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☼ Local público : Floresta do medo.

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☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Perséfone em Qui Abr 21, 2011 11:02 pm

Relembrando a primeira mensagem :


Um local habitado pelos mais diversos, e distintos seres, isolado de todo o acampamento, ficando aos extremos destes onde nem mesmo os campistas mais experientes se atrevem a ir, sem a companhia de alguém. Segundo os rumores, o imortais caminham por ali, livremente...
Imagem da floresta:
Dizem que aqueles que adentraram o local, jamais foram vistos novamente.


Última edição por Lady Perséfone em Qui Set 29, 2011 3:12 pm, editado 3 vez(es)
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Hades em Seg Maio 09, 2011 7:31 pm

Supostamente sumindo do Submundo, vou para a Floresta do Medo, apreciar novamente do clima daquele local...
A floresta estava exatamente como da última vez: Árvores decompostas, folhas de carvalho se arrastavam pelo chão, de acordo com o vento, e rosas negras... as rosas que denunciavam a presença de Perséfone há algum tempo atrás, talvez 1 semana.
Continuei caminhando calmamente e ouvi vozes... Vozes agitadas... Talvez Caçadores de Recompensas ou algo do tipo. Fui seguindo as vozes até chegar em uma pequena aglomeração de homens cercando uma criança, que, pela energia emanada pelo seu corpo, deduzi que era um semideus.
- Ora, ora... Humanos? - eu disse, causando um susto mútuo nos humanos que ali estavam.
- Woah! Quem é você?! - gritou um deles, apontando um mísero facão para mim.
- Como ousa apontar esta lâmina imunda para um Deus? - eu disse, severamente - Saia desta floresta!
Com meus poderes, invoco um esqueleto de um guerreiro de Esparta qualquer e mando ele atacar os homens, que sairam correndo, gritando aterrorizados. Olho para o garoto que estava sendo atacado, e com receio, ofereço-lhe a mão.
- Humpf...
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Kurish Quilc em Seg Maio 09, 2011 7:50 pm

Kurish estava de olhos fechados, esperando ser golpeado até a morte, quando sentiu afrouxarem seus braços. Uma voz vinda de qualquer local causou um grande tumulto e logo os homens que estavam ali foram embora as pressas, embora Quilc nem se quer tenha visto.
Quando não ouvia mais nada é que abriu os olhos, ainda esperando alguém armado, talvez querendo uma vingança pessoal, mas não encontrou nada disso.

As folhas ainda estavam espalhadas pelo chão da floresta, o que significava, para alivio de Kurish que ainda estava vivo, embora este se encontrasse bastante tonto. O rapaz esticou o pescoço, visumbrando o chão lamacento e as raízes caídas. Além de um novo par de pernas que se fazia presente no local. Kurish virou rápido, olhando o homem que estava a sua frente, embora não conseguisse ver seu rosto.

Ele não era alto, tinha um porte de um adulto normal, embora a presença dele fosse muito estranha. Além disso, o homem deixava Kurish nervoso, bem mais do que os homens com suas facas. O rapaz esticou o braço, pegando a mão do estranho e deixando que este puxasse seu peso para cima, se pondo em pé.
Primeiro ele sentiu uma sensação ruim, como um pequeno choque e depois uma imensa vontade de chorar, causados, ele não sabia porque.

Obrigado... – Disse baixo, sem ver o rosto do homem, soltando sua mão e encarando-o de baixo para cima até o pescoço.
Estou, muito agradecido... Sou Kurish, filho de José e Franquelina, quem é o senhor?– Dizia, embora bastante nervoso e sentindo as pernas voltarem a tremer.
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Convidad em Seg Maio 09, 2011 7:51 pm

Como sempre, eu não havia nada para fazer, isso não era uma novidade daquelas, sim, eu tinha que treinar, me aperfeiçoar, mas um dia eu ainda faria aquilo, só que hoje não, iria tirar o dia para conhecer a famosa 'Floresta do Medo', do qual muitos já haviam ido, a própria filha de Perséfone Jane, havia me contado que havia visto sua mãe lá, eu não tinha muitas esperanças de encontrar Perséfone lá, ou qualquer outro deus, só os exibidos que queriam mostrar não ter medo de nada, eu não iria lá para me exibir e falar que não tinha medo, pelo contrário, eu era meio medrosa e curiosa, nem sabia direito porque iria lá, mas o tédio domina.

Peguei minha adaga, da qual era a única arma que eu tinha por enquanto, e coloquei uma roupa rápida, resumindo, qualquer uma que encontrei no ármario. Não estava levando nada, apenas minha adaga, que pelo que me parecia, eratudo que eu precisava e que eu tinha. Saí do chaléeu fui até a floresta dando passos pequenos, sem pressa de chegar lá rápido.

Na floresta... Ao pisar na primeira parte que ali acabava o 'claro', dou uma parada e suspiro, ando em seguida, chegando a metade do caminho ouço vozes, parecia ter um homem (velho) e mais alguém, não me escondi, fiz totalmente o contrário, me aproximei e olhei para todos ali presente, tinha um homem lá do qual eu havia me lembrado de algum lugar, ah sim, a Jane, ela havia me contado. Resolvi falar algo, só para não ficar aquele clima estranho de silêncio.

-Olá, meu nome é Daphine. - disse espontanêa, -Olá, velho... Quero dizer senhor, Hades, se me recordo bem! - me dirigi ao homem que parecia estar bravo com algo que tera alcontecido antes da minha chegada.

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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Hades em Seg Maio 09, 2011 8:30 pm

- Sou Hades, garoto, Imperador do Submundo. - respondi. - Me diga, você é um semideus, não?
Ouço mais passos, e de uma das árvores, uma garota aparece, logo se apresentando e me saudando.
- Olá... criança. - saudei ela.
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Kurish Quilc em Seg Maio 09, 2011 8:58 pm

Não que Kurish não tivesse respeito pelo homem a sua frente, mas para ele, Hades ser o imperador do submundo e ser o padeiro davam na mesma. O rapaz não tinha idéia do que ele estava falando e soltou um risinho inocente que não tentou guardar.

-Eu não tenho idéia do que senhor está falando... – Disse olhando o homem e se abaixando para pegar a comida que havia caído. Escolheu então uma lata grande que já não podia mais carregar e empurrou contra o estomago do homem, obrigando-o a segurar. Afinal de contas era só até ai que a altura de Kurish deixa-o chegar.

-Mas não sei como agradecer. Será recompensado pelos deuses, eu acredito que sim, mas por enquanto, fique com esta lata... – Disse se afastando e vendo uma garota surgir no meio das folhas. Ele a olhou, corando um pouco o rosto, sentindo algumas gotas de chuva o atingirem direto na cabeça. A lama em seu corpo começava a ficar dura, puxando os pelos quando a chuva o atingia, causando um certo desconforto. O rapaz agradeceu mais uma vez e saiu correndo floresta adentro, desaparecendo.
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Joshua MacLachlan em Qui Maio 19, 2011 10:16 pm

O mundo parecia estranho. Tudo mudou, de uma hora para outra, eu me via dentro de um acampamento para meios-filhos de deuses, e, eu, sou um deles, mesmo ainda não sabendo minha ascendência. Era um ambiente novo, um clima novo. Eu ainda não tenho nenhum círculo de amizade, e não espero que arrume um tão cedo, já que minha personalidade sempre me defende de possíveis "amizades".

Mesmo já estando há uma semana no acampamento, falta ainda, muitas coisas para que eu conheça. O local era enorme, sim, e a maioria lotado de adolescentes barulhentos e irritantes ▬ quais eu tento evitar. Decidi, por via das dúvidas, ir a tal "floresta do medo". Pessoas murmuravam que o local era assombrado, que quem fosse lá nunca mais voltaria; que teriam a alma sugada e outros mitos desse tipo. Mas... em um mundo onde você é caçado todo dia, há alguma diferença entre ser caçado antes ou depois? Não, a diferença é se você sai ou não vivo.

Já com uma calça jeans preta meio-surrada, um tênis também não muito novo e trajes de cima no mesmo estilo (a não ser o casaco jeans de manga curta, que eu tenho vários), rumei para a floresta como uma sombra negra, de cabelos desgrenhados e olhos combinando com a aparição meio gótica. Não, para falar a verdade, não pertenço a esse grupo, mas também não gosto de me vestir em roupas coloridas e sair gritando para o mundo que eu sou feliz: weeee. Eu definitivamente não sou assim.

Caminhei durante um tempo, sem olhar para os campistas que me jogavam brincadeirinhas sobre o lugar aonde eu ia, e, por fim, me vi nele. As árvores estavam mais fantasmagóricas à luz da noite, em um breu que engolia quase toda a luz do lugar. Graças aos Deuses, uma visão boa eu tinha adquirido com o tempo no escuro, durante horas só vendo a parede. Procurei algum local para me apoiar e achei uma pedra meio arredondada; me apoiei e subi com um pulo fácil, e, me pus a olhar ao redor, escutando somente o pio das corujas (ou não) e o som do vento, um vento com prenúncio de frio.
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Perséfone em Qui Maio 19, 2011 11:23 pm

Muito tempo se passara desde que Perséfone, não visitava o lugar que tanto a agradou daquela outra vez, o único lugar na superfície em que fizera questão de mostrar a beleza de suas rosas negras, na verdade parte dela, pois as rosas que floresciam no submundo, de uma forma surpreendente ainda conseguiam ser as mais belas, talvez pelo fato de já terem se adaptado as condições pré-estabelecidas no mesmo para florescerem.

Não deveria tardar, Hades dormia, era o momento perfeito, mais animada do que nunca tratou de se locomover com leveza, não queria chamar a atenção de Hades para si, ou despertar qualquer um dos cães, isso poderia vir a por em perda completa, seu plano de finalmente respirar novamente um pouco do ar livre e puro daquela floresta, sem que alguém pudesse lhe incomodar.
Sair do submundo não era difícil, pelo menos não desde que Hades estivesse dormindo. A deusa em um súbito surgiu sobre a superfície, com movimentos leves e singelos, a sua chegada fora anunciada por um pequeno redemoinho, envolto em folhas e pétalas de rosas negras.

Não sabia aonde iria exatamente, trajava um vestido vermelho sangue, e o seu cabelo estava preso em um coque, apenas uma mecha lhe caía em frente ao olho direito, seus lábios reluziam na escuridão da noite, com um vermelho tão forte quanto seu vestido, seus caçaldos eram sandálias de salto alto, e a mesma tinha um sorriso formado no rosto, sorria sem ao menos saber o porque.

Ao olhar para um local em especial, pareceu ver alguém, embora duvidasse que alguém fosse mesmo capaz de ir até o local mesmo com tudo o que se dizia a seu respeito. Franziu o cenho por alguns instantes, mas sem exitar, desapareceu em um mistro de pétalas negras e vermelhas surgindo ao lado do que se fez parecer um garoto ao estar mais próxima.

Tem de ser muito corajoso, para estar aqui a essa hora.

Exclamou, no ouvido direito do garoto, estava atrás do mesmo. Após ter dito se afastou um pouco, e esperou para ver qual seria sua reação, ou resposta, caso ele desse uma.



Última edição por Perséfone em Qui Maio 19, 2011 11:56 pm, editado 1 vez(es)






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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Joshua MacLachlan em Qui Maio 19, 2011 11:53 pm

Sim, um uníssono com a noite, o frio avançava. Minha visão já se acostumara com a escassa luz, e, assim, eu podia ver mais. Estalei os dedos e mexi o pescoço, desfazendo os nós insistentes.

Pensei ter ouvido, ao longe, um farfalhar de folhas, mas logo aniquilei o pensamento. Continuei ali, monótono, como se o tempo não passasse. Respirei profundamente e, com convicção, escutei uma voz ao meu lado. Me exaltei um pouco, fazendo meu corpo virar-se para trás, já saltando da pedra. Uma silhueta escura era encoberta pela noite, e, por alguns momentos, pude ver seu corpo iluminado pela luz lunar. Era linda, sim, e o vermelho parecia cair bem em sua pele, que era um tom mais pálido, branco. Fiquei surpreso por não ter trazido minha adaga, pois ela podeia bem ser um monstro. Fitei-a por mais um tempo, juntando informações, e, nisso, uma máscara emocional me protegia de uma tentativa de sorriso.

- Só pelo fato de estar aqui? - Meus olhos brilharam. - Não gosto de barulho, então, venho para cá.

Botei ambas as mãos no bolso, num gesto despreocupado, e continuei filmando o local, e todos os seus "elementos".
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Perséfone em Sex Maio 20, 2011 12:28 am

A forma com que ele reagiu fora bem diferente do Perséfone imaginava, feito que que a levou a arquear a sobrancelha direita, e examinar com cuidado o garoto que estava a sua frente, ele não parecia ter ainda nenhum traço que definisse quem era seu real progenitor, muito belo, isso não podia negar-se, mais embora isso fosse uma marca notável não dava para arriscar que fosse filho de Apollo, ele nem mesmo parecia ser do tipo que se apegava muito a aparência, portanto também logo podia-se descartar as hipóteses do mesmo ser filho de Afrodite.

Com o mesmo já de frente para si, a deusa não evitou um sorriso, fitou os olhos do garoto ainda no escuro, e olhou brevemente para o céu, avistando a lua cheia, a lua estava alta no céu e seu brilho de forma incomum dava um toque perfeito ao cenário da floresta, não poderia estar mais linda.

Selene deve estar de bom humor.

Expressou-se ainda admirada com a beleza lunar. O Vento fez um breve assovio ao passar pelos dois indivíduos que se encontravam na floresta, os cabelos da divindade revoltaram-se e desprenderam-se, pondo-se a acompanhar o ritmo e a direção que o vento lhes propunha, dançando conforme o ritmo que era composto pelo vento em junção as folhas e galhos presentes na floresta.

De fato nenhum semideus iria à aquela floresta completamente desarmado, portanto não podia pensar o contrário do garoto. Não pretendia assusta-lo, se bem que sua aparência não era de assustar ninguém, muito pelo contrário, podia vir a encantar, tanto é que podia desconfiar-se dela. Mesmo sabendo disso, a deusa não hesitou e se aproximou mais do jovem , seus passos pareciam pré-determinados e de fato eram, já estava de frente com ele novamente, mordeu o canto direito do seu lábios inferior, e depois de ouvir a resposta que fora dada a sua pergunta, pôs-se a dar continuidade ao diálogo que tinha início entre ambos.

Exatamente, se não percebeu, esse não é o local preferido dos semideuses, na verdade, todos evitam esse lugar, principalmente a noite... Exceto você pelo que posso ver. A propósito meu nome é... com uma breve pausa em suas palavras respirou fundo antes de dar continuidade a frase, não sabia como ele iria reagir ao revelear seu nome, e consequentemente sua verdadeira identidade, mais não gostava de omitir e decidiu-se por contar a verdade. Perséfone. Falou com naturalidade, tentando passar segurança. E você, qual o seu nome?

Após ter dado fim a fala calou-se, passando a língua entre os estreitos dos seus lábios, umedeceu estes e continuou a observar a bela feição do jovem.


Última edição por Perséfone em Sex Maio 20, 2011 7:16 am, editado 1 vez(es)






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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Joshua MacLachlan em Sex Maio 20, 2011 12:51 am

Olhei para o céu, lindo como sempre. Depois de momentos descontraídos, esquecendo-me que estava acompanhado, voltei o olhar para a mulher, ainda com uma expressão fixa. Agora, a luz lunar me permitia ver mais detalhes, como o batom (?) vermelho-vivo que ela usava, reavivando ainda mais seu vestido e... seus próprios lábios. Tendo a visão rarefeita sendo ainda mais atrapalhada por uma mecha negra do meu próprio cabelo, afastei-a e joguei a cabeça para o lado, num gesto comum.

Uma pergunta se formava em meus láios, mas uma reposta surpreendente veio para mim mais rapidamente, e eu, deixei um breve sorriso se formar, enquanto a encarava, em pé.

- Meu nome é Joshua, ou Josh, como quiser. - Suavizei a última palavra, piscando sugestoriamente os olhos.

Eu trataia-a como sempre tratei as pessoas... Mas, algo naquela mulher não me dava brechas para assumir a personalidade fria, e eu fiz o máximo que pude para esconder um sorriso. O vento deu uma nova chicotada, soprando folhas mortas há muito por nós dois, repartindo meu cabelo naturalmente. Cheguei mais perto da deusa, sem receio. Por ser um pouco mais alto, manti-me mais atrás, de forma a encará-la de frente, nos olhos, mantendo uma distância respeitável.


- E o que faz uma deusa - dei ênfase - uma hora dessas na floresta? Se é da minha conta, claro.

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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Perséfone em Sex Maio 20, 2011 7:48 am

Por mais que tentasse entender, Perséfone ficava cada vez mais confusa, novamente havia feito a ele uma confissão um tanto que "reveladora", na verdade completamente, e ele ainda assim agiu com naturalidade, para a sua surpresa, não que isso lhe incomodasse, na verdade era melhor assim, pois ver alguém correndo dela de bom humor e tão bem vestida não era bem sua idéia de ficar feliz.

Não demorou muito, e logo ele se pronunciou, ao ouvir seu nome a deusa pareceu ficar um tanto confusa, porém voltou sua atenção a ele novamente, e observou cada ação do mesmo.

Ele não parecia ser do tipo que sorria por qualquer coisa. Algo que agradou em muito a Perséfone, que mordeu o lábio inferior e deixou escapar propositalmente um sorriso um tanto malicioso, mistério, sombras, isso envolvia a deusa que não dispensava esse tipo de situação.

Ao vê-lo se aproximar, respirou fundo, realmente estava admirada com tal coragem. Tendo-o mais perto de si, pode perceber o quão grande realmente era a beleza que tanto lhe chamou a atenção. Não era lá tão fácil, se assimilar ao fato de estarem de frente para ela daquela forma, muitos a temiam, evitando até mesmo usar seu nome, referindo-se à ela apenas como Hera inferni, mais ele definitivamente não era um desses, o que fez despertar o interesse da deusa de descobrir o motivo de tanta coragem.

Caminhou mais alguns passos a frente, sabia exatamente o que estava fazendo, e querendo ou não, ele não lhe apresentava ameaça alguma, desde que ele não tivesse uma caixa de pandora consigo, óbvio. Tendo visto que ele parou, ainda deu alguns passos, mantendo-se a exatamente 30 centímetros de distância dele. Ergueu a cabeça para fita-lo, aquela situação não lhe constrangia, muito pelo contrário, era interessante ter de fitar alguém daquela forma. Ambos os olhos se encontraram, e ao ouvir a última pergunta que lhe fita, agitou a mão direita da qual surgiu uma rosa negra.

Na verdade, nada de importante, eu sou um tanto...deu um sorriso de canto esquerdo. aventureira. E de todo o acampamento, este local é o mais me agrada...Josh.

Após terminar de dizer, calou-se, optando por ouvir os poucos sons que se propagavam a noite, fechous olhos ainda de frente para o garoto, e sentiu o vento que passou por ela. A distância entre eles a aquela altura, não era das maiores.






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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Joshua MacLachlan em Sex Maio 20, 2011 2:33 pm

Continuei o contato visual, um pouco "surpreso". Sim, como deusa, ela deveria ter vários lugares para ir; aonde quisesse ir, poderia. No entanto, estava ali, no acampamento meio-sangue, em uma floresta sombria e medonha. Eu também sei que não era nenhum problema para ela estar no meio de monstros, já que com apenas um estalar de dedos, eles morreriam. Um formigamento estranho no rosto me fez quebrar o olhar da mesma por alguns instantes, voltando rapidamente como se nada, nada mesmo tivesse acontecido. Seu sorriso... era, era sim, realmente lindo. Assim como ela.

Conforme ela chegava perto, eu sentia mais um formigamento no rosto, mas não deixei transparecer. Estávamos perto, bem perto, e um vento contínuo e importuno continuava nos esculpindo, passando ali toda hora, como que em um presságio. Levei a mão ao rosto rapidamente, coçando uma barba já por fazer, pensando em algo para dizer, o que não é de meu feitio também. Costumo sempre ter as respostas, mas algo nela... não sei se ela se embaraçava junto a mim, mas eu me sentia bem confuso.

- Interessante. - arrisquei - Nunca fui de me misturar com os outros, sempre preferi... ser eu.

Talvez, como rainha do sub-mundo, ela se sentisse meio que como eu. Não consigo imaginar ela passando todo o tempo em um local como aquele, mesmo que a floresta do medo não seja o melhor local para decidir se ela era ou não "anti-social". Cheguei um pouco mais perto, com passos decididos e firmes, mantendo uma distância menor, olhando-a, ainda abalado pela situação.
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Perséfone em Sex Maio 20, 2011 3:47 pm

A cada instante que se passava, Perséfone parecia ainda mais interessada no garoto, talvez isso se desse ao fato de que ainda estava admirada com a coragem e e beleza do mesmo; um misto sem dúvida alguma, muito interessante.

Embora quisesse dizer algo, as palavras faltaram a deusa, ainda estava se aproximando do mesmo, seus passos se tornaram mais lentos, e o seu caminhar um tanto mais...sensual.
Seus olhos ainda estavam fechados, o que para ela não era nenhum problema, podia sentir perfeitamente a presença dele. Não sabia exatamente o porque de querer estar tão próxima, mais queria se aproximar, determinar o mínimo de distância que pudesse entre eles.

Algumas palavras que ele preferira quebraram o silêncio, cessou os passos e abriu ambos os olhos pondo-se a fita-lo novamente, e ouvindo atentamente o que ele lhe dizia.

Ser.. você. Sem dúvidas é sua melhor opção, não precisamos de outras pessoas para ser feliz, ou nem mesmo completas...fez-se uma breve pausa entre suas palavras, e em seguida deu continuidade ao que dizia, porém com voz mais falha, quer dizer...

Surgiu por detrás dele, e repousou ambas as mãos em seu ombro, ergueu-se um pouco na ponta dos pés e sussurrou no ouvido direito do mesmo...

Na verdade, dependendo do motivo, é bom se... "misturar". Não esperava que ele entendesse o porque havia dito aquilo, deslizou as mãos até as costas dele, e o observou naquele ângulo, afastou-se um pouco dando exatos três passos para trás.







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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Joshua MacLachlan em Sex Maio 20, 2011 4:04 pm

Percebi, durante o tempo em que passei olhando-a, seu modo de andar havia mudado, e nós, parecíamos jogar um jogo, um passo, dois passos, para frente, para o lado, mas, por fim, terminávamos perto do mesmo jeito. Parecia até uma dança, porém, mais sombria. Ao invés dos sentimentos de uma "dança" existe ali e agora um outro tipo de laço: um laço incomum, de atração, mas ainda incomum. Fiquei feliz por ela ter concordado comigo; muitos não gostavam de ser si mesmos, e, por isso, acabavam sempre procurando alterar a própria personalidade, o que, além de difícil, é impossível manter durante muito tempo.

Ajeitei meu casaco, puxando as mangas já curtas ainda mais para cima, deixando a proteção anti-frio apenas para a camisa e a própria pele. Eu quase nunca sentia frio, e quando sentia, gostava. Frio é uma coisa superável, às vezes difícil, mas... sempre há uma chance, e isso sempre me deixa "feliz". Sorri, pensando no que poderia ocorrer no futuro, por um momento, esquecendo-me da deusa à minha frente. Tudo poderia dar certo, ou tudo poderia dar errado. A vida era assim, é assim, e será assim daqui a 3.000 anos. Sempre há uma segunda opção, e, com os olhos fechados, eu pensava nisso.

Escutei seu sussurro com uma atenção, virando todo o corpo em um movimento ágil, segurando sua mão com um misto de delicadeza e força, nada que pudesse machucá-la. Eu não era louco de encostar uma mão que fosse em uma mulher, mesmo que uma deusa. Acariciei seus dedos como quem à pedir em casamento, enquanto pensa em várias formas de pedir a mão da noiva, mas, no caso, queria uma resposta para "... misturar". Tive receio que ela reagisse de má forma quanto ao meu comportamento, mas sempre busquei as respostas, e, não sabia como, mas ela aparentava querer responder, ou deixar subentendido...

- O que... - vacilei um pouco, bem mais perto da mesma. - O que quis dizer com isso...?

Olhei-a, com a luz da lua à refletir em mim, já que eu estava de frente para a mesma, e, por ser mais alto, absorvia a intensidade de toda a luz que ia até ela. Eu nunca tive medo de nada na vida, e nem agora teria. Se eu tivesse ido longe demais, arcaria com as consequências, como sempre fiz. Mais firme, continuei segurando sua mão, olhando-a nos olhos de perto.
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Ciel G. Targaryen em Sab Maio 21, 2011 12:45 am

••• •••

Ciel era um garoto bem diferente dos outros, como de costume estava vestido como uma garota perambulando pela floresta do medo com um sorriso inocente em seus olhos. Pulava por entre as árvores escuras, como uma criança feliz, ignorando o clima sombrio do local. Na verdade, aquilo o agradava imensamente. O olho esquerdo dele podia ser azul e belo, mas ninguém sabia o que ficava por baixo do tapa-olho no lado direito de sua face. Ele sabia muito bem como se portar e se fingir de inocente. A cada passo que dava, assoviava brincando com as criaturas que podiam se esconder naquela floresta sombria.

Os rumores daquele local atraíam o pequeno garoto que adorava desafiar o perigo e testar à si mesmo. Enquanto caminhava, olhava para cima, admirando o céu que parecia escuro de dentro daquele local. Se sentia livre para liberar todas suas más sensações naquele lugar carregada, passava por dias difíceis mas ignorava aquilo como sempre havia feito em sua vida. Na sua mão direita, os cinco anéis prateados reluziam, mantendo suas correntes ocultas, enroladas no braço do pequeno garoto. Deu dois tapas no vestido, retirando um acúmulo de poeira que estava na barra. Deu um sorriso falso, e continuou a caminhar.

Em seus passos graciosos, notou um corvo que sobrevoava aquele local, deu um sorriso largo ao ver o bichinho. Olhou para ele diretamente, espreitando o olhar e saltou, estendendo a mão direita deixando seu dedo indicador esticado. Uma corrente prateada e brilhante se estendeu, revelando em sua ponta, uma pequena ponta de lança, cristalizada, que atravessou o corvo com facilidade, fazendo ele grunhir de dor. Imediatamente Ciel puxou a corrente de volta a enrolando no braço, fazendo a sair do pequeno corpo do corvo, deixando-o cair ao chão sem vida. Sua feição mudou, parecia diabólica e ele deu uma risada gutural, se afastando daquele lado de maneira perturbadora.

Indo para um lado mais afastado da floresta, voltou a parecer uma criança inocente. Deu passos novamente, com graciosidade andando em direção a uma árvore isolada, de onde podia se ver um casal de jovens a conversar. Sorriu para a garota, dando uma breve olhada no garoto. Deu uma risadinha falsa, se sentou sobre um galho da árvore, se abraçando contra as pernas e aninhando a cabeça entre os joelhos. Ficaria lá por quanto tempo precisasse pensar em suas decisões, pois ele desejava não ter mais que lutar, apenas deitar e morrer. Mas por outro lado sabia que tinha de ser forte.





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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Arya Eldamon em Ter Jun 21, 2011 4:35 pm

Meu aniversário... nunca pensei que eu fosse chegar aos meus dezesseis anos de idade, assim como meu irmão Aragorn, eu nunca tinha sido o tipo de garota que sonhava com uma vida longa em que ao chegar a terceira idade dependeria de sabe-se lá quem para fazer coisas completamente inúteis. Percebi o quanto estava errada, sim, era meu aniversário e naquele mesmo dia ambos, tanto eu quanto ele, completávamos nossos dezesseis anos de idade.
Deveria estar feliz por isso? Talvez, afinal como semideusa cada ano a mais na minha vida era uma verdadeira vitória, mas muito pelo contrário, as tão queridas datas especiais para os mortais para mim não tinham absolutamente nada de tão especial. Naquele dia eu estava inesperadamente mais entediada do que nunca, e decidi que deveria buscar por algo mais inovador, alguma emoção distinta fora do meu chalé. Floresta de medo. Sim, eu iria exatamente para lá. Já tinha ouvido rumores sobre aquela floresta, alguns campistas que a adentravam nunca mais eram vistos e aquilo era algo definitivamente sedutor, ao menos a mentalista filha e filha de Selene.
Não fez muito mais do que vestir uma bermuda jeans meia canela, uma blusa de frio também jeans, e um óculos escuro. Prendeu o cabelo no típico penteado rabo de cavalo e saiu do chalé, rumou em direção a floresta e quando estava de frente para essa parou, retirou os óculos e olhou para a entrada dessa por um tempo.
Vamos ver se você é mesmo tão assustadora. Pensou consigo e após colocar os óculos novamente adentrou a floresta.
Quando já estava dentro da mesma viu uma clareira, para a qual se dirigiu sem pensar duas vezes. A floresta era estranha, escura tão sinistra quantos os rumores, estalos de árvores eram audíveis assim como os sons emitidos por animais noturnos, e agourentos.
Já estava começando a achar tudo muito estranho, quando cheguei a clareira, me encostei em uma árvore e fiquei observando os movimentos quase imperceptíveis no local.
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Psiquê em Ter Jun 21, 2011 5:12 pm

Sair do Olimpo uma vez ou outra era um hobby meu, ir ao mundo humano lembrar como era ter o sangue vermelho correndo em minhas veias me fazia manter-me do jeito que era outrora, quando uma princesa de um verdadeiro reino na Grécia Antiga. Não queria que a imortalidade subisse a cabeça e me mudasse, não queria que a filha que meu pai criou e todas as experiências que eu vivi sumisse com a chegada da divindade. E assim eu consegui me manter "eu" durante mais de dois mil anos. Meu marido, Eros, estava em uma de suas "rondas" em que acertava suas flechas em casais apaixonados ou arranjava um pouco de encrenca. Ele era um eterno garoto rebelde mas que sempre me fazia sorrir ao pensar nele.

Sentei perto de uma fonte perto do templo de Eros, com um toque na água vi aparecer refletida em sua água límpida a imagem do mundo. Para onde deveria ir? Com um outro toque visualizei Paris... Roma... E até mesmo a Grécia. Mas eu já estive em todos esses lugares antes. Queria algo novo, que me surpreendesse um pouco. Foi quando a idéia me veio a mente, passando a mão na água me levantei decidida enquanto a imagem do Acampamento Meio-Sangue se formava nela. Em menos de um segundo meu corpo foi envolto por uma fumaça azulada e essa mesma fumaça se formou entre as árvores do acampamento, condensado meu corpo tão naturalmente quanto rapidamente. Já ia dar um passo quando quase pisei em meu vestido. Opa. O tecido fino e amarelado que envolvia o meu corpo não era algo que se usava hoje em dia, precisei pensar um pouco para poder fazer o próprio pano transformar-se em meu corpo. Agora estava usando um vestido branco sem alças e com um cinto fino caído na minha cintura de cor roxa. Satisfeita, comecei a andar pela floresta procurando o que fazer.

A clareira estava em meu caminho e assim que me aproximei do espaço, notei uma bela garota loira. A reconheci prontamente, afinal minha memória era uma das coisas mais vívidas que eu tinha. Franzi o cenho um tanto pensativa, deveria aproximar-me dela? Então ergui uma sobrancelha deixando que o estado de espírito dela chegasse até mim, ou conhecido por outro nome, empatia. Ela estava se desafiando, podia sentir um pouco do temor e da espectativa de que algo fosse acontecer. Um presente de aniversário para ela mesma. Aniversário! Quase havia deixado essa passar. Sorrindo de leve, pus minhas mãos atrás das costas e caminhei até expor a minha presença a Arya.

-Acho que a parte que diz parte da floresta perigosa atraí você até aqui, não é? - disse simplesmente, sem dizer oi ou apresentar-me.

Ela podia ser minha mentalista, mas eu peguei uma mania dos deuses de aparecer em várias formas. Agora eu estava em minha forma humana natural, como se fosse a minha eu princesa, a não ser pelas roupas modernas e o cabelo com um corte mais curto.



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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Arya Eldamon em Ter Jun 21, 2011 6:15 pm

Estava completamente perdida em devaneios, nos meus sonhos estranhos e sem sentido, quando fui surpreendida por uma voz doce e calma que se manifestou logo atrás de mim. Não sabia porque, talvez fosse um enorme descuido meu, mas não me sentia ameaçada, muito pelo contrário. Me virei lentamente em direção a ela, e resolvi responder de vez sua pergunta.

Hm, sim, digamos que eu não sou do tipo de pessoa que teme o que é perigoso... isso me excita.Sorri após dizer, um sorriso que por vezes não me ocorria, na verdade era quase impossível me ver sorrir a não ser que fosse da tortura alheia ou infortúnio de alguém. Mas dessa vez não, estava sorrindo para alguém que eu nem mesmo conhecia, uma completa estranha que me surgiu em uma floresta terrível e da qual eram imensos os mal dizeres.

Mas... e você? O que fazes aqui? Minha voz foi um tanto deconfiada, eu não era do tipo que me apegava fácil ou confiava em alguém, baixar a guarda não era um erro que eu costumava cometer. Eu poderia ser dita uma louca depois daquilo tudo, mas jurava que a aura emanada por ela era de alguma forma... diferente, distinta das que eu costumava sentir no dia a dia. Ela era tão elegante, e tinha um porte altivo, sem citar a beleza calma e singela que se refletia em seu rosto. Sem dúvida alguma, parecia uma princesa, mas o que uma princesa fazia ali?

Eu não era muito do tipo que saía lendo a mente dos outros, a não ser que eu tivesse um motivo muito bom para isso. Não que eu devesse, mas não custava nada tentar.
Eu me concentrei o máximo que podia, mas o que mais me assustou foi que eu não conseguia ler a mente daquela garota a minha frente.

O farfalhar das folhas se tornou mais constante. O vento batia em meu rosto e brincava com meus cabelos assim como com os dela, fazendo que tudo parecesse uma cena de filme. Respirei fundo e fitei a garota, continuando a observar o rosto da mesma. Era estranho como ela tinha aparecido ali, no instante em que cheguei naquele local não havia nada por perto, e eu tinha certeza, mas agora ela estava ali a minha frente e o mais incrível de tudo, ela era aparentemente frágil, mas em sua face não tinha um sinal sequer de medo, ou receio de estar ali.
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Psiquê em Ter Jun 21, 2011 6:41 pm

A resposta dela em nada me surpreendeu, mas me fez sorri de lado rapidamente. Eu a conhecia melhor do que ela mesma, podia ver não apenas o corpo da bela jovem, mas também sua alma e a verdade em seu coração. Não era a toa que escolhia a dedo os meus mentalistas. O vínculo entre mim e ela provavelmente amenizou o impacto da minha presença, pois eu sabia que se não fosse por isso ela nem ao menos teria sorrido. Quando ela me pergunta o que eu fazia ali, meu sorriso foi sincero enquanto eu colocava uma mecha de cabelo atrás da orelha e olhava rapidamente para o alto buscando o olimpo, mas naquela minha forma eu não conseguia ver nada mais do que bela estrelas.

-Acho que todos os seres estão sujeitos a se sentirem cansados do lugar onde vivem. Hm... por aqui isso se chama tédio não é? - respondi a ela em meu tom natural de voz, calmo e melodioso, a olhando nos olhos quando fiz a pergunta que não necessitava resposta.

Então senti a pequena tentativa dela de entrar em minha mente. O que era completamente impossível até mesmo para o mais forte dos mentalistas. Finalmente uma tentativa de defesa, o que para mim foi um tanto atrasada a saber da personalidade dela. Tive de morder o interior de minha bochecha para não rir da tentativa, ela ainda não sabia quem eu era. Não por muito tempo, não gostava dessas brincadeiras de faz de conta que a maioria dos deuses adotavam apenas para a sua diversão. Arya não poderia entrar em minha mente mesmo tendo o poder necessário para fazer isso a qualquer outro, para que ela descobrisse quem eu era teria de confiar em uma desconhecida. O que eu poderia apostar que para ela seria algo mais difícil do que se aventurar em uma floresta onde todos dizem ter perigos assustadores.

-Pegue minha mão - ordenei de forma sutil, esticando o meu braço direcionando a minha mão a ela, sorria de forma delicada e ao mesmo tempo confiante - E você entenderá muita coisa.

Não desviei o olhar do dela nem por um momento, minha guarda teoricamente estava completamente baixa. Esperei paciente pela decisão dela, curiosa para o que ela faria a seguir.



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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Arya Eldamon em Ter Jun 21, 2011 7:47 pm

Agora sim eu estava completamente confusa. "Pegue minha mão?", eu realmente tinha ouvido isso? Ela era alguém que não tinha despertado qualquer desejo ou instinto assassino em mim, mas o que me deixava curiosa era... Por que?
Ela definitivamente não era alguém a quem eu devesse temer, se quisesse me prejudicar sem dúvidas teria feito isso, eu tinha baixado a guarda, e ela poderia fazê-lo se quisesse, por que motivos eu não podia entrar na mente dela? Invadir o intimo de seus pensamentos, saber quem ela era realmente...

Algo estranho me dizia que mesmo que ela me dissesse quem era eu não iria acreditar. Mas bom, o modo como ela falava me passava segurança e eu decidi me permitir acreditar, mesmo que isso fosse difícil para mim, o que eu realmente tinha a perder?
Em meu mundo a luta para sobreviver era constante, lutar co monstros que partiam diretamente para a batalha frontal sequer me dava alguma emoção. Era chato o fato de nunca ter de elevar o nível de meus poderes mentais até o extremo. E ultimamente eu me sentia um pouco mais estranha ainda... Eu conseguia adquirir facilmente o conhecimento daqueles que estavam mais próximos, já sabia de cor os gostos de cada um dos meus irmãos.

Hum, não tenho nada a perder.Um sorriso cínico se formou no rosto da filha da lua, que estendeu a mão em um sopetão, porém tocou com delicadeza a mão da garota a sua frente. O que viria a seguir ela não sabia, mas em seus olhos a Psicometria em sua primeira fase havia se manifestado, e mais uma vez ela baixou a guarda, permitindo-se acreditar em alguém que mal conhecia.

Espero não estar errada em minha intuição... Havia pensando alto e nem mesmo tinha reparado, por ser filha de Selene também tinha uma ótima intuição e isso lhe era favorável em várias situações, como a aquela que se passava com ela naquele momento.
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Psiquê em Ter Jun 21, 2011 8:07 pm

Não pude deixar de sorri perante a confiança dela. Havia escolhido bem. Feroz em batalha, porém confiante quando seus instintos lhe diziam a coisa certa. Muitos me perguntavam porque ter escolhido a garota de Selene que parecia ter instintos mais assassinos do que vontade de defender o acampamento. Era simples, em toda batalha é necessário ter alguém forte, que se arrisque e não tenha medo de matar ou morrer, mas que fosse alguém em que eu pudesse confiar. Nem tudo eram flores na guerra, pelo contrário. A mão delicada que eu sabia já ter tirado a vida de muitos seres tocou a minha, escutei o pensamento alto dela.

-Não se preocupe Arya Eldamon. Confiaste bem. - murmurei pondo minha outra mão sobre a dela e me aproximando mais - Irei mostrar quem eu sou, veja com seus próprios olhos.

Antes que ela reagisse de forma errada, afinal eu havia me aproximado demais e rapidamente, eu invadi sua mente. O mundo ao nosso redor pareceu parar pouco a pouco, as folhas que viajavam na brisa iam parando no ar como se o filme tivesse dado pausa. Olhando nos olhos de minha mentalista, eu lhe mostrei as minhas memórias. Para ela seria como se estivesse vendo um vídeo em 3D a sua frente, com imagens tão nítidas e perfeitas que pareciam ser reais.

Primeiro lhe mostrei o meu primeiro lar, o castelo de meu pai. Era uma das minhas lembranças favoritas, onde eu estava no jardim do castelo, sentada na fonte e com várias servas ao meu redor e alguns bardos a cantar para mim por simplesmente admirarem minha beleza. Eles me chamavam de formosa, de bela, delicada e muitas vezes de princesa. A imagem então se desfez como fumaça e outra se formou em seu lugar, enquanto eu era levada pelo meu pai para a espera de meu destino, quando pensara que seria entregue a um dragão. Deixei que ela sentisse meu medo e incerteza, mas sem recuar por causa da honra. A imagem novamente mudou, agora eu estava sentada em uma cama trêmula a espera do desconhecido e quando a porta se abriu um homem com o rosto obscuro entrou e dele uma aura de conforto e sedução me deixou completamente perdida de amor. Hesitei em lhe mostrar as imagens seguintes, mas mesmo assim imagens do meu encontro com Afrodite, depois de perder meu Eros, deixei que Arya visse toda a humilhação que eu senti, a dor e o medo de perder aquilo que era mais importante para mim, mas também mostrei a teimosia e a fé que me fizeram cumprir as tarefas impossíveis. E a ultima lembrança era a mais vívida, um casamento no olimpo, onde um homem muito belo e galante me olhava apaixonado e com um sorriso tolo nos lábios enquanto sussurrava: "Psiquê".

Enfim soltei a mão de Arya, tudo então voltou ao seu ritmo normal ao nosso redor, deixei que ela se acostumasse a realidade e que processasse as imagens e enfim entendesse que aquelas imagens eram lembranças minhas. Mexi no meu cabelo enquanto esperava, sorrindo de forma delicada e suave. Antes que ela falasse eu ri de leve e falei antes:

-Vamos começar de novo? Olá, sou Psiquê, como estás Arya? Desculpe pelas imagens melosas, mas faz parte de quem eu sou.




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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Arya Eldamon em Ter Jun 21, 2011 9:37 pm

Antes que eu pudesse pensar qualquer coisa a mais eu ela se aproximou mais de mim, o que me fez arquear a sobrancelha direita e entreabrir os lábios para dizer algo, mas antes eu pudesse dizer me vi como em um universo paralelo, o tempo parecia parar e tudo mais estava como eu menos esperava. Seria dela todo aquele poder? Eu sinceramente não estava entendendo, mas como poderia uma garota de aparência tão frágil de rosto tão belo andar por uma floresta como aquela, a mais tenebrosa, infestada pelos monstros.

As últimas palavras que ela disseram de fato haviam provocado algo inusitado em mim, eu relaxei de tal forma que não questionei o que ele estava prestes a fazer. Peraí, como ela sabia meu nome? Não perguntei, apenas deixei que ela alcançasse seu objetivo, seja lá qual fosse ele, não me assustava, eu confiava na minha força, e acima de tudo, sabia que não teria de usá-la contra ela, e mesmo se tivesse,ela não seria suficiente.

Imagens nítidas e jamais vistas por meus olhos antes foram tomando conta de minha mente, eu não manifestei qualquer ato contra aquilo era a forma dela se apresentar, afinal. A primeira imagem foi a de um castelo, a garota que estava ali a minha frente estava sentada próxima a uma fonte, eu tinha completa noção de que era ela, seu rosto mas vivo do que nunca, ela sorria de forma divertida, pareciam ser momentos felizes de sua vida. Em um flash a imagem se desfez dando lugar a uma outra, dessa vez ela estava sendo levada pelo pai, para o que se parecia ser o destino dela, sentimentos mistos pareciam vir da garota, que teve uma séria surpresa quanto o que seria o seu real destino.

A terceira imagem parecia a que iria finalmente interligar aquela jovem ao seu real destino, mas seria tudo isso real? Aquelas imagens? Não tinha dúvidas, talvez por um misto dos meus poderes que eu julgava serem completamente coerentes eu tinha certeza de que não eram ilusões ou mentira, era tudo real, tudo que ela estava me mostrando até aquele momento. A terceira imagem a mostrava deitada em uma cama enquanto um homem adentrou o local, mesmo que fossem apenas lembranças eu consegui senti a aura sedutora que emanava dele.

As imagens seguintes passaram em reprise, vi tudo em câmera lenta, de uma forma que eu pude acompanhar aos poucos, sem perder nenhum detalhe. Meu mimetismo parecia estar a mil, e eu sabia que embora eu fosse lembrar bem daqueles meu encontro isso não devia-se apenas a ele. Mas sim ao fato de que não era todo dia que se encontrava um imortal disposto a conversar com você.

Eu podia me dizer a semideusa mais feliz do mundo, apenas por ter visto o Olimpo, mesmo que de uma lembrança de relance. Mas eu não era desse tipo de garota, me impressionar era algo que só se fazia em uma verdadeira guerra. Mesmo tentando ser durona, não pude deixar de reparar no belo homem que esperava por ela no altar, um sorriso tão lindo quanto sua face. Não precisa de mais nada, eu definitivamente já sabia de quem se tratava. As lembranças eram tão vividas, que pude ler os movimentos dos lábios dele enquanto ela se aproxima em todo o seu esplendor. Os lábios dele se mexiam, dizendo repetidamente, "Psiquê".

Não pude deixar de me sentir impressionada, eu teria mesmo visto antes mesmo da minha mãe a famosa deusa que havia me escolhido e me dado todos aqueles poderes incríveis? Eu poderia dizer que era mentira, que estava me perdendo em um sonho acordada, mas sem dúvidas lembranças como aquelas não estariam em um sonho meu, onde a única cor a ser vista é o vermelho... do sangue escorrendo.

Engoli em seco quando ela soltou minha mão. Meus olhos continuaram fechados por um bom tempo, como que por instinto. Logo os abri e estava prestes a dizer algo, quando fui interceptada por ela. Respirei fundo e a respondi dessa vez sem hesitar ao menos um pouco.

Olá Psiquê. Estou.. entediada, e digamos que por agora...surpresa. Respondi a Ela, eu planejava pedi-las desculpas, mas para que? Ela melhor do que ninguém deveria saber como eu era, e que pedir desculpas não era muito do meu feitio, embora meu olhar parecesse me trair, revelando o quão eu não gostei de ter duvidado mesmo que um pouco dela. Independente daquilo eu estava feliz, por tê-la conhecido e saber que os imortais não eram tão arredios quanto se dizia deles.
Presumo que também estavas entediada. Disse em tom sereno e afastando uma mexa de meus cabelos do seu olhos direito. Afinal, veio até aqui..▬ Sim para mim os imortais com certeza se sentiam como nós, pois até mesmo filhos eles tinham não é? Deduzi que para ela estar ali, ou seria algo de suma importância, ou somente tédio, vontade de se sentir melhor. Em meio a todos aqueles flahs e na intensidade do momento acabei esquecendo-me do meu próprio aniversário, o que para mim era sem dúvida alguma, ótimo.
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Psiquê em Ter Jun 21, 2011 10:04 pm

Finalmente ela descobrira. Pisquei o olho divertida e me afastei dando algumas voltas circulares apenas para curtir a brisa, com os braços levemente levantados. Parei um pouco distante de Arya, sorrindo a olhei novamente. Fazia tempo que eu não mostrava as minhas lembranças a alguém e me perguntava se elas fariam algum efeito futuro na garota, já que ela parecia conhecer apenas o seu lado negro, um lado que adora matar. Eu havia lhe mostrado como uma guerreira poderia ainda ser forte mesmo quando frágil e cheia de amor, afinal eu ainda era humana quando fui ao encontro de Afrodite e ainda ousei ir ao submundo. Quase que não sobrevivo para contar história, era verdade, mas isso não feria o meu orgulho nem um pouco.

-Não com tédio exatamente - respondi e ri novamente, estava feliz afinal de contas - Já fui humana Arya, inferior até mesmo a você que é semideusa. Quando se ganha poder, no meu caso a imortalidade e a divindade, tende-se a esquecer como era quando fraca e frágil. Mas não quero que isso aconteça, são lembranças preciosas para mim. Além do mais, esquecer quem é você realmente e mudar completamente por causa da força apenas deixa mais fraca não? Afinal quando eu não tinha nada fui corajosa, apaixonada e mesmo assim brava o suficiente para fazer o que eu fiz. Por isso venho muito ao mundo humano e me permito ficar nessa forma e ser apenas eu, uma ex-princesa que foi sequestrada pelo seu amado marido, para não esquecer minhas origens.

E nesses momentos eu podia sentir meu coração bater como se fosse uma humana contando segredos para uma amiga. Agora, nesse momento, eu estava realmente feliz. Não me arrependia de nada do que fiz e de como estou no momento, mas poder sentir como humana novamente não era fraqueza, não para mim. Era algo que me deixava forte, mais decidida, mais certa do que iria fazer. Assim eu ficaria até mais próxima dos meus mentalistas, entendendo tudo o que se passava a eles sem olhá-los como superior, como simplesmente uma deusa que eles tinham de obedecer. Mas também não queria continuar aquela conversa chata e meu tempo estava acabando, Eros não poderia chegar no templo e descobrir que eu não estava lá, tanto por parte de ciúmes tanto por parte de gostar que eu o receba quando chega.

-Mas se sei bem, hoje é seu aniversário e como sei também que não gosta muito desta data... Vou lhe dar um presente para que não se esqueça desse dia, um dia que não gosta mas que mesmo assim aconteceram coisas boas.

Abri um enorme sorriso e olhei para a floresta, sim um presente que eu sabia que ela poderia adorar. Assoviei duas vezes e continuei encarando aquele ponto da floresta, até que uma bola preta saiu cambaleando sonolento, era um pequeno gato preto, mas não um gato qualquer e sim um filhote de pantera. Com um aceno de cabeça em direção a Arya, o filhote felino se dirigiu firmemente até a Arya e se enroscou em seus pés. O pelo negro parecia reluzir contra a luz, seus porte era pequeno por enquanto, mas logo cresceria.

-Tome conta deste, a pantera irá entender sua dona assim como irá obedecê-la apenas, a nenhum outro - sorrindo grande acenei para a garota em despedida - Tenho de retornar ao templo de Eros, logo ele chegará e eu quero abraçá-lo. Um dia, talvez, entenderá a necessidade de ter alguém querido entre os braços. Até qualquer dia desse, Arya, minha mentalista.

Dissera a palavra minha mentalista deixando transparecer certo orgulho. Olhei para o alto e deixei meu corpo ser teletransportado novamente para o Templo, as minhas vestes tornaram a ser normais novamente. Cantarolando baixo fiquei a esperar meu marido, o cupido, feliz por ter feito mais uma lembrança preciosa.



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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Drake Taylor em Dom Jun 26, 2011 8:57 pm

Chego no bosque do acampamento para tentar achar alguem, penso em algo bom para fazer naquele local, bom, não consegui. Olhava ao redor admirando a paisagem, o local parecia um tnto sombrio, talvez escuro, por isso havia gostado.
Penso em muitas pessoas em que gostava, nas que eu sentia sadades, fazendo ainda o mesmo, um pouco destraido sento em baixo de uma árvore, encosto minha cabeça no tronco da árvore, penso se poderia dormir por ali. Fecho meus olhos, e imaginava uma pessoas que eu amava, estava apaixonado, sabia que isso talvez seria perigoso, mas gostava da sensação.
Abro meus olhos, acordando de uma rapida cochilada, e apoio meus braços em meus joelhos, esperando alguma presença, ou algo a fazer ali.....
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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

Mensagem por Amy Saphire em Sex Jul 29, 2011 1:00 pm

Era um dia tedioso pra mim, eu passara a maior parte do tempo presa no chalé 7 depois da chegada de uma missão que quase custara a minha vida. Resolvi tomar um pouco de ar, ir para algum lugar no Acampamento que eu não conhecia. Ouvi falar de uma floresta com criaturas malignas, o que deveria dar medo.
E eu adorava isso.
Coloquei um short jeans e uma blusa cor de vinho, e um All Star. Meu arco estava no meu ombro, assim como as flechas, caso eu fosse atacada ou algo assim, desde que virara meio-sangue aprendi a ficar previnida. Andei até a floresta, era bonita e assustadora, haviam alguns campistas e me sentei em um lugar que não tinha muita gente por perto. Inalei o ar, era frio, mas não me incomodava.



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Re: ☼ Local público : Floresta do medo.

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