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[Auto-narrada]The Punk Ghost - Jake Marvelous Silverkin

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[Auto-narrada]The Punk Ghost - Jake Marvelous Silverkin

Mensagem por Jake M. Silverkin em Seg Out 22, 2012 1:20 am

Can a man still be brave if he's afraid?
That is the only time a man can be brave.
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''Ao redor tudo começa a girar, e você, enfim, sente que algo está errado. A atração repentina surge de maneira brusca e você, então, percebe que já não está mais dormindo. Tenta acordar, mas não tem pernas; tenta gritar, mas não há voz. Ao redor, tudo gira, o desespero aflora e tudo o que você pode fazer é esperar, em pânico, tudo aquilo acabar. De olhos fechados, você ainda vê todos aqueles rostos, a respiração abrasante, e aquela presença em algum ponto do quarto."

Jake abriu os olhos lentamente, sentindo a luz queimar seus globos oculares. Uma face mascarada pairava sobre sua cabeça. Somente suas contas eram visíveis, o resto da cabeça do homem era escondida por uma touca e uma máscara médica. Acima dele, uma lâmpada iluminava o local.
— Interrompam a medicação. Vou extubá-lo em 5 minutos.
O garoto ouviu passos apressados na sala. De repente, o barulho decrescente de uma máquina de ventilação sendo desligada chegou-lhe aos ouvidos. Ele está sedado, não vai sentir, ouviu, bem de longe, enquanto o ritmo de sua respiração diminuía. Não estava sedado... Podia sentir, ouvir e ver, e sabia que estava presenciando sua morte. A ausência de ar em seus pulmões iniciou uma sequência de explosões em seu peito. Ele estava queimando por dentro.
Pouco tempo depois, sentiu um tubo sair de sua boca, passando cuidadosamente por sua garganta até chegar em seus lábios secos. Uma série de soluços involuntários atacou o pequeno garoto em seu leito de morte.
Sentiu uma mão pousar sobre a sua, apertando-a carinhosamente. A aura cálida que a figura emanava tranquilizava Jake de uma forma que jamais alguém o tranquilizara. Ele sabia de quem era aquela presença... O nome estava permanentemente gravado em sua mente. Hipnos, seu pai. O último suspiro do garoto trouxe às suas narinas o aroma de papoula proveniente do deus que o acalentava.
A escuridão que a morte lhe trazia cessou repentinamente, e então, uma explosão de luz inundou o local com seus dedos iluminados percorrendo as paredes à procura de vestígios das sombras.
— Hora de acordar, Jake.
Novamente, seus olhos de um tom dourado escuro se abriram, procurando em meio a claridade a figura de seu pai. Foi então que seu olhar cruzou com as contas de ouro derretido do oneiro dos sonhos. Hipnos vestia um sobretudo branco e trazia consigo uma papoula na mão esquerda. Seus cabelos loiros escondiam-se por baixo de uma boina da mesma cor da flor.
— O que faz aqui? O que... eu faço aqui? — perguntou o pequeno ao seu pai, sentindo um gosto estranho na boca. Sua voz estava rouca pelo desuso, e os lábios secos demais.
O deus se aproximou do leito do filho e tocou seu peito com a mão livre. Jake podia sentir seu coração batendo, puro e singelo. Vestia somente a túnica médica, que não era o suficiente para aquecê-lo, e consequentemente, de tempos em tempos tremia devido ao frio.
— Você morreu. — disse Hipnos, erguendo uma sombrancelha de forma incrédula. Notando a expressão de espanto no rosto rosado do filho, o deus logo se explicou: — Somente uma parte sua morreu, digo. Você acaba de perder toda sua inocência. É o sacrifício necessário para que possa evoluir como um guerreiro. — sorriu timidamente e pousou a papoula ao lado do garoto. — E antes que pergunte, sim, isto é um sonho.
Jake assentiu, concordando. Sonhar era a única forma de manter contato com Hipnos, e toda vez que via o pai, sabia que não era a realidade. Mas todas as informações obtidas ali eram verídicas, não importando o limite entre a realidade e a fantasia.
— Diante da morte de sua ingenuidade, precisamos de um teste. Vamos ver que tipo de lutador se tornou. Tem medo de fantasmas? Espero que n...
Hipnos estalou os dedos e então, tudo girou e sumiu. A última frase do deus perdera-se no ar.

Os pés de Jake tocaram o chão. Vestia um coturno negro, calça jeans desbotada, e por cima de uma camisa, trajava uma jaqueta de couro marrom. Nas mãos, suas espadas monocromáticas brilhavam juntas. Ostentava nos pulsos seu bracelete de mentalista, apenas um disfarce para sua grande corrente.
Em sua lombar, uma bainha presa a um cinto repousava horizontalmente, guardando sua espada de prata. Em um dos bolsos de seus jeans, um elo de prata celestial aguardava seu chamado.
O filho de Hipnos desviou sua atenção à um recado no chão, marcado em giz. Agaixou-se e leu: “Ache o fantasma. Mate-o, ou leve-o com você.”
Franziu o cenho, confuso. Olhou pela primeira vez à sua volta e seus olhos se esbugalharam. Ohio University. Estava em sua terra natal, de frente ao local que mais lhe aterrorizara na infância. Um calafrio percorreu sua cervical, fazendo-o estremecer. Arriscou um passo hesitante em direção ao local, considerado por muitos mal-assombrado. O campus, sendo o centro do pentagrama de cemitérios de Athens, era alvo de muitas histórias que só corroboraram após o suicídio de uma suposta bruxa residente. E era com essas histórias que as pessoas costumavam assustar as crianças e os jovens.
Porém, o medo de Jake não lhe acometera tão intensamente como quando o semideus era criança. Somente sentia hesitação em afrontar aquele local, que tanto o assombrara nas fábulas de infância.
Mas antes que iniciasse uma busca pelos territórios do campus, o jovem Silverkin avistou um vulto mais alto que ele se aproximar, negro em meio à névoa. Percebeu imediatamente que ele não tocava o chão, e assim que constatou o fato, o realce da figura se aproximando subiu nos ares lentamente.
— Quem vem aí? — perguntou hesitante. Os nós de seus dedos tornaram-se mais brancos quando o garoto apertou a empunhadura de Yin, em sua mão direita.
O vulto não respondeu, mas continuou aproximando-se do semideus e aquilo foi o suficiente para despertar a compreensão de Jake, que acatou a ideia de que não terminaria a missão sem lutar. Girou as espadas, aproximando suas duas mãos e agregando as lâminas em uma, formando Yin Yang. Com a mão livre, arrancou o casaco de couro e desfraldou suas asas fulvas, gemendo com o desconforto deixado pela libertação dos membros celestiais. Moveu os braços, aliviando o descômodo de suas escápulas e agitou as asas, lançando uma rajada de vento em direção ao chão e se erguendo no ar com garbo. Voltou a separar suas lâminas monocromas e bateu novamente suas asas, estirando-as no ar e partindo em direção ao vulto.
Cruzou Yin e Yang em um “x” e as descruzou ao estar próximo o suficiente do “inimigo”, porém Jake não reconheceu a força do impacto, o que o coagiu a parar o vôo e manter sua presença no ar. Inspecionou o perímetro que se encontrava, mas o vulto havia sumido.
Calmamente, pousou os seus olhos em cada canto que podia enxergar, e em poucos minutos voltou a avistar seu alvo... Ou seu predador. Estava à alguns pontos abaixo, virado de costas.
Não obstante, notou a opacidade em seu aspecto e as concomitantes interferências no espectro, como em um holograma. Fantasma, pensou. Com o tempo que levara para tomar nota da realidade, havia absorvido a aparência do “inimigo”. Vestia um sobretudo negro, botas de hipismo e calças de couro cosido. Na cabeça, uma bandana vermelha escondia seus cabelos roxos. Um visual exótico e anti-Afrodite, refletiu o menino. Mas aquele era um fantasma, de acordo com a experiência de Jake, então porque tinha um excêntrico conceito de moda?
— Você usa esse tipo de roupa pra quê? Para se diferenciar dos demais espectros? — indagou o filho de Hipnos, levantando as mãos e as agitando para o fantasma. — Tipo assim: “Eu não uso vestido branco, não sou vingativo”?
Diante do gracejo, o garoto virou-se para fitar Jake, revelando um rosto coberto de piercings. Seus lábios estavam cobertos por um tipo de batom negro. Um sorriso se abriu na face de Silverkin.
— Agora eu pergunto: você é um garoto muito, muito revoltado ou só uma garota revoltada?
Aquilo foi o estopim. A paciência do garoto se esgotou, dando lugar à raiva. Seu primeiro movimento fora uma investida para cima, escorregando das mangas de seu sobretudo duas adagas lustrosas, aparentemente feitas de bronze. Neste momento Jake confirmou a descendência divina de seu adversário. E então, a mensagem no chão fazia sentido. Matá-lo ou levá-lo... Pelo menos posso escolher. Uma sequência de estocadas de curto alcance se seguiu, e o filho de Hipnos não pôde fazer nada além de defender. Quando finalmente achou uma abertura, viu-se na obrigação de sacrificar uma de suas lâminas. Impulsionou Yang contra a lâmina bronzeada do oponente e a deslizou até o punho da adaga com uma força tão intensa que o fez perder uma das armas que empunhava, assim como Jake.
Imaginou que repetir o movimento seria previsível, mas contou com a ajuda de algumas de suas habilidades para concretizar o “bis” de seu movimento. Propagou sua consciência até a mente do adversário e a leu, descobrindo o suficiente para declarar seu movimento um sucesso. Era um semideus novato, aquele. Simulou um ataque em suas pernas e bateu suas asas, aproveitando o movimento do ar para se impulsionar para a direita. Em milésimos, estava atrás de seu oponente.
Sabendo da intangibilidade do adversário, realizou um corte crescente em direção à segunda adaga e o desarmou. Estimulou a queda da lâmina até o chão com sua telecinese, impedindo uma chance do oponente retomar seu equipamento.
Sem as armas, não teria luta. Porém o outro semideus desceu até o solo, desativando sua intangibilidade. Jake, indiferente com o movimento já prognosticado, arriou suas asas até ficar a um metro do chão, quando recolheu as asas e caiu. Pousou delicadamente seus pés no chão, encarando o semideus adversário intensamente. Jogou sua espada no chão.
Apreensivo pela decisão que tomara, Jake ativou seu bracelete no braço direito, invocando a corrente que ganhara com a benção de Psiquê. Com a outra mão, agarrou o elo prateado em seu bolso e fê-lo crescer até o comprimento de sua dupla, aproximadamente um metro e meio.
Sacudiu seu braço, elevando as correntes no ar e disparou contra o semideus, sólido desta vez, e desferiu uma sequência de golpes crescentes, e sucessivamente recuando brevemente e cruzando rapidamente as correntes em um ataque traçado. Os golpes surtiram efeito no adversário, deixando-o com cortes em alguns pontos do braço e na roupa. Aparentemente, só sabia lutar quando estava garantido com sua intangibilidade. Porém, era inegável seu conhecimento em golpes corpo-a-corpo.
Irritado pelos ferimentos, iniciou uma série de chutes e socos, arriscando um combate fechado. Contudo, Jake perdeu a paciência e ativou seu efeito borboleta, diminuindo drasticamente a taxa de acerto dos golpes do “inimigo”. Seus olhos, agora roxos, direcionaram-se ao estômago do inimigo. Carregou seu braço com toda a força que tinha e desferiu um soco na barriga do oponente, desengatilhando toda sua força no movimento. O golpe estourou na área em que fora assentado e lançou o semideus para longe.
Desativando sua habilidade, o garoto Silverkin caminhou até o derrotado. Sentou-se em seu corpo e cruzou as pernas, esticando os braços e bocejando.
— Papa, pode mandar o maldito transporte. Estou com o Marilyn Manson, e acho que ele não irá fugir. — declarou, varrendo com os olhos o lugar à procura de Yang. Após recuperá-lo, já era capaz de ir.
Fear cut deeper than swords.
    notes. postei no Colorado porque aqui não tem Ohio, e o Colorado é o estado mais perto da região centro-oeste do Estados Unidos.
    music. Hikari e no countdown - JAM Project.
    credits.thai_ss @ TdN

୭ Itens levados:
➣ Corrente do Lete [Essa corrente se estica ao tamanho que o usuário desejar. Na ponta dessa corrente há uma lâmina em forma de gancho, corrente feita de Prata Celestial.] [By: Hipnos]
➣ Bracelete de Prata Com um Desenho de Borboleta em Ouro (Transforma-se em uma Corrente de Prata e Ouro quando retirada que cresce 100m, Inquebrável)[Psiquê]
➣ Espada Yin Yang (Uma espada que quando ativada seu poder transforma-se em duas, uma de lâmina negra e uma feita de prata, indestrutível, quando usadas juntas corta até os mais pesados metais) [by: Psiquê]
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୭ Poderes usados:
Asas (Nível 5) — Hipnos era retratado como um jovem dotado de asas, então seus filhos também possuirão asas e serão experientes no vôo. Suas asas terão coloração dourada.
Nível 5. Accel: Habilidade que aumenta por alguns segundos a velocidade. Deve ser usado quando for atacar o inimigo e acionar a habilidade, desviando para um outro lado atacando o inimigo onde ele é mais vulnerável. Apenas inimigos fortes irão ver o seu movimento, outros irão pensar que você esta atacando pela frente e quando notarem foram atacados por outro lugar. Pode ser usado apenas duas vezes.
Nível 10. Efeito borboleta: Ao ativar essa habilidade, tudo ao seu redor começa a passar em câmera lenta enquanto você fica na velocidade normal. Uma das características dessa habilidade é que quando em uso um desenho traçado de uma borboleta surge nos olhos do mentalista. Pode ser usado apenas duas vezes e tem duração de apenas um turno.
Nível 11. Telecinese intermediária: Consegue mover e levitar objetos mais pesados, porém não chegando a ser aqueles bem pesados e complicados, a velocidade também aumenta, sendo proporcional ao peso.



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Re: [Auto-narrada]The Punk Ghost - Jake Marvelous Silverkin

Mensagem por Hefesto em Seg Out 22, 2012 9:44 pm

Narrativa envolvente, muito boa mesmo. Só tome cuidado para não pecar no uso de algumas palavras e/ou erros de digitação.

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D$: 100
Item: Especra [Adaga feita de bronze sagrado que ressona quando existem mortos vivos ou seres incorpóreos por perto.]

AVALIADO E ATUALIZADO!


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