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(One-post) O Bracelete Negro – Tallulah A. Bornhöffer

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(One-post) O Bracelete Negro – Tallulah A. Bornhöffer

Mensagem por Héstia em Sex Set 14, 2012 10:55 pm


BORNHÖFFER, tallulah

filha de hades
Considerações

Submundo ♦ where
8 horas e 13 minutos ♦ time
Ensolarado | Calor ♦ at camp
Nublado | Frio ♦ at city


A filha de Hades foi surpreendida pelo som de alguém batendo à sua porta; na porta de seu chalé. Quando abriu-a viu que era uma fúria que a encarava, com aqueles seus olhos medonhos e expressão maldosa de sempre.

– Escute-me, garota. – Começou o monstro a falar com uma voz estranha. – Nem eu e nem nenhuma de minhas irmãs podemos sair daqui por um período de tempo. – Ela voltou seu olhar para dentro do chalé e depois novamente para a menina à frente. – Por este motivo não podemos ir pegar o que perdemos. Caso alguém descura isso estaremos perdidas, certamente. Quero que vá até o Colorado, até um endereço que te darei. Lá há uma cabana, cuja mora uma mulher de cabelo longo e loiro, ela parece um doce de pessoa e super gentil, mas não é. Ela nos roubou! – Vociferou a fúria, recompondo-se em seguida enquanto entregava um papel à Tallulah com o endereço do lugar. – Procure pelo Bracelete Negro, é um bracelete comum, feito de ferro Estige e muito resistente, além de bastante valioso. Traga-o de volta ao submundo e será recompensada, com certeza.

A fúria assentiu uma vez à garota e depois saiu dali. No papel estava escrito o endereço do lugar e uma observação final, cuja dizia que o táxi das Gréias a levaria e buscaria em seu destino, este já havia sido pago pelas fúrias.


Mínimo de 400 palavras.
Ortografia coerente.
Sete dias para postar.
Coloque em spoiler ou quote os poderes usados e armas levadas.
A mulher de longos cabelos loiros é uma Arachne, mas não se mostrará na forma real logo de cara.
O bracelete está escondido, procure-o, obviamente.
Detalhe bastante já que essa é uma missão de porte fácil.
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Re: (One-post) O Bracelete Negro – Tallulah A. Bornhöffer

Mensagem por Tallulah A. Bornhöffer em Qui Set 20, 2012 2:03 am

♛ I'm wandering right through existance

Two thousand years I've been awake Waiting for the day to shake

Passava dias e madrugadas mais que tediosos no chalé de Hades, resumidos apenas a livros, músicas, alguns conversas com minha gêmea e muita preguiça, que diferente de mim saia bastante, e toda aquela disposição dela de fato me impressionava, mas bem, ela era assim desde pequena, já devia estar mais do que acostumada. É... Mas mesmo depois de tantos anos, não estava. Havia passado a noite inteira acordada, talvez por causa das latas de Coca-Cola que havia bebido na noite anterior, o sono me deixara em torno das 4:00 da manhã e desde então estava apreciando a sensação de ser a única acordada. Não precisava nem me olhar no espelho para saber que devia estar mais assustadora que nunca, com umas olheiras horríveis. Sorte que os semideuses daquele chalé não se assustavam fácil. Depois de mais alguns longos minutos no puro tédio, decidi ir atrás de algo para fazer, mas obviamente não seria nada que iria precisar da minha ida para outros lugares.

Obriguei minhas pernas a funcionarem, assim me arrastando até o banheiro, aonde tomei um demorado banho quente tendo esperanças de conseguir relaxar, voltar para a minha cama e dormir - sim, minha tentativa de ir fazer algo havia falhado - e até que deu certo. Precisei apenas de alguns minutos de esforço para finalmente conseguir dormir. Mas o mundo dos sonos tinha lá suas desvantagens, a maior delas eram os pesadelos que me tormentavam desde sempre. Todavia, antes mesmo que eles chegassem meu sono foi atrapalhado por batidas na porta. Ao ouvi-las, torci para que um dos meus meio-irmãos fosse atender, mas o tempo passava e as batidas se tornavam mais altas. Tinha de ir atender.

Se eu não estivesse bem no Submundo, ficaria abismada por ter uma Fúria na porta do meu chalé, porém estava e isso tornava a sua visita menos perturbadora, só um pouco menos. E assim que o monstro começou a falar minha esperança de passar de ter mais um dia tedioso se for por água a baixo. E um gigantesco arrependimento por ter me levantado e aberto à porta surgiu. Queria novamente dar um jeito de escapar, mas naquele caso não havia nenhuma escapatória, ir procurar um bracelete e trazê-lo de volta não era lá uma coisa difícil de fazer, também. Iria resolver isso logo e poder voltar a minha cama o mais rápido possível.

Tinha sim um mau pressentimento sobre aquilo, e ignorá-lo era a melhor opção.

A ideia de sair do Submundo não me agravada, gostava de ficar ali, naquele mundo onde a felicidade não existia e as trevas reinavam. E quando fui novamente exposta aquele caos de uma cidade grande... Tive que respirar fundo para me manter controlada. Levava comigo a espada presa a minha cintura e escondida em baixo da minha armadura, que se encontrava na forma de um manto. Se estivesse em outro lugar, talvez achassem estranho alguém usando um manto sinistro como aquele, mas por sorte ali as coisas eram diferentes, para se chamar atenção era necessário atitudes realmente surpreendentes. O táxi das Gréias já me aguardava, e não demorei em entrar, sem dizer sequer uma palavra, sabia que nada conseguiria falando com aquelas velhas loucas.

As Gréias tagarelavam sem parar, não ficando em silêncio um mero minuto. Porém não dei atenção para elas e continuei em silêncio, no começo elas até que davam algumas investidas, tentando me fazer falar, mas quando perceberam que não daria certo, desistiram e ficaram discutindo entre si como se eu nem estivesse lá. Depois de umas duas horas consegui me acostumar com seus barulhos, dei um jeito que achar um posição "confortável" e peguei no sono. Sabia que meus sonos sempre eram conturbados, todavia, não conseguia resistir a chance de relaxar um pouco.

(...)



Fui acordada aos gritos, não entendia direito o que as velhas falavam, porém juntei uma palavra aqui e outra ali e pude entender que tinha alguns minutos para ir comer alguma coisa ou ir ao banheiro. Desci do táxi com certa desconfiança, analisando o lugar onde estava: Uma estrada qualquer, com um posto de gasolina bem acabado. Mas lá tinha uma lanchonete, e eu estava com muita fome. Vasculhei os bolsos em busca de dinheiro mortal, e consegui encontrar uns trocados que davam para comprar algo para acalmar o estomago. Não queria demorar muito naquele lugar, e tinha a impressão que as Gréias me largariam ali se demorasse. Comprei alguns doces, um x-burguer e uma lata de Coca. Dei uma rápida olhada para o relógio, e fiquei impressionada, ainda eram duas da tarde e não aparentávamos estar tão longe assim do Colorado, uma viagem normal demoraria muito mais tempo. Deixei meus pensamentos sobre horário de lado e voltei para o táxi - que felizmente ainda estava lá - com passos rápidos. Assim que adentrei o carro já aceleraram. Continuavam a discutir sobre quem ficaria com o olho, e isso era realmente chato. Porém concentrei-me no que tinha para comer, novamente conseguindo ignora-las.

O resto da viagem foi longo e tedioso, até tentei dormir, mas estava tão dolorida por causa do meu último cochilo que meu corpo se negava a se submeter aquilo de novo. O jeito foi me perder em pensamentos, indo para um lugar distante onde as vozes não me alcançavam. Era apenas eu e as minhas lembranças.

Quando finalmente cheguei ao meu destino, hesitei um pouco em descer. A cabana parecia bem acolhedora, com um ar tranquilo. Dificilmente a pessoa que ali morava seria suspeita de um crime, mas havia aprendido que as aparências enganam, principalmente no mundo dos semideuses, onde monstros se disfarçam de humanos. Soltei um leve suspiro e desci do carro, ajeitei o manto e verifiquei se a espada estava em seu lugar, caminhei com passos firmes até a porta, não pensando duas vezes antes de bater. Uma mulher loira não tardou em atender, seu sorriso era doce e seus traços delicados. Ela me analisou por um instante, em seguida puxou-me para dentro. –– Oh! Pobre menina, venha, entre. – não fazia ideia do que estava se passando na cabeça daquela mulher. A observei de forma severa: Seus cabelos eram longos e bem cuidados, não devia ter mais que seus vinte e cinco anos, os olhos eram grandes e calorosos, e um sorriso gentil sempre se mantinha em seu rosto. Porém... Havia algo a mais... Se prestasse bastante atenção, notaria rápido que aquele seu jeitinho doce não passava de uma farsa.

Assim que adentrei o local o percorri com o percorri com os olhos: Um lugar bem organizado, mas cheios tecidos e linhas para todos os lados. Ela sentou-se numa das cadeiras da velha mesa, e puxou outra, me convidando para sentar-se. Aproximei-me de forma desconfiada e sentei, não tirando os olhos dela um segundo. –– Qual seu nome, querida? – perguntou, com um largo sorriso no rosto.

–– Meu nome é... Asha. – menti, dizer meu nome verdadeiro não parecia ser a melhor coisa a se fazer, e bem... Andava lendo muitos livros, Asha Greyjoy havia sido o primeiro nome não tão estranho, nem tão comum, a vir em mente. A mulher me analisou por um momento, como se soubesse que estava mentindo. Mas eu era boa com mentiras, apenas pessoas que se prendiam aos mínimos detalhes sabia dizer quando estava sendo sincera ou falsa.

–– Belo nome, e eu me chamo Ara, prazer. – seu tom era um tanto... Provocativo. –– Bem, parece estar cansada e com fome... Vou ver algo para você, um minuto. – falou enquanto já se levantava, indo em direção as escadas de madeira. E quando ela disse que seria apenas um minuto, estava falando sério. Em segundos ela subiu e desceu com uma bandeja com frutas. –– Nesse horário só se pode comer coisas leves. – sua voz soava bem simpática enquanto colocava a bandeja a minha frente, mas ainda sim... Havia algo mais, que não conseguia descobrir o que era. Não tinha fome, mas mesmo assim me forcei a comer duas maçãs, fazia séculos que não comia uma.

Depois disso não houve mais dialogo, a mulher apenas ajeitou um sofá, um cobertor e um travesseiro para mim. E subiu as escadas, deixando-me sozinha na confortável escuridão. Não conseguia dormir de forma nenhuma naquele sofá duro, e também, tinha um propósito para estar ali, e quanto mais rápido achasse o bracelete e saísse dali, melhor. Esperei algumas horas até decidir que já podia ir fazer uma busca pela cabana. Levantei da forma mais silenciosa que pude, andando nas pontas dos pés para não fazer barulho no assoalho de madeira. Não sabia por onde começar, e acabei optando por um dos lugares mais óbvios: Gavetas.

Abri todas as gavetas que tinha naquele lugar, uma por uma. Os armários também. Todavia, não encontrava nada. Procurei por todos os lugares possíveis, por todos os cantinhos, mas não estava ali. E tinha as escadas... Poderia estar lá em cima, fiquei um minuto parada, tomando coragem, e então subi, com passos leves e silenciosos, a mulher dormia numa pequena cama em um sono bastante superficial. Respirei fundo e continuei a procurar, gavetas, armários, possíveis fundos falsos... E nada. Já havia me arriscado demais por uma noite, com os mesmo passos furtivos que subira, desci. Deitando-me no sofá e envolvendo-me em meu manto e segurando com força o cabo de minha espada. Até que consegui pegar no sono.

(...)


Acordei um tanto dolorida, o cheiro de ovos fritos e bacon invadiam minhas narinas, era um cheiro ótimo. Precisei de certo esforço para me levantar e forcei meus pés me levarem até a mesa, esta estava cheia de comida, ovos, bacon, pão, frutas... Porém a loira não estava lá. Belisquei um pouco de cada e fui conferir se estava mesmo sozinha ali. Estava. Recomecei com minhas buscas, agora indo mais a fundo. E pensando no quanto aquela mulher era. Levei certo tempo em baixo da cama, lá se encontrava centenas de objetos, mas nenhum deles era um bracelete negro. Quando coloquei meus pés na escada, pude ouvir um cantarolar, desci os degraus de dois em dois, dando um pulo e me jogando numa das cadeiras da mesa. Logo vi aquele sorriso estranho surgindo em seu rosto, enquanto se sentava ao meu lado.

–– Dormiu bem, querida? – questionou-me num tom adorável enquanto tirava as comidas da mesa com um cuidado extremo. –– Espero que tenha gostado da comida. – comentou, colocando mais um dos seus sorrisos no rosto. Minha atenção estava toda focada a sua forma de agir, a forma que era tão delicada, e o como tudo parecia tão bem ensaiado para que parecesse simplesmente perfeita. E a sua beleza também ajudava em seu teatro e tudo aquilo a tornava... Extremamente estranha.

–– Sim, e adorei a comida, obrigada. – forcei as palavras a saírem o tom mais educado que pude fazer. Voltando a concentrar-me em seus gestos. A maioria das pessoas caíram em seu teatro e nunca levantariam nenhuma suspeita da gentil Ara. Todavia, uma pessoa que colocava um qualquer dentro de sua casa, sem ao menos saber seu nome, ainda mais quando esse qualquer era eu, assustadora e anormal por natureza. Deixava obvio que nem tudo nela era tão perfeito assim. E os bons observadores, conseguiam notar a superficialidade de tudo o que a jovem mulher fazia, desde seu modo de agir até suas palavras, pura falsidade. Não gostava nada de estar ali, queria achar o bendito bracelete logo e voltar para o Submundo, sentia falta da melancolia de lá.

(...)


Para minha felicidade a noite finalmente chegara, pois meu dia fora incrivelmente aborrecedor. Ara insistia em tentar conversar, mas eu não lhe dava oportunidades para iniciar uma. Era minha segunda noite no Colorado, e torcia para que fosse a última, pretendia partir ainda naquela noite. Não queria estender minha estadia por mais tempo. Porém, antes disso tinha de esperar Ara ir dormir, e pouco tempo depois ela foi. Aguardei cerca de duas horas apenas por segurança, durante esse tempo consegui tirar um rápido cochilo. Acordei já dando um ágil pulo - e tomando todo o cuidado para não fazer barulho no maldito assoalho de madeira -. Fiquei vários minutos parada, tentando descobrir aonde poderia estar o bracelete... Uma madeira solta, talvez? Olhei atentamente para o chão, vendo se nenhuma das madeiras aparentava estarem um tanto elevadas, além de olhar, pisei e tentei puxar, não encontrei nada. Um barulho estranho veio a minha mente, o som que o primeiro degrau da escada fez a primeira vez que pisei nele. Claro! Aquela era uma madeira solta. Com movimentos rápidos e furtivos aproximei-me da escada, agachando e levantando lentamente a madeira. Um barulho veio da parte superior, estava encrencada.

Respirei fundo e puxei o Bracelete Negro do pequeno espaço onde estava guardado, colocando-o em meu braço, era belo, muito belo, pena não me faltava tempo para admirá-lo. Poderia utilizar a viagem nas sombras, mas já era tarde demais. A doce Ara agora era uma criatura grotesca, umas mistura de mulher com aranha. Em seu rosto que sempre sorria gentilmente, só havia ódio. –– Maldita semideusa! – gritou a criatura num tom feroz. Sua velocidade e habilidade eram impressionantes, mal tive tempo de saltar para o lado, desviando de uma espécie de teia de aranha que fora lançada. Ativei minha armadura, que deixou de ser um manto em um instante. Não via mais a Arachne, porém estava em vantagem, a escuridão reinava, estava mais forte e meus sentidos aguçados. E o jato de veneno que veio em minha direção quase me pegou de surpresa, mas consegui utilizar algumas rochas para escudo antes, sendo atingida apenas por uma pequena dose no braço, o que não me prejudicaria em nada. Estava sim em vantagem, mas a criatura era incrivelmente rápida e ágil, não podia dar-lhe nenhuma brecha.

Estava de espada erguida e atenta a qualquer som, esperava que a aranha desce as caras logo, pois ansiava matá-la. Enxergava otimamente mesmo na escuridão, e o monstro devia saber disso, mantinha-se apenas lançado teias e mais teias, as quais eu me desviava com facilidade na maioria das vezes, quase que era pega por outras, era quando utilizava pedras para mudar seu rumo. Sabia que se uma delas me acertasse, seria meu fim. Os ataques cessaram por um momento, o que significava que o próximo seria bem mais poderoso.

Estava certa, um gigantesco jato de veneno surgiu, rochas não seriam o suficiente para segurar aquilo, consegui erguer a barreira negra quando a jato encontrava-se a poucos centímetros de distancia. Antes que pudesse recuperar o fôlego, uma espada passou tão perto que chegou a arranhar a armadura negra, e logo veio mais uma investida, que parei com minha espada, lâmina com lâmina, a criatura não tinha muita força física, mas preferia não me arriscar. Afastei-me. A Arachne tentou uma estocada, duas, três. O ser era péssimo com a espada, pelo jeito não era acostumado a utilizar lâminas. Novamente tentou surpreender-me com suas teias, desviei por pouco. Não poderia continuar me defendendo para sempre, precisava estugar-me.

Invoquei três esqueletos, que surgiram de uma grande fenda. Os três partiram para o ataque, a coisa ficou sem saber o que fazer, mas não demorou em recuperar-se e lançar suas perigosas teias, um foi atingido. Restavam apenas dois, que continuavam a atacá-la, repetidas vezes; esperei mais um pequeno tempo, até o monstro estar bem distraído, e avancei, atingindo-a em cheio no lado esquerdo de seu tronco. Poderia ter ficado para ver o que acontecera, mas não ficaria ali mais nenhum instante naquele lugar. Pela viagem nas sombras afastei-me alguns quilômetros do local. Indo parar numa estrada qualquer. A Fúria falara que as Gréias me buscariam, não estava exatamente no lugar onde devia estar, mas também não estava longe, guardei minha espada e desativei minha armadura, sentando-me no asfalto e apreciando o clima frio e agradável. Elas não demoraram a chegar, assim que adentrei no carro começaram a reclamar sobre eu não estar no lugar certo, mas para variar, não dei atenção. Procurei por uma posição "confortável" e dormi.

(...)


Fui acordada aos gritos, para variar. Desci do carro sem muita vontade, estava dolorida por causa da longa viagem nada agradável, mas a ideia de logo voltar para minha cama dava-me forças para não desanimar. E aquela Arachne já estava sendo deletada de minha mente, não fazia questão alguma de lembrar-me de um ser tão... Nojento, boa parte do carinho que sentia por aranhas se fora por causa dela.

Durante a minha viajem de volta ao Submundo fiquei admirando a beleza do Bracelete Negro e entendendo um pouco o motivo dele ser tão importante. Fiquei até meio hipnotizada, ao ponto de esquecer-me de que já estava em casa. A dor, sofrimento e tristeza natural do lugar me fez perceber mais ainda como ali era melhor do que o mundo dos mortais. Era mais calmo, menos barulhento. A maioria dos mortos era completamente melancólicos, claro, e isso para pessoas normais não devia ser muito... Interessante. Mas eu gostava dali. Fui tirada do meu mar de pensamentos pela fúria, que me aguardava próximo ao meu chalé.

–– Achou o bracelete? – não demorou a perguntar, num tom um tanto nervoso. Eu tinha de fato certa curiosidade para saber o motivo da tamanha importância do objeto, mas não me atreveria a perguntar.

–– Aqui está. – disse, retirando-o do meu braço e estendo-o para a fúria. –– Cuide bem dele, e não deixa que seja roubado de novo. – meu tom soava um tanto vazio, mas firme. –– E se ele for roubado de novo, eu não irei buscá-lo. – encarei-a friamente por alguns segundos, depois suspirei. Desejando poder ir logo para a minha cama, estava cansada, necessitando uma boa noite de sono. E o pior era que não devia reclamar muito, poderia estar pior, totalmente acabada. Por sorte meus gastos de energia foram poucos, a única coisa que me deixava mais fraca, era a viagem nas sombras, e o sono durante a volta já resolvera isso. Porém, lembrei-me que antes de fazer qualquer coisa, até mesmo dormir, precisava era de um bom banho. Olhei para o meu chalé, a poucos metros dali. Seria só mais uns minutos, para a fúria ir embora e eu poder voltar para a minha paz.

Armas Levadas:

୭ Armadura Vorpal Corrompida [Armadura antes feita de prata, após banhada no Estige se tornou negra. Permite que o filho de Hades se teletransporte para qualquer lugar dentro do perímetro onde o usuário se encontra. O contato com o solo é essencial para seu uso. Para usar a habilidade, o custo é de 12 MP e só pode ser usado 1 vez à cada 3 turnos. Quando não usado, permanece na forma de um manto.]

୭ Espada das Trevas [Lâmina negra banhada em ferro estígio. Absorve a essência do monstro e a converte em energia, fortalecendo à si mesma por dois turnos - Inquebrável]

Poderes Usados:

Passivos:

✝ Penumbra(Nível 03): Quando na escuridão, o filho de Hades tem todos os seus sentidos aguçados, principalmente a visão. Seu ataque aumenta e seu nível de percepção
✝ Resistência a Venenos(Nível 03). O submundo é repleto de gases venenosos e isso cria uma imunidade aos filhos de Hades a venenos, os mais fracos são anulados e os mais fortes tem o efeito menor sobre o filho do deus.
✝ Invisibilidade Obscura(Nível 06). Quando embaixo de uma sombra poderá ficar invisível, sendo visto apenas por olhos especiais que possam detectar presença escondida.
✝ Aptidão Obscura(Nível 07). Em locais escuros ou a noite os filhos de Hades se movem melhor, diminuindo o tempo de cansaço e aumentando a agilidade e força.

Ativos:

✝ Submissão(Nível 03): Invoca Esqueletos que servem/protegem o usuário. Há cada 1 level, o tempo de vida dos esqueletos no mundo humano aumenta em 1 turno. Só podem ser usados 2 vezes por missão.
✝ Geocinese Intermediária(Nível 05). O controle sobre o elemento já está melhor, podendo também controlar a poeira e os minerais, os levitando. Agora também é possível moldar as rochas, transformando-as em outras coisas. Os tremores de terra se assemelham a um pequeno terremoto e uma fenda pode se abrir, não muito profunda ou grande.
✝ Cessar Fogo(Nível 05): O filho de Hades é capaz de erigir uma barreira negra, sustentada pela força da terra. Inicialmente possui 1 metro, capaz de proteger somente algumas partes do corpo e parar alguns ataques mais fracos, mas o escudo evolui com o dono. À cada level, mais meio-metro é acrescentado no nível de propagação do escudo, e uma porcentagem de 10% de defesa é acrescentada. Após exceder 100% de defesa, 5% de chance de refletir o dano é acrescentado, no lugar do bônus de defesa.
✝ Teletransporte Sombrio(Nível 06).Capacidade de se teletransportar através das sombras, quanto mais longe for o local mais energia se gasta, podendo chegar perto do desmaio caso seja muito distante.




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Re: (One-post) O Bracelete Negro – Tallulah A. Bornhöffer

Mensagem por Héstia em Sex Set 21, 2012 3:38 pm

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Bracelete Negro [Um bracelete completamente negro feito de ferro estige, possui uma pedra escura em seu centro com detalhes o enfeitando em volta. Quem olha para a pedra fica distraído com a beleza do objeto por alguns segundos.]

obs: a Fúria lhe deu o bracelete dizendo que ficaria melhor sobre seus cuidados, caso você o perca, quebre, dê, venda-o ou seja roubada as fúrias ficarão com muita raiva.
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