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[Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

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[Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Apollo em Sex Set 07, 2012 2:10 pm

Quíron andava de um lado para outro na casa grande, em sua cadeira de rodas mágicas, decidindo o que faria sobre uma mensagem que tinha recebido há algumas horas. Ele estava bastante preocupado; afinal, o que tinha recebido era bastante sério. Deveria mandar algum campista para resolver, mas quem? Tinha que ser alguém experiente, que já tivesse enfrentado diversos perigos. Pouquíssimos campistas eram assim. E mesmo tendo alguns que eram... Quem poderia garantir que eles voltariam vivos de tal... Desafio? Outros tinham morrido por desafios menores. Mesmo assim, ele tinha que mandar alguém. Não poderia deixar as coisas do jeito que estavam. Ele caminhou até a porta da casa grande, acenando para o sátiro que esperava nas escadas do local. - Por favor, busque... – Ele pensou por um momento, assentindo para si mesmo em seguida. - Anne Elle Kammie, filha de Éolo. – O sátiro assentiu e saiu logo após, trotando até a área dos chalés.
O sátiro retornou até a casa grande alguns minutos depois, e estava sozinho. Quíron encarou-o, franzindo as sobrancelhas. - Cadê a garota? – Perguntou, sem entender porque o sátiro tinha voltado sem ela. - Ela não estava no chalé, Quíron. Perguntei para os irmãos dela e eles falaram que... Que ela tinha saído durante a madrugada. Ela falou que ia ao banheiro, e já voltava. O problema é que ela não voltou até agora. Eles estavam preocupados. E tem outro problema... – Ele hesitou um pouco antes de responder, apoiando o seu peso em um pé e depois noutro. - Parece que um dos pégasos que estavam no acampamento sumiu. Como sabe, alguns campistas ficam acordados durante a noite, vagando pelo acampamento, mesmo sendo proibido. Encontrei com um deles, e ele me falou que viu uma garota pegando um pégasos e saindo com ele. Parece que essa garota era a... A Anne. – Quíron ouviu tudo em silêncio. Ele não entendia o que estava acontecendo. Mordeu seu lábio inferior, olhando por uma das janelas da casa grande. - Zeus... O que está acontecendo? Precisamos encontrar essa garota, mas também precisamos resolver esse assunto da missão. Pode sair, Charl. Preciso... Pensar. – O sátiro assentiu, retirando-se do local. O centauro olhou para o céu, preocupado. - Preciso encontrar outro campistas, logo... E encontrar um meio para achar aquela garota. –
Enquanto isso, um pégasos sobrevoava o estado do Alaska. Ele já viajava tinha horas, e em velocidade máxima. Estava bastante cansado. Afinal, a distância entre o Acampamento Meio-Sangue e o Alaska era imensa. E montado no pégasos, estava a garota “desaparecida” do acampamento: Anne Elle Kammie. O que ela fazia ali? Isso era algo que nem ela sabia responder. Só sabia que alguém tinha se comunicado com ela enquanto dormia, pedindo para ir até o Alaska, escondida e procurar um símbolo ômega entalhado em uma das portas do lugar onde o pégasos deveria descer. Lá iria encontrar a pessoa que a tinha mandado até o local, e ela lhe explicaria tudo. Falou para Anne pegar um pégasos que já estava preparado no acampamento, e ele saberia para onde leva-la. Por algum motivo, ela não podia negar tal pedido. Então o aceitou; e provavelmente se arrependeria de tal coisa.
O pégasos pousou na entrada de um vilarejo, que era cercado por uma floresta boreal. A única saída do local era a estrada que estava atrás de Anne e o pégasos. Ao lado da garota, estava uma placa com o nome do vilarejo: Croatoan. Um nome estranho. O vilarejo devia ter no máximo cem construções - contando casas e lojas - e em uma dessas estava o simbolo ômega que Anne procurava. Só precisava saber em qual das casas.


Regras:
Tem 72 horas para postar (começa a contar a partir do dia que voltar de viagem);
Não tem mínimo ou máximo de linhas, o post precisa ser bom;
Comece o post onde quiser. No momento em que acordou de madrugada, quando foi pegar o pégasos, ou quando chegou no Alaska. Você escolhe;
Conforme a missão vai se desenvolvendo, seu objetivo e quem mandou você aí vão ser revelados;
Você pode falar que encontrou a casa com o simbolo ômega já nesse post, e que bateu na porta, mas não entre nela;
Se tiver alguma duvida, faça por chat, msn ou mp;
Boa sorte.






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Anne Elle Kammie em Sab Set 08, 2012 12:58 pm

Freezing Ômega


Dizem que os sonhos de semideuses são previsões de algo que virá. Dizem que nunca é algo bom. Uma tragédia, mortes, rivalidades e prováveis futuras missões. Bom... Eu sou a prova de que isso é a pura verdade. Em apenas algumas horas de sono é possível a junção de várias previsões.

Uma floresta boreal, neve envolvendo os picos, o ar totalmente gélido e a ausência divina. Alaska. Era ali que eu deveria estar, era uma visão de onde eu tinha que ir. Uma voz reverberou em minha mente, confirmando o que eu já sabia. “Me encontre no Alaska, Anne Elle. Encontre o símbolo ômega e assim me encontrará. Ninguém deve saber onde está indo. Esconda-se. É um segredinho nosso!”.



~ ♠ ~

Meus olhos azuis abriram-se de imediato, como um susto e sentei-me na cama, passando a mão direita pelos cabelos. Eu me lembrava do sonho perfeitamente, era impossível esquecê-lo. A voz era sedutora e era impossível não obedecê-la. Não só pela curiosidade. Algo em meu interior me puxava na direção da voz, como se meu corpo acatasse aquela ordem e minha mente não tivesse nenhum poder.

Suspirei desanimada e levantei-me. Silenciosamente adentrei no banheiro, levando nos braços uma muda de roupas. Vesti a calça preta colada ao corpo, o corpete também da mesma cor e uma jaqueta de couro. Voltando ao quarto, abri meu baú de armas. Coloquei a bainha e nela embainhei a espada de ouro, nas costas prendi a lança e o montante. Em meu braço encontrava-se o bracelete que virava um escudo de aço. Por fim, ao colocar as botas cano longo negras, escondi em um compartimento a adaga de prata. Altamente armada, eu não precisava de mais nada. Quando levantei novamente para dessa vez ir embora, fui interceptada por um de meus irmãos, me olhando desconfiado de sua cama.

- Onde você pensa que vai, Anne? – Disse, suspeitando.

- Você me viu ir no banheiro e só. Se eu souber que falou algo a mais disso, juro que corto a sua garganta. Não duvide de minhas habilidades. – Sussurrei friamente. – E se alguém estiver acordado me ouvindo nesse minuto, espero que só saia da boca de vocês isso. A Anne foi no banheiro.

Fui ao banheiro e fechei a porta, logo saltei e consegui segurar na janela. Sem dificuldade alguma e utilizando-me da força, subi nela e saltei para fora, caindo com as mãos apoiadas no chão juntamente a um joelho. Corri utilizando-me da velocidade herdada de Éolo e em poucos minutos estava em frente ao estábulo. Por ser silenciosa e ter usado as correntes de ar presentes na brisa noturna para me camuflar, dificilmente alguém tinha me visto.

Adentrando no estábulo, encontrei um Pégaso no último compartimento ao qual já estava selado. Ele era branco e parecia desesperado para sair. Um sorriso malicioso percorreu meus lábios enquanto eu abria sua portinhola e montava nele antes que pudesse fugir. Quem quer que tivesse me convocado, já tinha deixado tudo pronto. Montei nele e este começou a correr em uma velocidade incrível até o momento em que abriu suas grandes asas brancas e alçou voo.
O céu era meu lugar, onde os ventos se encontravam em maior escala e as correntes de ar eram minha fonte. Era como me sentir em casa, se eu pudesse, nunca voltaria ao chão. Eu tinha todo o poder quando estava voando, era esse o meu domínio. Sentir poderosa era o que mais me atraia. Meus cabelos negros agitavam-se ao vento, trazendo novamente a sensação de paz que não duraria muito.

Enfim, depois de horas voando, senti as correntes frias me atingirem e um sorriso percorreu meus lábios. Era onde eu deveria estar, Alaska. Reconhecido apenas pelo ar gélido característico da região. O pégaso foi diminuindo sua velocidade e logo pousou em um vilarejo que era cercado pela floresta boreal que tinha visto nos sonhos. Era esse o lugar certo. Ao olhar mais atentamente, encontrei uma placa que dizia o nome do local. Vilarejo Croatan. Estranho, não?
Minha mão direita foi automaticamente de encontro a bainha, repousando sobre o cabo da espada, esperando o momento certo para retirá-la dali. “O que você está fazendo aqui, Anne?” – Perguntei a mim mesma em pensamentos. E nem eu sabia responder.

Agindo normalmente comecei a investigar, passando pelas diversas casas que se encontravam ali. Prestava atenção ao máximo nos ruídos a minha volta e ficava a avaliar atentamente casa por casa até encontrar o símbolo ômega. Por ter um torrão de açúcar no bolso, o pégaso se mantinha por perto, seguindo-me por onde fosse.


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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Apollo em Sab Set 08, 2012 7:20 pm

Conforma Anne caminhava por Croatoan, ela percebia algumas coisas estranhas. A praça que ficava no centro do vilarejo estava vazia, assim como o parque que era ao lado dela. Estava completamente deserto, assim como as ruas. Ela não via ninguém pelas ruas, mas quando olhava para as casas, via pessoas dentro delas. Se escondendo, fechando as janelas e cortinas, fazendo de tudo para não serem vistas. Elas tinham medo de alguma coisa. Lojas estavam abertas, mas não tinha ninguém comprando nada. Algumas não tinham nem vendedores. As pessoas daquela cidade tinham medo de alguém... Ou de alguma coisa. E esse medo parecia estar passando para o pégasos, que trotar mais lentamente, olhando para os lados, como se procurasse algo. E a filha de Éolo também começava a ficar com medo. Ela não sabia por que sentia medo, não via motivos para tal sentimento, mas ele estava ali, dentro dela, e ficando mais forte a cada segundo dentro daquele lugar.
Ela atravessou a praça e o parque do vilarejo e, de longe, viu um símbolo conhecido entalhado em uma casa: O Ômega (Ω). Ela começou a caminhar até a casa, sendo seguida pela pégasos, mas na metade do caminho ele parou. Relinchando, o animal começou a recuar, se afastando casa. Mas antes que Anne pudesse decidir entre ir ver o que o animal tinha, ou continuar se aproximando da casa, a porta se abriu. Uma mulher idosa saiu dela, apoiada em uma bengala. - Que barulheira é essa? Quem é o animal que está gritando aí? – Ela parecia irritada. Seus olhos percorriam tudo que estava na sua frente, procurando o responsável pelo som. Finalmente, ela fitou Anne. - Oras, quem é...? – A senhora caminhou até mais perto de Anne, e seus olhos se iluminaram – literalmente. Seus olhos que anteriormente eram castanhos, fracos, quase perdendo a cor, assumiram uma tonalidade roxa forte. Uma tonalidade nada amigável. - Ora, ora. Anne? Estávamos a sua espera. – Ela deu um sorriso largo, sinistro, apontando para a casa dela. - Porque não entra? Não vai querer ficar aqui fora. Pode não parecer, mas esse lugar é perigoso. O pégasos, infelizmente, tem que ficar aqui fora. Tem alguém que quer te ver. – Ela se apoiou na bengala, virando as costas para a garota e caminhando até a casa. - Siga-me, por favor... Ou fique aqui fora parar morrer. – Ela olhou para trás outra vez, encarando Anne, seus olhos já voltando a tonalidade normal. Seja lá quem fosse aquela mulher, ela não era humana. Não completamente.






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Anne Elle Kammie em Seg Set 10, 2012 8:28 pm

The Strange Woman


Croatan era literalmente um vilarejo incomum, estranho e para algumas pessoas, assustador. O ato mais inteligente seria manter-se cautelosa e atenta. Os habitantes dali escondiam-se em suas casas ou até em suas lojas, fechando cortinas e afastando-se de onde pudessem ser vistos. Estavam temerosos, algo os deixava assustados.

Caminhei pelo pequeno vilarejo e em um determinado momento, escutei que o pégaso começava a trotar mais devagar, olhando para os lados com preocupação. Também não podia negar que um resquício de medo começava a aflorar em meu interior e por mais que eu tentasse ignorar, ele voltava com mais intensidade, querendo provar-se mais forte do que minha vontade. Não era nada comum uma pessoa naturalmente fria sentir medo, mas eu sentia e não conseguia explicar o por que.

Ao atravessar a praça e o parque de relance vi o símbolo que procurava entralhado em uma das casas há alguns metros de onde me encontrava. Por precaução, desembainhei a espada lentamente e andei em passos silenciosos até o recinto. Antes de chegar ao meu destino, fui interrompida pelo pégaso, que começou a recuar e relinchar alto. Virei-me com uma expressão nada convidativa no rosto.

- Shhhhhhhhh. Não faz isso. – Sussurrei, o que não era de muito utilidade, já que ele já tinha chamado atenção.

Virei-me rapidamente com o ruído de uma porta se abrindo e recuei um passo, alarmada. Arqueei a sobrancelha desconfiada ao ver uma mulher idosa aparecendo cheia de reclamações sobre o barulho que ele fizera. Retribui o olhar quando a senhora fitou-me com intensidade e interesse. Os olhos dela começavam a mudar sua tonalidade enquanto esta se aproximava de mim, escurecendo-se até adaptar a cor roxa. De imediato veio minha compreensão. Magia, não era possível isso acontecer sem o uso desta ou sem a essência. Discípula de Hécate? Circe? Eram as únicas deusas que me vinham a mente.

Fiquei mais alerta e desconfiada ao ouvi-la pronunciar meu nome. Ela tinha conhecimento deste, o que tornava a situação ainda mais estranha e principalmente perigosa. Ela convidou-me para dentro de sua casa. Não podia recusar, seria idiotice diante as circunstâncias. Eu estava em perigo em qualquer um dos dois locais. O ditado popular “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come” coube direito ao que se passava.

Sangue... Era isso que eu desejava nessa missão. Acabá-la com um grande número de mortes causadas pela lâmina de minha espada. Outro motivo para eu não recusar o pedido. O que quer que me esperasse lá dentro, seria o meu alvo e eu faria de sua morte um momento de pura diversão para mim.
Como o pégaso pertencia ao reino de Éolo, tinha capacidade de me comunicar com ele mentalmente. Então foi o que eu fiz. “Fique voando, não pouse. Quando eu sair, assovio e você volta para me buscar”. O animal parecia aliviado por isso e antes que eu terminasse de lhe comunicar, ele levantou voo de imediato, suas majestosas asas brancas agitando-se no ar.

- Uma honra o seu convite. Não há como recusar. – Disse, tentando esconder o sarcasmo nas palavras.

Eu sabia que seria perigoso adentrar naquela casa e era o que mais me incentivava a ir. Não podia negar o medo que se alastrava em meu interior, mas mesmo com ele ali, a minha sede de sangue gritava mais alto. E aquela idosa seria uma das vítimas. Ninguém desafiava ou provocava Anne Elle. Era um erro grande a se cometer. Um que poucos sobreviveram. Ainda com a mão sobre o cabo da espada, segui a senhora calmamente, concentrando-me nos ruídos e em movimentos que parecessem ofensivos.



Spoiler:
Poderes Utilizados

• Lvl11 - Fala aérea: Você consegue se comunicar com as aves e outros animais aéreos. (Passivo)

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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Apollo em Qui Set 13, 2012 2:21 pm

Dentro da casa, Anne seguiu a senhora por um pequeno corredor. Era um corredor com paredes de madeira, sem nenhum enfeite. Cada lado do corredor tinha uma porta comum, e no final dele tinha outra. As duas entraram na porta que ficava do lado esquerdo do corredor. Lá dentro, tinha uma pequena biblioteca.
Uma estava do lado esquerdo e outra do lado direito da porta, e outras duas nas paredes. Todos os livros eram negros, com o título em cor branca ou vermelha. Os títulos eram quase ilegíveis para Anne. Parecia outro idioma. Só tinha uma palavra que ela conseguia entender, e tal palavra estava em todos os títulos. Magia, e outras palavras relacionadas a essa. Eram livros estranhos para senhoras de idade. No centro da sala, tinha uma mesa com uma vela acesa e três cadeiras. Outra coisa estranha: a vela era a única iluminação ali. Não tinha nenhuma janela para entrar a luz de fora, ou lâmpadas, o que dava um tom assustador ao local.
A senhora sentou-se em uma das cadeiras, com um pouco de dificuldade e apontou outra para Anne. - Sente-se, querida Anne, sente-se. – Um sorriso estava em seu rosto, e quanto à luz da vela a iluminava, ela parecia uma bruxa. - Acho que você não me conhece, e nem devo ter me apresentado, mas eu te conheço. E sei muita coisa sobre você. Meu nome é Christina. – Quando pronunciou seu nome, seus olhos ficaram com o mesmo tom roxo de antes, e sumiu em seguida. - Assim como sei de você, sei da sua missão. Sei o que está para enfrentar, mas não posso te falar. Mas posso falar onde tem que ir. – Ela apontou para o norte, seguindo em direção contrária a entrada do vilarejo. - Vá para a floresta. E lá... – Antes que ela pudesse terminar de falar, a porta foi aberta. Um garoto entrou. Não devia ter mais de 16 anos, cabelos e olhos castanhos e pele morena. Ele parecia ter acabado de acordar. Ele levantou a mão, bocejando. - Desculpe atrapalhar, mas... Eu ouvi conversas, e vim checar. Então... Você deve ser Anne, certo? Eu sou... – Uma batida forte no chão interrompeu a apresentação do garoto. Christine estava sentada, impaciente, com a bengala na mão. - Ela não precisa saber quem é você, idiota! Você não tem importância nenhuma agora. Quando tiver, se apresente, agora vá embora. E não discuta! – Após o garoto se retirar, a senhora voltou a encarar Anne. - E lá, procura mais uma vez o Ômega. Quando o encontrar, vai encontrar seu primeiro desafio... Ou talvez antes. Não sei. – Ela deu de ombros, levantando a bengala e apontando para a porta. - Se não tiver nenhuma pergunta, pode sair. Se tiver, faça agora. Preciso dormir. –

Off: Desculpe demorar para postar. Ontem só entrei de noite, e estava morto. E terça eu testei postar, mas estava sem criatividade. E continuo sem muita. Se o post estiver um pouco confuso, desculpe. .-.






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Anne Elle Kammie em Sab Set 15, 2012 2:03 pm

Freezing Ômega


Aquela mulher não passava muita confiança, isso era um fato. Além de seu jeito esquisito e seus olhos que demonstravam uma essência de magia, sua casa não ajudava nada no julgamento. Só não era completamente escura por causa de uma única vela acesa na biblioteca, onde ela me levara. Sentada a sua frente, fitando-a friamente, esperava que ela se explicasse todo aquele mistério.

Christine era seu nome e quando ela se apresentara, seus olhos iluminaram-se com a cor púrpura de novo, mas logo mudou novamente para o castanho. Ela sabia meu nome e isso me deixava cada vez mais confusa sobre o que era a idosa. Preferi ficar em silêncio, pois eu não sabia se Christine poderia ser considerada inimiga, ainda estava avaliando a situação que me encontrava. Concentrava-me a todo movimento que ocorresse a minha volta com uma expressão totalmente fria.

Fiquei desconfiada ao vê-la me dando informações. Ir para o norte? Devia confiar? Ou seria mais inteligente mata-la aqui e seguir meu caminho? Bom... Eu iria para a floresta e se não encontrasse nada, voltaria apenas para cortar a cabeça dela e pregar na porta do chalé de Éolo. Antes que a mulher terminasse de falar, um garoto com aparência de 16 anos apareceu na porta. Em resposta a sua pergunta apenas arqueei a sobrancelha com um sorriso sombrio. Após a bronca que o garoto levara, ele retirou-se do aposento, deixando-me a sós com a idosa.

Ir para a floresta ao norte, procurar novamente o ômega, encontrar primeiro desafio. Dei de ombros. Eu sentia mesmo saudade de uma boa adrenalina e corpos desmembrados. O que quer que me esperasse na floresta, seria apresentado para a lâmina de minha espada. Levantei-me graciosamente e bati minha mão direita na mão, apoiando-me nela e inclinando-me na direção dela.

Sairei daqui, mas em breve voltarei. Preciso de respostas, quero saber como você sabe muita coisa sobre mim. Minha vida não é de conhecimento público. – Disse friamente e em um tom desafiador, fitando-a com uma intensidade inegável.

Sai da biblioteca, encaminhando-me para a porta da casa calmamente. Quando estava fora, segui os conselhos da mulher, indo ao norte para a floresta. A mão sempre repousava no cabo da espada, esperando o momento certo para desembainhá-la e minha atenção estava voltada a qualquer movimento suspeito a minha volta.



# Post 03

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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Apollo em Seg Set 17, 2012 8:15 pm

Anne não sabia, mas enquanto saia da casa e caminhava para a floresta, era observada pelo vilarejo. Dezenas de olhos observavam a garota sair, e a maioria desses olhos nunca mais a veriam novamente, com exceção de quatro deles.
A floresta não era mais agradável do que a casa da senhora. As árvores eram gigantes, cobertas por uma fina camada de gelo. O solo estava igual às árvores: coberto de gelo, mas nada que dificultasse quem caminhava. O maior obstáculo dentro da floresta era a névoa. Na entrada, ela não era tão tensa. Era possível ver árvores a vários metros, e alguns animais. Mas conforma a garota adentrava mais na floresta, a névoa tornava-se mais densa. Ver coisas a poucos metros se tornara praticamente impossível. Desse jeito, o ômega acabaria passando e ela não notaria. Igual não notou o vulto que se aproximava, até ele estar bem perto.
A floresta ficou mais fria. A camada de gelo que cobria o chão e as árvores ficou mais grosa, e uma sombra se projetou atrás de Anne. Foi apenas nesse momento que ela o notou, e ele já atacava com um galho de árvore. A garota desviou por instinto, afastando-se do gigante que a atacara com um salto. Apenas quando estava longe, conseguiu vê-lo e identificar o que era: um hiperbóreo. E ele já se recuperava do ataque surpresa frustrado, preparando o seu segundo ataque. Levantava o seu taco de madeira, ele se preparava para acerta-la com toda sua força.






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Anne Elle Kammie em Qua Set 26, 2012 9:24 pm



Let’s Dance




Era evidente que a temperatura naquele momento não estava nem um pouco agradável, felizmente eu não sentiria frio. As árvores gigantes estavam cobertas por camada de gelo, assim como o solo. Era possível andar naquela superfície, não dificultava e caso piorasse ao longo do caminho, eu abriria minhas asas e voaria baixo. A névoa era o que mais dificultava naquele momento, pois estava densa o suficiente para eu não conseguir distinguir o que havia a minha frente. Eu me guiava pelos outros sentidos, tentando deixa-los o mais apurado possível. O que mais me irritava era que com aquela névoa, achar o ômega se tornaria algo impossível.

Senti a mudança de temperatura com as correntes de ar que denunciavam o monstro que agora estava muito perto de mim. Um hiperbóreo. O gigante de gelo com o sopro congelante. Escutei seus passos atrás de mim e a mudança nas árvores e no chão, uma segunda camada de gelo. Ele deveria estar controlando isso apenas com sua presença, o que provava que era poderoso. Desviei automaticamente, por instinto, do galho de árvore que ele tinha me atacado. Sorri cinicamente enquanto me afastava dele. “Let’s dance, big boy” – Disse mentalmente, enquanto o olhava de cima a baixo e segurava firmemente o cabo de minha espada de ouro. Agora de longe eu podia enxergar melhor e sua aparência não me incomodava. O ponto negativo de ser grande é o equilíbrio e a facilidade de cair. E era nisso que iria me focar.

O hiperbóreo segurava o toco de madeira ao alto, pronto para me atacar. No primeiro momento concentrei-me nas correntes de ar a minha volta e aos poucos tornei-as quente. Girando a mão e apontando para o gigante, a fiz envolver sua cabeça para que o incomodasse e como era forte e grande, iria fazê-lo desiquilibrar ou mesmo recuar alguns passos para trás. Corri em uma velocidade incrível na direção dele e tentei fincar a espada no calcanhar dele, depois de retirá-la tornei a um segundo golpe rapidamente, tentando causar um corte transversal na perna dele. Rapidamente sai da área que ele poderia me pisar e abri minhas grandes asas negras, alçando voo para ficar á altura dele. Ativei meu escudo pelo bracelete e o retirei de meu braço, atirando-o contra ele e mirando exatamente em seu nariz. Enquanto o escudo ia em direção á ele, usei de meu controle sobre as correntes para acelerar seu movimento e acertar o golpe. Por fim recuei, ainda voando e observando-o atentamente, para que eu estivesse preparada para qualquer golpe.

Spoiler:
Poderes Utilizados
Lvl 10 - Controle aéreo avançado: Consegue controlar todos os tipos de correntes de ar, de todas as temperaturas, de todos os tamanhos. [Ativo]
Lvl 13 - Voo avançado: Agora você domina por completa a arte do voo, podendo chegar a alturas extremas e a velocidades extremamente altas. [Ativo]
Lvl 5 - Velocidade: Você agora possui a velocidade que um vento possui, alcançando uma alta velocidade.[Passivo]
Lvl 20 - Adaptalidade: Você se adapta automaticamente ao ambiente em que você está, fazendo sua
temperatura corporal, se igualar à do ambiente. [Passivo]






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Apollo em Sex Set 28, 2012 8:31 pm

Quando o Hiperbóreo se preparava para descer o taco de madeira, a temperatura mudou. O ar começou a ficar mais quente, principalmente em volta de sua cabeça. Ele mordeu os lábios, incomodado com a mudança repentina de temperatura. Hiperbóreos eram criaturas do frio, que não suportavam o calor, por isso havia uma grande concentração deles no Alasca. Ele agitava seu taco no ar, enquanto recuava alguns passos com os olhos fechados. Parecia tentar afastar o calor. O que não dava muito certo. Quando percebeu que o ar quente não desaparecia, ele parou, irritado. Forçou suas pernas contra o chão, soltando um grito que no começo era de raiva, e depois se transformou em uma mistura desta com dor. Sua perna começou a doer, e quando ele baixou seus olhos para ela, viu sangue escorrendo de um ferimento causado pela garota contra quem batalhava. P Hiperbóreo tentou acerta-la com a mão livre enquanto ela ainda estava no chão, mas ela era muito rápida e ele, muito lento. Antes que sua mão estivesse perto dela, a garota já estava no ar, afastando-se dele.

Ele tornou a gritar, desta vez puramente de raiva. Esquecera do machucado em sua perna, e a dor tornara-se parte daquela raiva. Junto com o grito, saia outra baforada gelada, que fez a temperatura cair novamente, dissipando as correntes de ar quente criadas pela filha de Éolo. Seus olhos – vermelhos de raiva – encontraram a garota no ar, e viram o exato momento em que ela lançava o escudo em sua direção. Fazendo um movimento rápido com o taco de madeira, ele conseguiu rebater o escudo, mesmo este sendo impulsionado pelo ar, ficando mais rápido. O escudo acertou uma árvore, cravando fundo nela devido a velocidade com que tinha sido lançado e a força que foi rebatido. O gigante de gelo agitou seu taco no ar, forçando as duas pernas contra o chão. Os cortes em sua perna abriram mais um pouco, sangrando, mas ele parecia não ligar. A raiva, em certas ocasiões, faziam as pessoas e monstros esquecerem a dor... Mas quando ela passava, a dor voltava. E voltava mais forte. O hiperbóreo balançou o taco mais duas vezes, uma para frente e uma para trás, e lançou ele. Um ataque de pura raiva, rápido e forte, indo de encontro a Anne. Um daqueles desmaiaria o próprio Hiperbóreo.


Anne Elle Kammie: MP - 340/360.

Off: Não gosto muito de fazer contagem de HP, mas se quiser que eu faça, só pedir.






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Anne Elle Kammie em Dom Set 30, 2012 5:02 pm



Let’s Dance




Uma risada cínica e doentia escapou de meus lábios ao escutar o grito de ódio do Hiperbóreo. Essa era a sua fraqueza. Estava evidente que ele perdia totalmente a razão e o pouco que conseguia pensar. Tornou totalmente selvagem diante da fúria. Essa era nossa diferença. Eu era criada á partir do ódio, mas não o deixava me dominar por inteiro, pois sabia que perderia a razão e sem isso, não seria possível me defender e criar estratégias.

Senti a temperatura esfriar, mas isso não me afetava. Não sentia frio, nem calor. O escudo fez o seu percurso no ar, mas foi interrompido no momento em que o taco de madeira do monstro atingiu-o e lançou em uma árvore próxima, onde ficou preso devido a força e a velocidade. Suspirei, pensando o quanto seria complicado retirá-lo dali quando acabasse com o hiperbóreo.
O monstro agitou seu taco e depois atirou em minha direção. Minha mão automaticamente estendeu na direção do mesmo, com a palma aberta e eu me concentrei no objeto. Logo ele estava em meu controle. Levitando-o, sorri cinicamente. “Nunca atire objetos no ar contra uma prole de Éolo” – Pensei. Atirei-o na direção do hiperbóreo, prevendo que este dificilmente conseguiria desviar, pois era grande e lento.

Aproveitando do momento em que ele estaria ocupado com o taco voando em sua direção, voei em alta velocidade e contornei-o, até ficar por trás dele. Atravessei minha espada de ouro em sua nuca com força e puxei-a de volta, voando para trás por precaução.

Spoiler:
Poderes Utilizados

• Lvl 18 - Levitação avançada: Agora você consegue levitar coisas de grande porte. ( pode ser usada 1 vezes por missão ) (Poder ativo)

• Lvl 20 - Adaptalidade: Você se adapta automaticamente ao ambiente em que você está, fazendo sua temperatura corporal, se igualar à do ambiente. (Poder passivo)









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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Apollo em Ter Out 02, 2012 8:18 pm

Hiperbóreos também não eram criaturas muito inteligentes. Quando ele viu o seu taco parando no ar e voltando em sua direção, ao invés de tentar desviar, ele ficou parado e tentou pega-lo. Apenas tentou. Antes que pudesse levantar a mão para alcançar o taco que vinha em sua direção, foi atingido por ele. Um golpe direto no peito, que o desequilibrou e o fez recuar alguns passos... Direto para a espada de Anne. Ele soltou um grito. Um grito de pura dor, enquanto cambaleava para trás. Ele caiu para trás, mas antes que encostasse no chão, seu corpo transformou-se em pó. Um dos problemas tinha sido resolvido. Mas outros – que Anne ainda não tinha notado – estavam por perto. O que chamou a atenção da garota foi uma voz.

- Muito bem, Anne Elle. Esse foi um desafio fácil, não concorda? Mas foi apenas o primeiro... De muitos, ou nem tantos assim. – A voz feminina e calma, embora alta. Não era possível ver a dona dela, mas sabia que ela estava entre as árvores. - Agora, se puder seguir meus... Servos... Ficaria honrada. E venha por bem, por favor. Caso contrário... – Ela deixou a ameaça pairando no ar, enquanto os servos dela surgiam pelo meio das árvores.

Eram Hiperbóreos. Sete deles, cercando a filha de Éolo. Não seria inteligente lutar contra todos eles. Mas será que ela deveria acreditar naquela voz? Parecia não haver outra escolha. Era seguir os servos da voz, ou tentar lutar contra eles e morrer.






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Anne Elle Kammie em Sab Out 06, 2012 4:40 pm



Tempting Options




Uma risada doentia escapou dos meus lábios ao escutar o grito de dor e surpresa do hiperbóreo. Uma bela melodia para meus ouvidos. Quando ele se transformou em pó, recuei voando para não sujar. Pousei no chão graciosamente, fechando as asas negras. Uma voz feminina se pronunciou e eu continuei virada de costas, ouvindo-a.

Virei lentamente na direção da voz no momento que a ouvi falar em servos, meus olhos encontraram o corpo dos outros hiperbóreos e eu bufei baixo. Tudo bem que eu poderia batalhar com todos e ganhar, mas isso tomaria demais de meu tempo. Seguir a portadora da voz que estava escondida pelas árvores era a opção mais fácil e apesar de perigosa, tentadora. A ameaça chegou a mim como um insulto e como eu não gostava disso, prontamente desejei o sangue dela na lâmina de Nightmare [Apelido da espada de ouro]. Era bom a garota mudar o modo de falar comigo, se não quisesse ser empalada.

- Tentadora ambas as opções. – Comentei sarcástica, aproximando da árvore ao qual meu escudo estava enterrado. Estiquei a palma da mão na direção dela, controlando as correntes de ar fortes nesta para derrubá-la para o outro lado. Quando caiu, puxei o escudo e transformei-o em um bracelete novamente, prendendo-o em meu pulso. Com a espada em mãos, fui em direção as árvores, onde provavelmente a figura feminina se escondia covardemente. – Será uma honra acompanhar seus servos. – Disse em um tom cínico.

Spoiler:
Poderes Utilizados

• Lvl 10 - Controle aéreo avançado: Consegue controlar todos os tipos de correntes de ar, de todas as temperaturas, de todos os tamanhos.
[/justify]








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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Apollo em Qua Out 10, 2012 3:45 pm

Os hiperbóreos formaram um circulo em volta da filha de Éolo, cercando-a, e depois começaram eles começaram a andar, guiando a garota pela floresta. Conforme eles adentravam mais na floresta, o gelo nas árvores aumentava, o solo ficava mais escorregadio e a névoa ficava mais densa. Anne não via quase nada, mas os hiperbóreos pareciam saber para onde iam, então tinha apenas que segui-los.

Andaram por aproximadamente cinco minutos. As árvores foram se afastando conforme avançavam, até darem lugar a um pequeno campo, cercado pelas árvores. O solo ali, diferente do resto do caminho percorrido, não tinha gelo. Apenas terra, galhos e raízes de árvores. E, no centro do campo, estava ela. Corpo de leão e cabeça de mulher. A esfinge. Sua cauda balançava de um lado para o outro, enquanto ela fitava a garota.

- Aproxime-se, Anne Elle. – Pediu a esfinge, apontando com a cabeça para o centro do campo. - Vamos... Conversar. –

Os hiperbóreos não entraram no campo. Eles ficaram na floresta, atrás das árvores, observando, calmos. Mas estavam preparados para atacar a garota caso ela fizesse algum movimento suspeito.

- O que acha de responder algumas perguntas? – Perguntou após Anne ficar frente a frente com ela. Um sorriso cruel apareceu em seu rosto, enquanto ela passava a língua pelos lábios. – Brincadeira. Nada de perguntas típicas de esfinges... Ainda. Antes, quero saber uma coisa. – Ela se levantou, caminhando lentamente ao redor da filha de Éolo. Seus olhos a estudavam lentamente. – Foi aquela velha que te mandou para cá, não foi? Aquela que mora com o garoto. Só pode ter sido ela... – Ela parou de caminhar, olhando rapidamente para os hiperbóreos e depois voltou sua atenção para a garota. - Não acredite nela! Não era para cá que você tinha que vir! Seu desafio... Seu desafio era o tempo todo lá. Ela é o seu inimigo. Ela! Rugiu a esfinge, fazendo todos os hiperbóreos recuarem um passo e o corpo de Anne estremecer. - Sei que é difícil acreditar em monstros... Principalmente em esfinges, mas essa é a verdade. Nós... Nós apenas nos escondemos. Não queremos contado com aqueles dois. Você viu como o vilarejo estava deserto... Viu como as pessoas se escondiam em suas casas, com medo de alguma coisa. Eles temem ela. Aquela mulher... Ela é uma semideusa, mas não igual os outros. Ela é poderosa. Muito poderosa. E não está do lado do acampamento. – A voz da esfinge foi fraquejando, e ela abaixou a cabeça para encarar o chão. - Pode ser difícil acreditar em monstros, mas eu lhe contarei a história... Contarei o que sei daquela mulher. –

Ela afastou-se, caminhando de cabeça baixa, e se sentou a alguns metros da garota. Ficou em silêncio por algum tempo, e depois levantou a cabeça, fitando o céu.

- Uma bruxa... É o que aquela velha é. Christina... Christina é uma filha de Hécate. Já é idosa, 63 anos, mas não deve ser subestimada. Não julgue o poder dela pela aparência. Seu poder está na cabeça. Na experiência que ela tem como semideusa, no tanto de magias que ela conhece e na facilidade com que as conjura. Aqueles livros que ela tem em casa... São todos livros de magia. E foi uma magia de um daqueles livros que trouxe a desgraça para o vilarejo. – Agora ela parecia perdida em lembranças. Parecia estar falando para ela, e não para Anne. - Croatoan... Era um ótimo lugar. Você podia ver pessoas nas ruas, crianças correndo e brincando na praça. Era um lugar animado. Até que ela chegou. Isso já tem muito tempo. Muitos anos. No começo, todos a receberam de braços abertos. Arrumaram um lugar para ela morar, ajudaram ela... Foram amigáveis com ela. Mas um dia Christina mostrou quem era ela. Ela reuniu todos os morados na praça do vilarejo, falando que tinha dois importantes avisos. O primeiro, era que um garoto viria morar com ela. Aquele que você conheceu, imagino. O nome dele é Richie. Não sei muito sobre ele, mas ele tem potencial para ser mais poderoso do que Christina. E está no caminho certo para isso. Todos ficaram animados com o primeiro aviso, mas o segundo... O segundo acabou com toda a animação. Ela falou que já era tempo do vilarejo acabar... Que já era tempo de eles conhecerem o medo. Que era tempo da alegria abandonar todos. Todos ficaram confusos. Começaram a chama-la de louca. Mas ela não estava louca. Richie apareceu e entregou para ela um livro totalmente roxo, sem titulo algum, além de um pentagrama na capa. Ela o abriu e recitou algum encantamento, e do nada, todos, exceto ela e o garoto, caíram no chão, desmaiados. Quando acordaram... As coisas estavam diferentes. O vilarejo parecia sem vida. As pessoas não tinham mais a mesma animação. Nem as crianças, que normalmente são agitadas. Todos pareciam... Mortos por dentro. Todos se lembravam do que tinha acontecido, e sabiam que Christina era a culpada, mas não conseguiam fazer nada contra ela. Não conseguiam se aproximar dela. O medo que sentiam era maior do que tudo. Então tudo o que fizeram foi se esconder. Cada um em sua própria casa, sem visitar ninguém, sem por o pé para fora dela. E até hoje vivem assim. O vilarejo foi esquecido pelos outros. Ninguém vem para cá, e os deuses não tem força aqui, no Alaska. – Ela abaixou os olhos, fitando Anne. - Os hiperbóreos protegiam essa região dos monstros, que começaram a atacar com mais frequência. E eu era um desses monstros. Matei muitos deles, antes de perceber o que estava acontecendo aqui, então decidi me aliar com eles. Várias vezes tentamos parar aquela mulher, mas nenhuma delas deu certo. Sempre perdíamos muitos hiperbóreos, e quase não conseguíamos causar dano a ela e ao garoto. Mas agora você está aqui! Anne Elle Kammie, precisamos da sua ajuda! – Quando ela falou aquelas palavras, os Hiperbóreos se aproximaram, ajoelhando-se para a garota. - Sozinhos, eu e os Hiperbóreos não temos chances contra Christina e Richie, mas com você... Com você temos chance de ganhar deles! Se você decidir nos ajudar... Nossas armas serão suas. Os hiperbóreos serão seus. Eu serei sua. – Ela abaixou a cabeça para Anne, com os olhos fechados. - Acredita em nós, Anne Elle? Vai nos ajudar? Pode ser nossa única chance... – Ela se calou, esperando por uma resposta da garota. Aquelas palavras podiam ser verdade, mas também podiam ser mentira... Acreditando ou não, o impacto que aquilo causaria seria enorme.






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Anne Elle Kammie em Qua Out 10, 2012 5:56 pm



Heads Will Roll




Segui os hiperbóreos, segurando fortemente o cabo de minha espada. Sabia que podia ser surpreendida a qualquer minuto. Enquanto caminhava floresta adentro, sentia a temperatura baixar mais, consequentemente o chão se tornava mais escorregadio por causa do gelo. Minhas asas me forneciam equilíbrio e se agitavam de vez enquanto, para me manter em pé.

Finalmente chegamos a uma clareira, onde uma esfinge se encontrava no meio, me encarando de forma enigmática. Arqueei a sobrancelha quando a monstra pediu para que eu me aproximasse. Sorri cinicamente antes de dar um passo adentro da clareira, afastando-me da superfície gelada. Primeiro fizera esse gesto como desafio, parando apenas por um momento para avaliar se ela faria algum movimento ofensivo. Nenhum. Isso me fez avançar até ficar próxima a ela, fitando-a de modo desafiador. Se fosse para me atacar, ela já teria feito. Ou não... Uma mente estrategista sempre espera o momento certo. De qualquer forma, preferi ficar ali de frente a ela, observando-a avaliadora para detectar qualquer movimento suspeito. Se isso acontecesse, agitaria minhas asas de imediato, recuando primeiramente de forma rápida e depois alçando voo para avaliar minhas chances contra os hiperbóreos e a esfinge.

Sorri falsamente para a monstra quando ela sugeriu as perguntas, mas preferi ficar em silêncio. Logo ela começava a falar e a cada momento, eu concordava ainda mais com ela. A moça tinha realmente uma essência nada convidativa, além de uma casa totalmente estranha. Mentalmente comecei a lembrar de tudo que tinha acontecido no vilarejo. As pessoas me olhavam mais decepcionadas do que com medo ao me verem sair dali, elas me espiavam talvez por perceber minha falta de medo e viam uma chance, uma esperança nisso. Eu ligava os pontos enquanto a escutava. Os livros... Sim, eles tinham um aspecto velho e empoeirado. Não era muito comum. O tom de roxo nos olhos da idosa era estranho e no momento que foi mencionado o nome de Hécate, fiz a ligação. Era prole da deusa. É evidente que ela sabia de minha missão, que na verdade não se tratava de ir na floresta e achar o ômega. O símbolo já estava na casa. Eu desconfiava daquela mulher desde o princípio, sua essência mágica estava presente na lábia. Tudo apontava diretamente para ela, que era meu verdadeiro alvo. O que eu sempre quis. Eu teria a cabeça dela em minhas mãos, com certeza. Ninguém me enganava tão facilmente e saia impune.

Arqueei a sobrancelha ao ver os hiperbóreos se ajoelharem diante de mim e a oferta generosa da esfinge. Talvez ele estivesse sendo muito generosa, mas sinceramente, monstros não eram assim. Olhei-a friamente e tirei lentamente a mão do cabo da espada. Eu não ia recusar a chance de ter poder sobre aqueles monstros. Mesmo que depois eu tenha que mata-los.

- Uma história interessante. Muitas coisas se ligam ao que aconteceu no momento que estava no vilarejo... Bom, esfinges são ótimas em enganar, não? Mas não é por isso que deixarei a história passar. Espero que saibam que matarei cada um de vocês se perceber que estão mentindo, caso estejam, claro. Não estou aqui para ajudar, meu desejo não é nobre, é apenas sanguinário. Aquela mulher tentou me desafiar e testar minhas forças, além de provavelmente ter me enganado, nesse caso é meu orgulho sendo ferido. E por isso, eu quero a cabeça dela em uma bandeja hoje mesmo. Você e seus hiperbóreos estão sobre meu poder até a morte daquela bruxa. – Disse friamente, fitando-a. – E farão o que eu mandar. Eu quero entrar sozinha naquela casa e do meu jeito. Hiperbóreos, escondam por perto da casa e esperem meu sinal. A esfinge entenderá e só precisará passar o recado. E você... Afaste a população da casa se quiser que eles não se machuquem, por mim tanto faz. Logo aquela casa e tudo perto dela não existirá. – Completei sombriamente e totalmente misteriosa, recuando alguns passos até voltar a floresta, esperando que os hiperbóreos me levassem até a saída dali.







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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Apollo em Sex Out 12, 2012 2:58 pm

E a aliança estava formada, embora fosse temporária. Tanto Anne quanto a esfinge e os hiperbóreos sabiam que, quando o problema do vilarejo fosse resolvido, a aliança seria desfeita e eles voltariam a ser inimigos... Isso se todos não morressem na batalha que estava por vir.

A esfinge deu as ordens que Anne tinha imposto aos Hiperbóreos, e eles assentiram. Agora os três tinham o mesmo objetivo, e compartilhavam o mesmo desejo: ter a cabeça de Christina e Richie.

- Então... Vamos lá. – Falou a Esfinge, depois de ter explicado tudo aos Hiperbóreos. Ela se colocou ao lado de Anne, encarando a garota com um sorriso no rosto, que mostrava suas presas. - Boa sorte para nós. Espero que todos saiam inteiros... –

E, com aquelas palavras, os Hiperbóreos começaram a se mover. Formaram uma barreira circular em torno de Anne e a Esfinge, caso fossem atacados, e colocaram-se a caminho do vilarejo, pelo mesmo caminho que tinham chegado até a clareira.

Sem imprevistos no caminho, eles logo puderam ver o vilarejo. Ele continuava do mesmo jeito; morto. Ninguém nas ruas, nenhum barulho, exceto o do vento, era ouvido. Todas as casas estavam com as luzes apagadas, janelas fechadas, cortinas negras por trás das janelas, impedindo de ver o que tinha por dentro. A única casa que se diferenciava das demais era a de Christina, e era apenas em uma coisa. No chão, em frente à porta, estava uma vela acesa... Uma vela com chamas negras.

Os Hiperbóreos pararam, e assim também fizeram Anne e a Esfinge. A Esfinge lançou um olhar para a filha de Éolo, lembrando-se de uma coisa.

- Esses humanos... Esses que moram no vilarejo... Eles não confiam em mim. Me temem quase tanto quando temem a Christina. Não vou conseguir tirar eles daqui. E, assim como você, não me importo com isso. Talvez eles vão embora quando ouvirem os primeiros sons da destruição... Talvez. – A voz dela soava fria; indiferente com o que os moradores fariam. Então ela se lembrou de outra coisa. - Outra coisa. Se você quiser que esses humanos voltem a ser o que eram antes, animados e aquela chatice toda, destrua o livro que a bruxa usou para fazer o feitiço. Ela não é burra. Aquele é o livro de feitiço mais poderoso dela, então não vai estar junto com os outros. Vai estar bem escondido. Procure, se for da sua vontade. Por mim... – Ela caminhou para frente, abrindo caminho entre os hiperbóreos e virando-se para eles. Deu um rugido baixo, apenas para eles ouvirem, e eles começaram a se mover, indo para trás das casas e se escondendo. Todos os sete. - A partir de agora, você está sozinha, Anne Elle. Tome cuidado dentro daquela casa. Pelo menos, tome cuidado até matar Christina, depois não me importo com o que vai acontecer a você. Estarei esperando seu sinal, junto com os Hiperbóreos. – Ela deu as costas para a garota, começando a caminhar lentamente. Mas antes que se afastasse muito, virou a cabeça e encarou Anne. - E Richie... Não se esqueça do que eu disse sobre ele. Ele pode se tornar mais poderoso do que Christina. Pode não ser ainda... Mas já é poderoso. Não tente enfrentar os dois juntos, ou você vai morrer. – Depois de ter dito aquilo, ela correu, sumindo da vista de Anne.

Agora ela estava sozinha, a alguns metros da casa de Christina e Richie. O maior – e mais difícil – objetivo de sua missão se encontrava atrás daquela porta. Era só avançar.






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Anne Elle Kammie em Sex Out 12, 2012 4:24 pm



Blood… It’s all I want.




Ri cinicamente ao ouvi-la desejar boa sorte. Eu aprendera a viver sem isso e já não tinha nenhuma necessidade dela. Eu sairia inteira, poderia ter alguns arranhões e ferimentos, mas nada grave. Disso eu tinha certeza e era confiante o bastante em meu poder. Caminhei ao lado da esfinge até o vilarejo, protegida por todos os lados pelos hiperbóreos.

Ao chegar ao vilarejo deparei com a mesma cena, deserto. As pessoas presas as suas casas, presas ao medo. “Patético...” – Pensei. O vento, eu podia senti-lo agitar meus cabelos negros e envolver-me como se demonstrassem meus servos. Em frente a porta de Chirstina havia uma vela acesa, o que me fazia divagar nos motivos de tê-la ali. Chamas Negras... Bom, seria complicado vencê-la, isso era evidente.

Escutei a esfinge atentamente, sem olhar para ela. Que bom que ela não ligava para os humanos ali, pois não teria mais do que um trabalho para fazer. Se eles fossem inteligentes, correriam ao primeiro som de batalha. O livro de feitiços eu apenas destruiria se o achasse por acidente. Não perderia meu tempo com isso.
Bom, estrategicamente a luta contra dois seria difícil e complicada. Por isso era mais inteligente matar um e depois o outro. O mais fraco. O garoto seria meu primeiro alvo. Depois Christine seria empalada. Mordi o lábio, sentindo a adrenalina já começar a correr em minhas veias. Logo estaria em uma batalha interessante e muito sangue estaria em minhas mãos.

Assenti para a esfinge antes dela ir embora e lentamente desembainhei minha espada de ouro. Observei a casa enquanto ainda estava no limite das floresta, concentrando-me dentro dela, no cômodo que estivesse mais vazio e mais escuro. Longe da presença da mulher. Senti um puxão em meu estômago e quando abri os olhos, estava dentro da casa dela. Silenciosamente, abaixei-me e tentei me fundir com as sombras do local, junto a parede de um dos quartos do lugar. Respirei fundo, tentando detectar o cheiro do garoto e identificar em que local ele estaria naquela casa. Me mantive imóvel para não chamar atenção, ciente em todos os sons a minha volta. Controlei o ar ao meu redor, fazendo-o me envolver por inteiro e me transformar á olho de qualquer um, apenas uma aura. Eu podia enxergar perfeitamente ali, por esse motivo vasculhei com o olhar tudo a minha volta [dependência de descrição do narrador].

[Narração á partir de adivinhação -> Caso não houvesse ninguém no cômodo]Levantei-me e comecei a me movimentar em total silêncio, sem produzir nenhum ruído. Como aura, aproximei da porta e a abri com todo cuidado para que não houvesse barulho, segui silenciosamente pela casa á procura do garoto, recuando diante a sons que pareciam suspeitos e de vez enquanto, abaixando-me atrás de móveis para me esconder. Eu apenas queria o garoto.

Spoiler:
Poderes Utilizados

• Nível 12 ~ Camuflagem 2: Meu filho pode fazer uma corrente de ar atingir seu corpo, tornando-o, assim, uma aura aos olhos do oponente. [Passivo]

• Nível 13 ~ Desaparato avançado: Agora você domina o desaparato completamente, podendo viajar até de uma cidade à outra.(Pode ser usado 4 vezes por missão) [Ativo]

• Nível 25 ~ Odor: Você, agora, pode sentir cheiros a qualquer distância pelo ar, sabendo se quem se aproxima é um inimigo, ou não. [Ativo]


• Nível 02 ~ Visão Sombria: Sua visão é perfeita em locais escuros, enxergando como se estivesse em locais claros. [Passivo]

• Nível 05 ~ Leveza: Na escuridão você é capaz de se movimentar levemente, sem produzir qualquer ruído. [Passivo]


* Poderes de Éolo
*Poderes de Necromante






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Apollo em Seg Out 15, 2012 1:33 pm

- Estava te esperando! – Anne ouviu a voz do garoto, Richie, que estava sentado no centro do cômodo. - Mesmo não sabendo onde você está... – Resmungou em seguida, com certa indignação.

A garota tinha ido parar direto no cômodo em que estava Richie. Ele tinha sentido ela. Sabia que estava ali, escondida, em algum lugar, mas não podia vê-la. Por outro lado, Anne sabia exatamente onde ele estava. O lugar podia estar escuro, mas ela conseguia ver com clareza, graças aos seus dons de necromante. O cômodo em que estavam parecia ter sido preparado para uma batalha. Com exceção de uma cadeira, onde estava sentado Richie, não tinha outros móveis. As paredes estavam sem decoração... Mas, se olhasse para elas com alguma concentração, era possível ver uma energia roxa que as envolviam, assim como o chão e o teto. O lugar estava escuro, exceto por uma luz que brilhava em volta da cadeira do garoto, iluminando-o um pouco. Ele não estava desarmado. Em seu braço direito, estava enrolada uma corrente que ia do ombro até o punho, e em sua ponta um gancho, que balançava de um lado para o outro. Na mão esquerda ele carregava uma lira, os dedos tamborilando impacientemente pelas cordas desta, produzindo sons desagradáveis.

- Agradeceria se você pudesse aparecer. Ou vai ficar escondida, como um covarde? – A voz dele era calma, mas parecia esconder alguma coisa... Algum sentimento. Ele se levantou, segurou a corrente pelo gancho e deixou-a escorregar pelo seu braço. O tamanho dela apenas aumentava. - Estou pronto para lutar. Esse lugar foi preparado para nós. Isso que você vê, ou espero que veja, brilhando nas paredes, no chão e no teto, é uma espécie de magia defensiva que a Tia Christina colocou neste cômodo. E ela até tirou os móveis daqui! Deve estar com medo de estragarmos eles, é óbvio... Meu poder é muito grande. – Ele riu, girando o gancho da corrente ao lado de seu corpo. - E então... Como vai ser? Vai aparecer ou não? –

Off: Ele é um filho de Hipnos. Ele não te vê (ainda), porque está escuro. A única luz, como eu disse no post, está perto da cadeira, e não é o suficiente para iluminar o cômodo todo.






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Anne Elle Kammie em Seg Out 15, 2012 3:50 pm



Not a Covard.
Just a smart girl.




Um sorriso puramente sanguinário transpassou meu rosto ao ouvi-lo falar. Estava me esperando... Isso é interessante. A presa esperar seu predador. O mais inteligente era não revelar ainda onde estava e aproveitar desse pequeno trunfo. Continuei em silêncio, ouvindo-o. Eu estava em um cômodo pronto para a batalha que iria travar ali, sem móveis com exceção da cadeira que o menino sentava, e as paredes e o teto com um brilho roxo, consequência do feitiço protetor lançado pela mulher.

Ele estava armado com uma corrente, a arma errada para lutar contra uma filha de Éolo e tamborilava uma lira de modo irritante. Suspirei e fechei os olhos brevemente, concentrando-me. Sorri divertida ao escutá-lo me chamar de covarde. Corrigi mentalmente “Covarde não. Inteligente, isso sim. “.

Um clone sombrio se formou ao meu lado, na mesma posição agachada e protegida pelas sombras que eu. Concentrei-me nele e o fiz ir agachado até outro canto da parede, onde o garoto não pudesse ver e se levantar, ficando visível a Richie.

- Estou aqui, Richie. – Disse o clone, sorrindo desafiadora para ele. – Não é isso que quer? Me ver?

Aproveitei a distração dele para me levantar silenciosamente e retirar a lança das costas. Aproximei por trás dele sem causar nenhum ruído e prendendo minha respiração. Manipulei as sombras presentes em todo aquele quarto para reunir abaixo da cadeira dele e de repente, formar uma estaca negro que atravessaria a madeira e o corpo dele, após isso – dando certo ou não o ataque -, desci a lâmina da lança no pescoço dele, tentando trespassá-lo.

Recuei puxando a arma e o meu clone de imediato se desfez em sombras, deixando-me sozinha ali com aquele garoto. Voltei a prendê-la em minhas costas, enquanto segurava firme com a outra mão a espada de ouro, observando atentamente os movimentos dele.

Spoiler:
Poderes Utilizados

• Nível 03 ~ Fôlego: Você possui muito ar armazenado em seus pulmões, possibilitando-o ficar por um bom tempo sem respirar. [Passivo]

• Nível 02 ~ Visão Sombria: Sua visão é perfeita em locais escuros, enxergando como se estivesse em locais claros. [Passivo]

• Nível 05 ~ Leveza: Na escuridão você é capaz de se movimentar levemente, sem produzir qualquer ruído. [Passivo]

• Nível 10 ~ Clone Sombrio: Uma vez, a cada dois turnos, você poderá criar um clone exatamente igual a si próprio. Entretanto, esse clone é apenas uma ilusão. Tem as mesmas armas, fala, postura, personalidade, porém, não pode causar danos. É apenas uma ilusão. [Ativo]

• Nível 22 ~ Umbracinese Avançada: Pode criar quase tudo de acordo com a criatividade, sendo feito a qualquer momento porém sempre preferível em locais sombrios ou na presença de sombras. Pode teletransportar-se a longas distâncias e criar esferas negras fortes. [Ativo]



* Poderes de Éolo
*Poderes de Necromante







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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Apollo em Dom Out 21, 2012 2:17 pm

O garoto nem se moveu para olhar a falsa Anne que tinha aparecido. Quando escutou sua voz, apenas deu um rápido olhar de desprezo para ela. Não cairia em truques simples. Sua atenção voltou-se para o cômodo, procurando a verdadeira Anne. Sem luz ele não conseguiria encontra-la.

- É, eu quero te ver... – Respondeu em tom calmo, descontraído. Ele parou de se mover, fitando o chão.

E nesse momento a estaca surgiu. Cadeira foi perfurada, e Richie levou um pequeno susto. Mas seu corpo não foi perfurado. Nem pela estaca, nem pelo golpe da lança que veio após ela. Ambos os golpes foram impedidos por um campo de força invisível. Ele riu, dando cinco passos para frente; e o campo de força quebrou. Ele virou-se para encarar a garota, que agora estava visível.

- Ah, aí está você! – Ele sorriu, rodando o gancho da corrente. - Isso teria me matado... Se eu estivesse despreparado. Posso não ser um filho de Hécate, mas... Fui treinado por uma filha dela por nove anos. Aprendi alguns truques. Chega de falar. –

Ele bateu uma mão na outra, sussurrando uma palavra que parecia ser “luminus”. Instantaneamente, todo o cômodo se iluminou com uma luz azul. Ele prendeu sua lira nas costas, e segurou a corrente com as duas mãos. Sorrindo, ele lançou a corrente com a parte do gancho contra Anne. O tamanho dela foi aumentando conforme se aproximava, mas isso não era tudo. Ele soltou a mão esquerda da corrente, e apontou-a para a garota. Dela saíram bolhas, que faziam um caminho ao redor da corrente, seguindo o mesmo destino dela: Anne.

Spoiler:
Dream Knock (Nível 11) — O usuário atira uma grande quantidade de bolhas com as mãos, que ao atingir o inimigo, farão sua mente ser desligada, fazendo-o dormir por três turnos. Gasta uma quantidade média de MP, a quantidade exata fica a cargo do narrador responsável. - Ativo.

Perícia com Correntes (Level 02) — Os filhos de Hypnos conseguem ser ótimos lutadores ao portarem uma corrente, da qual possuem maestria em manusear. Os movimentos sutis podem ser confundidos com uma dança suave, mas não deixam de machucar caso atingir o inimigo. - Passivo.

Atenção (Level 03) — Filhos de Hipnos, enquanto em batalha, não desviam sua atenção do oponente e deixam o mundo dos sonhos em segundo plano, usando-o somente se for necessário. Em níveis mais altos (15+) é capaz de acessar os dois mundos ao mesmo tempo e mover-se simultaneamente. - Passivo.

Spoiler:
- Corrente do Lete [Essa corrente se estica ao tamanho que o usuário desejar. Na ponta dessa corrente há uma lâmina em forma de gancho, corrente feita de Prata Celestial.]






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Anne Elle Kammie em Qua Out 24, 2012 2:46 pm



Big Mistake, darling.




Meus olhos faiscaram em evidente fúria ao ouvir a risada e perceber que de nada adiantou meus ataques, um campo de força me impedia de atingi-lo. Como eu odiava magia, era um modo injusto de lutar, mas não adiantaria nada continuar reclamando, eu deveria vencê-lo para me vingar e depois entregar a cabeça dele para a mulher.

Encarei-o desafiadora, observando os movimentos dele atentamente. Segurei mais forte a espada de ouro e recuei um passo. Um sorriso sombrio percorreu meu rosto.

- Somente por nove anos? – Disse friamente. – Bom, eu fui treinada por um capitão de navio, por um tenente do exército, por um sanguinário frio que se identifica com Hitler... Vários treinadores, durante minha vida toda. Sou uma guerreira da morte, da escuridão. Aprendi muito. Você está cometendo um grande erro tentando me desafiar.

O garoto bateu uma mão na outra recitando um feitiço e luzes azuis iluminaram o cômodo inteiro. Pisquei meus olhos para adaptá-los e recuei mais um passo, dando-lhe espaço para um embate. Observei a corrente fazendo seu percurso em minha direção e de imediato a minha mão se esticou na frente, parando-a no meio do caminho. Levitei-a utilizando da concentração máxima que conseguia e arremessei-a na direção do garoto, de modo que o gancho ficasse virado para ele. Como as bolhas envolviam a corrente e ela estava voltando á ele, ele seria atingido pelo próprio feitiço. Uma risada escapou de meus lábios, totalmente sombria e sarcástica.

- É só isso que tem, darling? – Disse sarcasticamente, fitando-o.

Spoiler:
Poderes Utilizados

• Nível 11 ~ Levitação intermediária: Agora você consegue levitar coisas de médio porte, conseguindo arremessá-las.

* Poderes de Éolo
*Poderes de Necromante






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

Mensagem por Apollo em Dom Out 28, 2012 11:30 am

Quando Richie percebeu a corrente e as bolhas voltando em sua direção, ele se jogou para o lado, esticando o braço e deixando a corrente se desenrolar dele. Ele rolou no chão, batendo de costas na parede e apontando as duas mãos para frente. Um tanto assustado, ele recitou uma única palavra: scutum. Um escudo mágico – azul – envolveu o seu corpo, e ele foi se levantando lentamente do chão. Aquilo o protegeria de qualquer ataque... Temporariamente. Ele deu um sorriso trêmulo, fitando Anne.

- Vários treinamentos... Várias artes diferentes. – Ele riu, nervoso, e foi se aproximando de sua corrente, que tinha batido na parede e caído no chão quando ele desviou. - Eu... Eu treinei magia por nove anos. Treinei apenas uma arte durante nove anos. Não preciso dessas armas para lutar contra você. A magia é minha arma. Minhas palavras são minhas armas. E... – Ele pegou sua lira, presa nas costas, e tocou três cordas dela. Nada pareceu acontecer. - Ela é minha única arma... Um pouco aperfeiçoada. –

Das sete cordas presentes em sua lira, ele tocou quatro – as quatro que ele não tinha tocado antes. Notas musicais saíram dela. Diversas notas, de diversas cores e tamanhos. Elas circundaram seu corpo, o garoto fez um gesto com a cabeça, apontando para Anne, e as notas avançaram contra ela. Antes que alguma reação viesse por parte da prole de Éolo, as notas estavam em torno dela, dando voltas em seu corpo.

- Deve estar se perguntando o que elas fazem, não é? Veja você mesmo... Ou melhor, sinta. – Ele tocou as sete cordas novamente, e por três segundos nada aconteceu...

Até que as notas explodiram. Uma de cada vez. E a cada explosão, uma onda de som era liberada. E a cada onda de som, os ouvidos de Anne doiam. Era uma dor profunda, que durava poucos segundos, mas que, pela quantidade de notas que explodiam, a dor durou minutos.

Quando ela passou, Anne estava de joelhos no chão. Sua cabeça doía. Ela escutou uma risada debochada, e depois o som das cordas da lira de Richie.

- E então, o que achou? Divertido, não é? Eu poderia acabar com você agora, mas... Não ia ter graça. Vamos, levanta-se. Quero alguma diversão. – Apesar do tom confiante em sua voz, ele parecia cansado. Ele ofegava, com as mãos trêmulas, enquanto encarava a garota ajoelhada.






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Re: [Missão] Ômega Congelado - Anne Elle Kammie

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