamento. Um dia eu faria isso e não haveria volta.


3 – First Challenge

Pousei em Colorado, mais precisamente em um beco quase deserto. Apenas um casal de adolescentes me viram e seus olhos arregalados demostraram que o que tivessem visto, não tinha sido muito normal. Suspirei e desmontei do pégaso, andando em direção á eles. Segurei o garoto pelos cabelos e bati sua cabeça na parede com força o suficiente para ele desmaiar, logo soltei e dei um passo para trás, deixando-o cair no chão.

- Relaxa, você também irá esquecer disso. – Disse para a garota que me olhava assustada e a segurei pelo pescoço antes que fugisse. Depois a segurei pela cabeça e fiz o mesmo que fiz com o garoto, não demorou para que ela caísse também no chão desmaiada.- E desculpe se não funcionar, mas pelo menos tentei.

Passei pelos corpos caídos e sai do beco. Era manhã ainda e por isso estava muito movimentada as ruas da cidade. Andei por entre elas com várias duvidas na cabeça. Onde eu deveria ir? Por onde começar? O que deveria fazer? O que procurar?

Não demorou muito para a resposta aparecer. Ao passar por uma casa que parecia estar abandonada, uma sombra apareceu em forma de espinho e tentou me atingir. Abaixei-me rapidamente, evitando ser atingida por esta. Olhei para o céu que começava a nublar. Isso não estava certo, a previsão não era para dia chuvoso ou nublado. O espinho voltou a atacar, tentando me atingir por baixo, mas novamente desviei-me, afastando passos para trás.

Saltei a pequena cerca da casa com aparência antiga, totalmente marrom. Janelas quebradas, varanda suja. As plantas com aparência de mal cuidadas e mato alto na frente da construção. Porque diabos eu estava entrando ali? Para fugir da sombra ou por curiosidade? Não, na verdade ali seria um lugar interessante para começar uma missão e eu estava certa.

Chutei a porta de entrada e esta quebrou de tão frágil e velha. Adentrei no casa que apesar de estar de dia, dentro estava escuro. Muito escuro. Direcionei-me para uma fresta de luz que logo descobri que era uma janela tampada por um tipo de papelão. Retirei a adaga de minha bota e usei-a para cortá-lo e deixar a luz banhar o lugar.

A sombra voltou e dessa vez parecia mais determinada em me matar. A forma que se apresentava era um chicote e logo estalou em minha cintura, o que me fez cair de joelhos no chão. Respirei com dificuldade e deitei no chão, rolando para a esquerda, desse modo desviando da próxima chicotada. Levantei-me de imediato, ignorando a dor. Escutei passos e rapidamente desembainhei minha espada, recuando.

- PARE! – Gritou um garoto e a sombra recuou até seus pés, onde juntou-se a ele. Arqueei a sobrancelha direita desdenhosa. – Olá, Anne Elle. Que bom que me encontrou. Foi difícil?

Fiquei em silêncio, preferindo não responder a sua pergunta de imediato. Como ele sabia meu nome? Com certeza ele fazia parte da minha missão, isso estava explícito. O garoto era pálido, abaixo dos seus olhos azuis tinha olheiras profundas e seus cabelos eram negros.

- Bom, lutará comigo e se me vencer... Bem, será uma etapa passada. – Disse ele, retirando sua foice das costas e correndo em minha direção.

Só tive tempo de ter uma reação imediata e automática, desviando para o lado e levantando minha lâmina de encontro a lateral de seu corpo no momento desprotegida. O garoto tinha reflexos rápidos e conseguiu fazer um movimento inacreditável, protegendo-se com o cabo da foice e fazendo apenas esta ser atingida pela minha espada. Logo ele girou a foice nas mãos e tentou atingir meus pés, mas eu saltei no momento certo, pisando na arma. Antes que ele fizesse um movimento para me retirar dali, dei um chute lateral em suas costelas e quando ele abaixou ao sentir, meu joelho foi de encontro ao seu nariz.

O garoto levantou o rosto que estava sangrando e puxou sua foice de meus pés, fazendo-me cair. Ajoelhei-me com agilidade e recuei, levantando-me a uma distância dele. Corri em direção ao garoto utilizando-me da velocidade herdada de Éolo e parei em suas costas, chutando atrás de seu joelho para que ele desiquilibrasse e caísse. Como previsto, ele o fez. Quando tentou se levantar, pisei em seu pulso com o salto da bota.

- Quem é você? – Perguntei friamente e lentamente.

O garoto permaneceu calado e foi preciso forçar o salto em sua pele para ter alguma reação, claro que não era a esperada. Ele riu com escárnio, como se não sentisse dor alguma. Aquilo me perturbou, mas não deixei que afetasse.

- Me solta, menina. – Pediu ele no mesmo tom que o meu, o que de certo modo me impressionou e me atraiu. – Ou eu forçarei isso a acontecer.

Foi a minha vez de rir com escárnio, duvidando das habilidades dele. Foi um erro. Senti meu sangue escorrer pelas costas e olhei para trás. De novo a sombra e a pedido dele. Soltei-o e abaixei-me antes de novamente ser atingida. Dei alguns passos para o lado tentando fugir dela e no momento que iria usar o ar para me camuflar, a sombra me envolveu, apertando-me com força. Me lembrava uma cobra envolvendo sua vítima para quebrar seus ossos e tornar mais fácil a digestão. Fechei os olhos e me concentrei, tornando aos poucos meu corpo intangível. Em um determinado momento, senti um repuxado no estômago e me imaginei atrás do garoto, desaparatando de onde a sombra tentava me matar para o local onde o garoto estava indefeso. Covarde, mas ainda uma opção.

Ao abrir os olhos estava atrás dele e em uma agilidade incrível, finquei minha espada em suas costas com força, na direção do coração. Ao senti-la atravessando onde queria, um sorriso sombrio apareceu em meus lábios. Deixei a lâmina ali por alguns segundos, sussurrando em seu ouvido “Primeiro teste... Completo” de modo sedutor. Retirei-a e deixei o corpo cair, enquanto a sombra se desfazia juntamente.


4 – Last Challenge

Bom, primeiro teste estava completo e a missão ainda não fazia sentido algum. Suspirei e chutei o corpo do garoto para o lado, retirando-o de meu caminho. Já que estava aqui, era inteligente aproveitar a investigar. Talvez encontrasse uma pista ou algo do tipo. No momento estava no que parecia ser uma sala. O cômodo mostrava-se abandonado e os poucos móveis estavam empoeirados. Os cantos das paredes e o teto tinha teias de aranha, além de insetos e podia-se ouvir ruídos de ratos. Não era um lugar muito agradável, mas era o local certo para uma missão ou um teste. Assustador, misterioso e cheio de surpresas.

Os cômodos da casa eram uma sala – ao qual me encontrava –, um banheiro no andar de baixo e dois no de cima, uma cozinha, uma salinha de televisão, no segundo andar tinha dois quartos e um pequeno escritório.

Investiguei primeiro os cômodos debaixo, para depois subir. As escadas rangiam ao toque – mesmo que leve – de meus pés, aquele era o único ruído no local. Ao investigar o último quarto que tinha apenas uma cama de casal e uma penteadeira com detalhes que pareciam ser antigos. Aproximei-me dela curiosa e passei a mão pela poeira, afastando-a para observar meu reflexo. Por um tempo, fitei-me ali, até ver um vulto passar por detrás de minha imagem. Recuei alarmada empunhando a espada de ouro. Virei para trás procurando o vulto, mas nada encontrei. Porém, enquanto caminhava para sair do quarto, esta bateu e uma sombra se projetou na frente. Recuei vários passos, observando-a tomar forma. O corpo não tinha exatamente uma forma, talvez a de um quadrúpede, eu não conseguia distinguir. A única coisa que lhe parecia sólida era a boca com grandes dentes afiados como lâminas recém forjadas e seus olhos com uma coloração púrpura.

É, com toda certeza eu tinha achado o meu objetivo de missão. Era acabar com o que fosse aquela criatura. Esta não esperou para avançar, deslizando rapidamente em minha direção. Desvie-me para o lado evitando seus dentes e depois escorreguei por baixo dela, atingindo o outro lado do quarto. Levantei-me e tentei cortar seu corpo, mas a espada apenas transpassou-a sem encontrar nada sólido. A confusão passou por meu rosto e eu arqueei a sobrancelha. Foi esse momento que me custou bastante sangue. A sombra virou-se e em poucos segundos senti seus dentes perfurarem meu ombro esquerdo. Mordi o canto do lábio com força o suficiente para um filete de sangue escorrer e ao sentir o gosto, uma risada doentia escapou de meus lábios. “So... Let’s dance” – Esse foi meu primeiro pensamento. Senti o ar a minha volta e as correntes que adentravam pelos filetes da janela não totalmente coberta, minha mão esquerda fez um movimento para baixo circular e a sombra foi atirada para cima com a força da corrente de ar. Bom, então havia um ponto sólido onde eu poderia destruí-la. Chutei a porta e corri, logo saltei para o primeiro andar, pousando com uma mão apoiada, uma perna dobrada e a outra esticada para o lado. Levantei rapidamente, observando a sombra aparecer novamente. Ela avançou e eu desviei, tentando atingir abaixo de sua boca, onde deveria ser o pescoço. Novamente, nada aconteceu e ela parecia mais irritada ainda.

O cheiro de meu sangue demonstrava que a situação de meu ombro não estava agradável, mas como eu já estava acostumada em sentir dores, apenas ignorei, sentindo a adrenalina de uma batalha sangrenta e difícil. A criatura tentou atingir minhas pernas com seus dentes, mas eu consegui evitar que isso acontecesse colocando a lâmina em minha frente. Esta barrou a boca e consegui sentir o contato com seus dentes. Era sólido, seu ponto fraco. Mas como o atingiria? Ela já tinha se afastado muito rápido, impedindo que eu a ferisse pela boca.

A sombra tinha sumido. Andei lentamente em direção a cozinha, cautelosa. Sempre olhando para os cantos onde estava escuro tentando discernir movimentos. Ao adentrar na cozinha, a porta fechou e antes que pudesse me preparar para o ataque, senti algo perfurando minhas costas. Virei-me para afastar o que quer que fosse e encontrei a sombra, automaticamente a lâmina foi de encontro a sua boca, mas a criatura a segurou com os dentes e a atirou longe. Recuei grandes passos em uma velocidade incrível, tentando bolar um plano. Girei quando a sombra se aproximou, atingindo-a em seu ponto fraco e fazendo-a ser atirada em direção ao fogão. Quando ela passou por este, ele ascendeu intensamente, começando o fogo. Cenário dramático. Isso seria muito divertido. Uma ideia passou em minha mente e eu sorri sombriamente. Estiquei as palmas da mão para cima lentamente e enquanto isso acontecia, os talheres guardados nas gavetas começaram a levitar, forçando a gaveta a abrir. Quando estavam livres e sob meu controle, virei as pontas na direção da sombra e logo atirei na direção dela, tentando distraí-la. Quando a criatura livrou-se das pratas, eu já estava armada com a lança e como previsto, ela avançou em minha direção com a boca aberta. Mirei em sua boca e atirei a lança, adicionando a propriedade de velocidade de ventos enquanto ela percorria seu caminho em grande velocidade. Quando a arma atingiu onde queria, corri na direção da criatura e retirei o montante das costas, descendo-a com toda a minha força na boca do animal. Perfurado por uma lança elétrica e um montante. Com toda certeza estava morto.

Afastei-me ofegante com o montante na mão e fitei a sombra se desfazer lentamente. Quando tinha apenas um filete dela, esta começou novamente a se formar de forma rápida. Recuei vários passos, sentindo a raiva queimar em meu corpo. O monstro não morria?


5 – Necromante de Érebus

A sombra tomava uma forma corpórea, o que me deixou levemente confusa. Ela não segurava nenhuma arma. A lança elétrica encontrava-se caída no chão juntamente com a espada de ouro. Se eu conseguisse levitá-las rapidamente em minha direção...

- Não precisa, Anne Elle. Não vou lhe atacar. – A sombra disse quase como se fizesse graça da situação. – E sim, eu sei que você quer suas armas para defender de mim. Acontece que tudo o que houve foi apenas um teste e você lutou comigo em uma forma. E claro, matou um necromante meu. Eu não deveria tê-lo colocado nesse teste... Enfim, sou Érebus. Observei o quanto você é uma guerreira corajosa e sanguinária e decidi que a quero em meu grupo de seguidores, os necromantes. Você ganhará algumas habilidades se aceitar. Seu coração é negro, querida... Eu estarei apenas completando-o. Sei que há um vazio dentro de você, é hora de preenchê-lo com algo, não?

Eu estava impressionada, irritada, confusa, surpresa e honrada. Seria possível todas essas emoções em uma pessoa só? Então eu havia lutado com um deus e um necro... O quê? Bom, seria interessante fazer parte desse subgrupo. Mais poderes iriam ajudar a completar o meu destino, o meu objetivo.

- Palavras sedutoras as suas, Érebus. – Disse em um tom frio. – Sendo um deus, você me conhece por dentro, provavelmente. Pode ver minha essência. Então, diga-me, irá aceitar-me? Eu não sou uma semideusa comum... E você pode perceber isso, não? Meu prazer é o sangue, é a morte. É minha sina.

- Anne, se não aceitasse quem é, nunca teria feito você passar por tudo isso. – Uma risada fria reverberou pela casa. – Aceita ou não, filha de Éolo?

- Não.Me.Chame.Assim! – Exaltei, fechando a mão esquerda em punho e ignorando as dores que agora espalhavam-se pelo meu corpo. Minha roupa estava suja de sangue e eu podia senti-lo escorrer pela minha pele. - E sim, eu aceito.

Após dito as palavras, senti minha visão ficar turva e meus joelhos cederem. Cai no chão e logo a inconsciência me tomou, afundando-me na escuridão. Era Érebus, podia sentir. Talvez fosse preciso desse procedimento para tornar-me necromante. Quando abri os olhos, era manhã do outro dia e eu estava deitada sobre uma maca na enfermaria do acampamento. Bufei em alto e bom som, demonstrando meu descontentamento de estar ali novamente. Escutando isso, dois curandeiros vieram para avaliar os curativos.


Spoiler:
Poderes Usados

• Lvl 20 - Desaparecer: O Filho de Éolo, quando atacado, pode desaparecer e reaparecer em qualquer outro lugar que queira. (O Narrador decide quantas vezes por missão é permitido)

• Lvl 18 - Levitação avançada: Agora você consegue levitar coisas de grande porte. ( pode ser usada 1 vezes por missão )

• Lvl 10 - Controle aéreo avançado: Consegue controlar todos os tipos de correntes de ar, de todas as temperaturas, de todos os tamanhos.

• Lvl 8 - Flechas aéreas: Você agora consegue encantar a flecha, dando a ela maior velocidade - se assemelhando a velocidade dos ventos - e 2x maior dano -a flecha aumenta de tamanho, tornando-a mais afiada [usado na lança]

• Lvl 6 - Agilidade: Você agora tem maior facilidade em se desviar e faz movimentos mais graciosos, se assemelhando a uma brisa suave e ágil.

• Lvl 5 - Velocidade: Você agora possui a velocidade que um vento possui, alcançando uma alta velocidade.
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Re: Teste Fixo para Necromantes de Érebus

Mensagem por Érebus em Qui Set 20, 2012 11:51 am

Anne Elle Kammie, as sombras lhe abraçam, seja bem-vinda ao grupo.
Mande-me por MP a sua arma que você tem que escolher.
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Re: Teste Fixo para Necromantes de Érebus

Mensagem por Adam Devonport em Qua Out 03, 2012 9:59 pm


What propels the boat is not the billowing sail
but the wind is not seen




Parte One,
▬ End of the Dream


Ser semideus lhe proporciona fatos estranhos e complexos, mas em meus vinte e dois anos, isso nunca havia acontecido. Meus pés estavam descalços, pregados em um chão forrado de grama fofa. O dia estava claro, e eu podia sentir o vento banhar-me o rosto levianamente. Era tudo tão real que eu achei estar sofrendo de nostalgia, mas um leve incomodo no fundo da minha mente me alertava sobre algo estranho estar acontecendo. Como uma explosão reprimida em uma cúpula, toda a cena do local transformou-se, como se um filme estivesse passando muito rápido. E de repente, tudo era escuridão. Uma leve gota de suor desceu pela minha testa, e caiu no chão. Meus olhos giravam descontrolados para todos os lados, capitando cada sombra que se movia, dando a impressão de eu estar em um local cheio de espíritos e demônios.

Meus passos ecoavam como se eu estivesse onipresente em uma caverna, mas eu me sentia conectado a dois lugares: como a dois universos paralelos. As sombras ao local nem ao menos tentavam me atacar, mais mexiam-se incômodas, como se não pertencessem a aquele lugar, assim como eu. Para minha surpresa, eu parecia estar chegando a algum lugar. Uma luz um tanto esverdeada iluminava as paredes sombrias desse ambiente hostil, e até acalentava um tanto o local. As sombras, pela minha percepção, ficavam cada vez mais inquietas a cada vez que a luz se aproximava de minha pessoa. Deduzi logicamente que a luz as incomodava, por serem sombras. Um sorriso perspicaz passou pelo meu rosto, e ingenuamente, achei que aquela luz me levaria para longe desse maldito local. Quando mais perto eu chegava, mais ofuscante a luz ficava, até que eu cheguei a tal ponto que o pior aconteceu.

Um chuva de ácido explodiu no meu peito, causando uma dor excruciante. Tudo que eu queria naquele momento era morrer, para aquela dor passar. Meus gritos eram abafados, e nada saia da minha boca, como se mãos invisíveis estivessem tampando-a. O monstro lendário empinou-se nas patas traseiras, segurando as duas lâminas com aura esverdeada e cheiro excruciante. A Kampe tinha mais ou menos 3 metros de altura, com seu poderoso corpo de dragão fazendo o ambiente tremer. As asas de morcego balançavam-se freneticamente, lançando uma rajada de vento direta a mim, e esse foi o erro de Kampe. O vento me revigorou, trazendo-me do mundo da dor a triste realidade. Consegui rolar para o lado quando outra rajada de veneno errou por pouco meu rosto. A Kampe rugiu raivosa, e acertou de forma perfeita meu estômago, tirando-me o ar e fazendo minha visão embaçar. Tudo foi muito rápido. Um rugido frio e cruel, uma tremor gigante e uma rajada verde-ácido. E foi assim que dei meu último suspiro de vida.

Parte Two,
▬ The Reality


▬ NÃO! - O meu grito pavoroso ecoou pelo meu quarto recém mobiliado, e parece ter se fundido ao vento, pois o eco teve uma amplitude enorme. Me levantei bruscamente da cama, sentando e apoiando as costas na cabeceira, com os olhos arregalados. Parecia que o ácido ainda corroía minha pele, e aquela dor...só de me lembrar, um arrepio passou pela minha espinha. Meus lençóis estavam jogados no chão, o que indicava a turbulência do meu sono. Mas graças ao meu bom Zeus, foi apenas um sonho. Me levantei da cama, colocando os pés descalços no chão frio. Mas acabei de me espreguiçar, e a porta do meu quarto abriu bruscamente. Um garotinho de olhos ciano e cabelo liso entrou timidamente, tropeçando no tapete da porta:

▬ Ada...Adam? - Gaguejou ele. - Quíron o está convocando na Casa Grande...Disse que tem um...um propósito a você! - Ele me lançou mais um olhar assustado e saiu correndo do quarto. Confesso que a surpresa tomou conta de mim. Era extremamente raro Quíron convocar um meio-sangue a seu lar, e quase sempre isso indicava problemas. Suspirei, cansado, e me encaminhei a meu banheiro pessoal. Tomei um banho revitalizador, que pareceu retirar as más lembranças do meu sonho. Enxuguei-me e coloquei minha habitual roupa causal: Terno marrom com riscas e mocassins de couro italiano. Penteei o cabelo da forma habitual, para o lado. Escovei os dentes e me julguei pronto. Sai do banheiro e caminhei diretamente a porta, atravessando-a levianamente e saindo para a luz do dia.

O sol ofuscou minha visão de forma momentânea, devido a escuridão do sonho e do meu quarto. Caminhei com passos leves, natural de todo filho de Éolo, e nem um tipo de rastro foi deixado desde o chalé até as grandes portas de carvalho da casa grande. Bati na porta três vezes levemente, e uma voz interna respondeu roucamente " entre! ". Abri a porta e olhei de através do canto da porta, e observei o centauro em sua forma reduzida na comum cadeira de rodas. Entrei formalmente ao local, e Quíron me indicou a poltrona a sua frente. Sentei-me e encarei o centauro, que tinha uma feição preocupada:

▬ Bom dia Garoto. - Disse, conseguindo dar um leve sorriso. Retribui momentaneamente, e novamente voltei a minha feição séria. O centauro apoiou o queixo nas mãos, e me encarou. ▬ Hoje de manhã recebi uma mensagem de Íris. Incrivelmente, era apenas voz, e o resto era apenas trevas. - Um arrepio passou pelo meu corpo, mas mantive a postura. ▬ A voz dizia que o Filho de Éolo mais recente, que no caso é você. Ele disse claramente que você deve visitar uma floresta nova iorquina reservada. Eu andei pesquisando e de acordo com a intensidade da voz, conclui que foi um deus. E a floresta está ao norte. Há um pégasus aguardando você. Boa sorte.

Percebi que ele não havia pedido para mim ir. Era uma ordem. Dei um breve aceno a Quíron e me retirei da sala. Voltei ao meu chalé rapidamente, e decidi trocar de roupa. Coloquei uma regata branca justa, short's folgados e jaqueta de couro, além de um vans preto. Mantive meu cabelo no mesmo estilo, e apenas peguei meu arco e escudo, finalizando a estadia em meu quarto. Prendi meu arco nas minhas costas e meu escudo, deixando-me um tanto pesado, mas nada de mais. Caminhei diretamente aos estábulos, onde um lindo pégasus baio me aguardava, exibindo-se a uma pégasus fêmea. Sorri, e assoviei. Ele me lançou um olhar cético, e agradeci por não ser filho de Poseidon. Ele caminhou até mim e se abaixou levianamente. Subi em suas costas e me ajustei de forma correta, apoiando as mãos nas costas do pégasus. O mesmo relinchou e bateu as asas, gerando uma onda de vento maravilhosa, explodindo em velocidade diretamente no ar. Confesso que não pude deixar de dormir no meio do caminho, devido a distância, e graças aos deuses, tive sonhos comuns que prefiro não citar.

Algo me cheirava. Levantei sobressaltado com o pégasus me cheirando no chão úmido de alguma floresta, obviamente tentando me acordar. As árvores balançavam levianamente com a gostosa brisa de vento que banhava o local, assim como a luz fraca do sol. O animal novamente me lançou um olhar cético, e julgou seu serviço completo. Novamente o forte vento explodiu em velocidade ao pégasus decolar e desaparecer na imensidão do céu. Me levantei fracamente, recompondo-me e observando o local. Aparentemente, silêncio e calmaria, exceto por um constante som de algo áspero sendo raspado em uma pedra. Observei que o som vinha de uma pequena fenda em uma enorme rocha ao meu lado, e incrivelmente tinha um ritmo. Achei, por uma conexão e raciocínio dedutivo, que aquilo era meu objetivo. Caminhei até a fenda e percebi que passava nela perfeitamente.

Meu coração parou conforme a criatura foi se formando. Tudo explodiu em realidade a minha frente, e realmente tive uma nostalgia. A Kampe raspava sua cauda na parede da pedra, produzindo o horrível som que eu havia ouvido. Minha respiração era tão baixa que eu achei que estava morrendo aos poucos. Graças aos deuses, eu não havia morrido ainda e nem havia sido percebido. Observei o monstro, bolando uma estratégia e engolindo o medo que percorria meu corpo. Peguei meu arco produzindo o menor barulho possível, e o deixei na mão esquerda. Com a mão direita, peguei meu escudo. Calculei a distância e o vento, que estava ao meu favor. Com toda a força, lancei a arma. O escudo girou como um frisbee, rodando em super velocidade e atingindo a Kampe diretamente no peito. O monstro rugiu de dor, ficando momentaneamente atordoada. Peguei meu arco e mirei no olho da mesma, e observei o ar ser condensado até transformar-se em uma perfeita flecha. Puxei a corda duas vezes de forma sincronizada e rápida, e observei duas flechas seguirem diretamente ao olho da Kampe. Apenas uma acertou o olho esquerdo. A outra foi impedida por uma asa gigante, que foi danificada. Corri através da Kampe, e acabei sendo barrado pela outra asa, que cobria quase todo o espaço. Recuperei meu escudo a tempo de evitar uma rajada de ácido, que bateu no escudo e para provocar um sorriso em mim, devolveu a rajada com uma ventania poderosa. O ácido acertou as pernas da Kampe, o que não surtiu muito efeito, devido as suas escamas de dragão. Novamente, senti aquela dor que me apavorava tanto. Kampe conseguira me ferir diagonalmente com a espada em minha perna esquerda. O ácido começou a corroer minha perna, mas eu tinha que aguentar. Rolei para o lado para evitar mais um golpe, e decidi agir rápido. Peguei meu arco e disparei uma saraivada de flechas condensadas nas asas da Kampe. O impacto a pegou de surpresa e a prendeu na parede, o que até não me surpreendeu, devido a amplitude do animal e ao vento que o mesmo produzia, as flechas tinham uma mínima possibilidade de erro. Calculei que tinha poucos segundos até ela conseguir se soltar. Olhei para cima e sorri. Lancei várias flechas em uma pequena rachadura no teto, e percebi o mesmo tremer com o impacto do vento. Peguei a espada da Kampe e a bati no meu escudo, direcionando-o para cima. A rajada poderosa de vento acertou diretamente no teto já frágil, e tive apenas tempo de me lançar para fora pela fenda antes de o local todo desmoronar e eu ouvir apenas um último lamento da Kampe.

Cai deitado na terra fofa da floresta, arfando pesadamente. Meu corpo inteiro doía, e meu corte na perna parecia estar em chamas. Eu não podia acreditar na sorte que eu tinha de ter ganhado de um monstro desses. Fechei os olhos, rezando pra tudo isso acabar de uma vez, e foi surpreendido por uma voz rouca e masculina:

▬ Realmente acabou. - Levantei-me bruscamente, pegando meu escudo e deixando meu arco em posição. Observei um homem se formar das sombras. Sim, confere o fato. Ele aparentava meia idade e tinha olhar severo, usando roupas totalmente negras. Olhei surpreso o mesmo, mas ele apenas sorriu. ▬ Você honrou seu compromisso. Tudo merece uma recompensa. Bem-Vindo aos Necromantes de Érebus! - Com essa última frase animadora, ele explodiu em energia negra, me deixando apenas com milhares de dúvidas sobre o que havia acontecido. Mas agora eu tinha certeza de uma coisa. Eu fazia parte deles. Uma sombra se passou pelo meu rosto, acompanhada de um sorriso. Érebus havia me aceitado.




Post: 001 ~ Clothes: Url here ~ Lyrics: Never go Back - Evanescence ~ Notes: Here now? An? ~ Thanks, Baby Doll @ Oops!


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Re: Teste Fixo para Necromantes de Érebus

Mensagem por Érebus em Qui Out 04, 2012 11:59 am

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Re: Teste Fixo para Necromantes de Érebus

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