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Chalé dos filhos de Éolo

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Chalé dos filhos de Éolo

Mensagem por Éolo em Qua Jul 13, 2011 3:51 pm

Antes de mais nada, quero que saibam que, acima das minhas obrigações como deus sou seu pai, e estou disposto à protegê-los em qualquer momento e em qualquer circustância. Quanto ao chalé, não o mobiliei, pois quero que vocês escolham a mobilia de seus quartos. A Única coisa que é certa é que o chalé é perto de uma colina, onde pega mais vento no acampamento. Podem mobiliar o chalé do jeito que quiserem. Vou estar aqui lhes esperando para lhes receber no chalé.

Humildemente...
Éolo,
Senhor dos ventos.

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Re: Chalé dos filhos de Éolo

Mensagem por Fillipe Seghetto em Ter Jul 26, 2011 11:22 pm

Estava com minha mochila quando fui reclamado por meu pai, Aeolus (Éolo). Parte do mistério que me envolvia fora esclarecido. Já sabia que tinha um pai, o deus dos ventos. Contudo, minha carteira de identidade pareceu ser recoberta por uma névoa. Quando essa se dissipou, o ano fora alterado. Agora, o documento exibia 1885. Fiquei abismado. Mantinha minha aparência de dezessete anos. O que era estranho. Minha mente sofreu uma reviravolta e tive uma visão, uma lembrança, na realidade. Eu tinha, não um irmão gêmeo. Tinha uma irmã gêmea.
-
Então deve ser isso, dio Aeolus!! Assim que fui reclamado, parte de meu passado se descortinou... Mas... Então eu achava ter nascido em 1993 por causa de minha aparência de dezessete anos. Eu mantive durante mais de um século essa aparência. Que... Estranho. E minha sorella... Mistério... - disse para mim mesmo.
Me dirigi a uma das camas. Escolhi uma em um canto. O tema da cama parecia ser as tempestades. Os lençóis eram cinza-chuva escuro, como nimbus carregadas. Seria bom dormir em uma cama outra vez. Depois de ter fugido, seria bom descansar. Tirei meu par de All Stars negros e, de meias, me larguei na cama. Não tinha visto nenhum movimento no chalé, o que era estranho. Peguei um livro, "O Morro dos Ventos Uivantes", e fiquei lendo. Pouco depois, pus os óculos na mesa de cabeceira, marquei a página e dormi tranquilamente pela primeira vez na vida, sem o receio de que alguma criatura viria me atacar. Contudo, em meus sonhos, o constante pensamento de todo o tempo que passei, a aparência de dezessete anos com mais de um século de vida, ainda me atormentava. Tais pensamentos sumiram e mergulhei no sono, sonhos difusos, como nuvens de Outono, preencheram minha mente.



No dia seguinte, ao acordar, precisei de um momento para me situar. Sorri. Não era um simples devaneio. Eu realmente estava no Chalé de Aeolus. Me levantei e fui tomar um banho relaxante. Ao sair da água quente, vesti uma blusa preta e roxa, meus jeans negros e calcei um par de coturnos pretos. Escovei os dentes e, depois de fechar bem minha mochila, peguei meu MP4 (ouvindo uma música do Van Canto, Stormbringer) e "O Morro dos Ventos Uivantes". Saí para tomar café. Talvez encontrasse alguém no refeitório.



Depois de meu café-da-manhã, voltei ao Chalé. Como o dormitório estivesse vazio, ali mesmo fiquei manipulando o ar. Era bom sentir o suas habilidades. Eu podia não ser capaz de visualizar o ar. Mas senti-lo era maravilhoso. Agradeci a meu pai por meus dons. Enquanto praticava Aerocinese, minha mente disparava, repleta de perguntas: Quem eu era?? Porque tinha ido da Itália para o Acampamento Meio-Sangue?? O que acontecera com minha irmã gêmea?? Qual seria o motivo de ficar tantos anos com a mesma aparência, dezessete?? E porque minha memória estava falha??.
Eram questões que eu ansiava por responder. Mas aprendi que tudo se resolve no devido tempo. Não devemos questionar as Moirai. Tomei uma taça de vinho, que pegara durante o café. Voltei a praticar, sozinho, no Chalé. Ou melhor, na companhia de meus pensamentos turbulentos, confusos como uma tempestade.



* : Símbolo meteorológico de Thunderstorm, usado em cartas sinódicas (mapas meteorológicos).


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Re: Chalé dos filhos de Éolo

Mensagem por Christopher Griffiths em Qua Jul 27, 2011 8:38 pm

Não sabia o que fazer quando cheguei ao Chalé de Éolo. Eu esperava camas e armários, ou até mesmo algumas cadeiras, porém o local estava completamente vazio.
- Hãn... Certo... – Murmurei para mim mesmo, dando mais uma olhada no lugar antes de me dirigir ao canto oposto da porta, largando minha mochila que estava em ombros no encontro das duas paredes. Sentei-me no chão duro por um instante, abraçando meu próprio corpo para me proteger dos constantes ventos que atravessavam a janela e açoitavam meu cabelo, desejando cada vez mais uma cama com cobertas para me enrolar. Eu realmente não gostava do vento.



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Re: Chalé dos filhos de Éolo

Mensagem por Fillipe Seghetto em Qui Jul 28, 2011 9:06 am

De minha cama, percebi um movimento. Saí da cama, calçando meus All Stars pretos. Era um garoto que entrara e escolhera um canto perto de minha cama. O restante do chalé estava vazio, exceto por minha cama que aparecera do nada e uma estante com alguns de meus livros preferidos (que aparecera do nada). Ele se encolhera. Parecia não gostar dos agradáveis ventos tempestuosos. Um tanto tímido, andei até ele.
-
Er... Ciao! Benvenuto, fratello. Você... Pode mobiliar como quiser, como está descrito no bilhete. Simplesmente aparecem as coisas... Por isso a cama e a estante... Er... Fui eu... - disse timidamente. - Vejo que não lhe agradam os ventos tempestuosos. Mas está a Nordeste do Chalé. Pertence a Boreas, deus do vento Norte, representante do inverno, e a Eurus, deus do vento Leste, representante do Outono. Está próximo à minha cama. Eu acho agradável esse tipo de vento. Tempestuoso e frio. Por isso me instalei aqui. Mas se lhe agradam ventos suaves, poderia se instalar a Oeste e Sudoeste. O Oeste pertence a Zephyrus, representante da Primavera. É suave e agradável. O Sul pertence a Notus, representante do Verão. É quente e formador de nuvens. - me calei, tímido. Tinha falado demais.
Senti meu rosto ficar quente e corar. O vento tempestuoso do Leste do Chalé, combinado com a corrente fria que vinha do Norte me deixavam mais feliz. Me sentei na cama. De acordo com o bilhete, podíamos mobiliar o Chalé como quiséssemos. Portanto, não via nada de mal em ter colocado uma cama de carvalho. No entanto, sentia remorso por ter me apropriado daquela maneira dali. Deitei na cama depois de tirar os All Stars, olhando para o alto. Pedi proteção a meu pai, desejando saber mais sobre o meu passado e desejando saber porque passara mais de um século com a aparência de dezessete anos... Contudo, estava consciente de meu irmão ali no Chalé.


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Re: Chalé dos filhos de Éolo

Mensagem por Christopher Griffiths em Qui Jul 28, 2011 11:21 am

Um cara que estava deitado sobre a única cama do Chalé se levantara para falar comigo, basicamente começou a tagarelar sobre as correntes de ventos que entravam no lugar e seus nomes num estranho sotaque Latino, talvez Italiano.
- Ah, valeu aí, cara... – Disse, me levantando do chão e colocando minha mochila em ombros, me dirigindo para o canto perto da porta, seguindo o conselho do meu meio-irmão. Logo senti a mudança de temperatura, apesar de ventar bastante. As correntes de ar eram mais amenas, o que fazia a temperatura mais agradável. Porém ainda havia mais uma coisa a se fazer, essa parte havia me deixado um pouco confuso, meu companheiro de Chalé disse que as coisas simplesmente apareciam quando eu desejasse, mas como eu faria isso?
- Hum... Cama, lençóis e travesseiro...? – Disse em voz alta, descrente.
Porém uma cama surgira bem a minha frente no local em que eu queria que ela ficasse, no encontra entre as duas paredes, mais ao Sul e Oeste do Chalé. Eu já estava animado, então era só eu desejar que as coisas apareciam?
- Certo... Eu quero uma escrivaninha ali... Perto da cama, se der com um Apple Netbook de última geração sobre ela... Ordenei, cada vez mais empolgado em desejar coisas – Quero também uma cadeira de rodinhas para eu me sentar em frente à mesa, e um saxofone sopranino, claro! Quero uma TV de Led da Sony, cinqüenta e cinco polegadas sobre um suporte em frente à minha cama, com TV a cabo...
Dei um intervalo para respirar, e nesse tempo, as coisas simplesmente apareciam, como se o próprio vento tomasse forma dos objetos. Logo minha parte do Chalé tinha tudo que eu pedia, eu conseguia pensar mais mil coisas que poderia solicitar, porém não queria parecer ganancioso para meu irmão, certo, eu já parecia ganancioso, mas não queria parecer um mimadinho.
Sentei-me sobre minha cama, pegando o Saxofone recentemente desejado, colocando a boca na boquilha e soprando com força moderada, porém constante. Logo, o som do Jazz inundava o Chalé, proveniente do meu instrumento. Eu ia me empolgando cada vez mais, passando do suave para um mais agitado. Eu começava a me lembrar da época em que participava de uma banda de Jazz com uns amigos. Senti saudade disso, de minha vida antiga, porém agora era um novo começo, eu deveria estar disposto a aceitar o que viesse. Parei de tocar por um instante, lembrando que eu não estava sozinho no Chalé.
- A música te incomoda? – Perguntei a meu meio-irmão, observando que o garoto estava deitado, talvez tentando dormir.


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Re: Chalé dos filhos de Éolo

Mensagem por Fillipe Seghetto em Qui Jul 28, 2011 12:43 pm

Me levantei quando se pôs a tocar. Jazz não era meu tipo de música preferido, mas ele tocava muito bem.
-
Tudo bem, fratello. Sem problemas. Não estou com sono. Só... Pensando... Mas acho que já sei o que quero fazer. - disse.
Imediatamente ordenei em voz alta algo que eu amava.
-
Piano Yamaha Kawai K3, de cor preta. Cores das teclas invertidas, ou seja, sustenidos e bemóis me branco. Teclas de notas naturais em preto. Afinação padrão 440Hz. - sorri ao vê-lo. Era lindo.
Estava posicionado próximo à minha cama, na parede. Era um lugar discreto, onde não atrapalharia ninguém. Pouco depois olhei para meu irmão. Expliquei que podíamos, coordenadamente, controlar as correntes de ar dentro de nosso Chalé para que um som não atrapalhasse o outro. No entanto, depois que terminei de falar o Chalé pareceu compreender-me. Me sentei e pus-me a tocar Fear of the Dark (Iron Maiden).


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Re: Chalé dos filhos de Éolo

Mensagem por Alma em Ter Ago 02, 2011 3:42 pm

Chove forte sobre mim enquanto admiro o Chalé de meu Pai.Meu vestido branco e fino ja esta encharcado e meus cabelos pingam enquanto ao mesmo tempo soltos brincam com o vento de Eurus...Vento que me fazia relembrar épocas passadas,principalmente a época em que vi pela primeira vez meu irmão gemêo...Ele estaria ali ja?Como me receberia?ce como eu explicaria a ele o porquê de ter me ocultado por tanto tempo e feito tudo para que ele não percebesse os séculos passando e acreditasse que era um humano normal?Seriam muitas as perguntas a serem respondidas...
-Ventos uivam no Ar...quando vejo me lembro...quando te encontrei em lágrimas estava chovendo...
Eu cantei susurrando enquanto me aproximava da porta,Na Vidraça da Janela algo chamou minha atenção,uma borboleta Branca tinha suas asas molhadas e debatia-se com violência para tentar salvar sua propria vida... -Tempestades nunca vão parar...Do que adianta o Desespero?Sorria quando estiver Morrendo... Me aproximei,tão linda,tão doce e tão desesperada,a invejava pois ela tinha o que eu mais queria a morte perto de ti.A Socorrendo a coloquei na palma da minha mão em segurança,Sorri...Ouvi uma melodia...Na verdade duas melodias.Uma era bem conhecida enquanto a outra era envolvente mas tambem não me era estranha,Abri a porta e entrei no Chalé,não pude evitar abrir mais um sorriso ao sentir o ar úmido ali dentro,ao sentir a elevação,ao sentir o ar contendo o cheiro tão rústico,doce,inocente erebelde de meu irmão...Fechei meus olhos e por um minuto relembrei meu nascimento,me lembrava daquele Chalé antigamente,e me lembrava mais do que tudo...eu no colo de meu Pai ainda inocente sendo embalada e aquela música que não saia da minha cabeça e eu vivia a susurrar sendo susurrada no meu ouvido pelo vento,a lareira acesa...Não sabia de onde vinham aquelas lembranças não sabia nem ao menos se eram reais,passei os olhos pela espaçosa sala e vi a lareira,jurava a menos de um minuto que ela não estava ali e devia não estar mesmo...me acheguei para perto da lareira e a acendi...o calor tão familiar...Tirei minha mochila das costas e de la retirei três vidros repletos de borboletas como aquela que tinha em minhas mãos,fechei as janelas da sala e abri os vidros as libertando...deixei-as soltas a esvoaçar sobre o fogo enquanto seguia até o quarto atras das melodias que cada ves mais ecoavam em minha mente.Abri a porta,meu coração depois de décadas pulsava fortemente,sorri.Por um momento esqueci que estava encharcada,esqueci tudo para parar e ficar só a observar,escultar a música daqueles dois...Eles não deveriam nem ter me percebido ali,estavam tão entretidos,pareciam não ouvir a propria música...talvez não ouvissem mesmo...Sabia que ao piano,de cabelos negros e sorriso timido estava Meu Irmão Gemêo a tocar Iron Maiden,já o outro Jovem que senti tambem ser meu irmão tocava habilmente Saxofone em um melodioso Jazz,os filhos de Éolo deveriam ter com certeza em comum a paixão pela música...o que era muito interessante...a música não era nada mais do que o ar comprimido ou assoprado em uma máteria,meu instrumento favorito:minha voz era simplesmente ar vibrando minha cordas vocais...Fechei meus olhos e permaneci ali os ouvindo.







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Re: Chalé dos filhos de Éolo

Mensagem por Fillipe Seghetto em Ter Ago 09, 2011 1:19 pm

Havia algo diferente no ar... Eu podia sentir... Parei de tocar. Virei-me na banqueta. Foi quando a vi chegar. E a visão veio acompanhada de uma enxurrada de lembranças. Minha mente ficou sobrecarregada. Eu processava, aos poucos, os sentimentos que me invadiam. Sua voz era a lembrança mais presente. Alma entrava no Chalé de Aeolus. Simplesmente soube. Era ela minha irmã perdida. Talvez ela me ajudasse a entender porque passar a vida na forma de dezessete anos. Ela, por sua vez, parecia ter quinze anos. Talvez pudesse explicar essa diferença. Levantei do piano e fui em sua direção, correndo, sem me importar com o que Chris iria pensar. A abracei com força e não pude evitar as lágrimas. Seu cheiro era exatamente como eu me lembrava: meigo, corajoso, gentil e determinado. Reconheci seus olhos, o brilho no olhar de Alma era o que mais me despertava a lembrança. O Chalé, então, me pareceu familiar. Lembrei-me de meu pai ali, eu estava em seu colo, seu olhar era como o vento, imprevisível. Não consegui conter as lágrimas que me vieram aos olhos.
— Minha querida gêmea... Quanto tempo... Continuas com a aparência de seus quinze anos...
Estava sem palavras. Meus cabelos tempestuosos se movimentavam com os ventos de Eurus, o criador de Tempestades. Os cabelos de Alma continuavam como eu lembrava: macios, sedosos, longos... Estava feliz... Decididamente, nunca havia me sentido tão feliz em minha vida. Eu queria saber de tudo, mas as palavras não saíam de minha boca. Estavam presas. Até porque, se bem me lembro, era Alma quem falava. Eu apenas pensava. Sempre fora assim, nunca fui tanto de agir, eu me dava bem em criar, pensar, refletir, considerar, analisar.


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Re: Chalé dos filhos de Éolo

Mensagem por Adam Devonport em Qui Out 04, 2012 8:57 am


What propels the boat is not the billowing sail
but the wind is not seen




A porta do chalé rangeu levemente quando a abri pela primeira vez. Um toque de surpresa invadiu meu corpo quando observei o ambiente simplesmente...vazio. Nada além de portas, levando a quartos pessoais. Coloquei minha mochila no chão, observando o local até detectar um pequeno detalhe sórdido. Um bilhete pregado a parede, com aspecto antigo e obviamente escrito a mão. Caminhei até o mesmo calmamente, e o virei, lendo. Meus olhos acompanhavam cada letra, absorvendo os mínimos detalhes, até a última palavra ser lida. Quando tempo não via uma carta do meu pai. Enfim, deixei de lado todo o melodrama, e ajustei minha roupa. Blazer creme, camiseta preta por baixo e calças jeans. Caminhei imponente até a primeira porta, e bati levemente. Obviamente, ninguém atendeu. Eu já tinha minhas instruções, bastava por em prática. Agora que minha personalidade havia se tornado mais obscura, decidi me hospedar ao norte. Parei em frente a uma lisa parede clara, e imaginei uma porta imperialista de carvalho polida, gravada com A.D, em letra inglesa medieval. Quase imediatamente, a porta se materializou, e pude observar um cômodo vazio. Deixei minha mochila a um canto, pigarrei, e comecei a recitar:

▬ Cama de Casal no canto esquerdo, Louis XVI, em carvalho, por favor. Lençóis de seda egípcia, em tons claros, de preferência creme. Almofadas com pena de ganso e também no tom dos lençóis, só que um tanto mais escuro. Dois criados mudos da mesma origem da cama, com meus quadros de fotos pessoais que estão dentro da minha mochila. Chão de taco polido, em perfeito estado e de madeira reflorestada, claro. - A medida que eu ia falando, tudo ia se formando como se originasse do próprio vento, e exatamente no mesmo lugar que eu ordenava. ▬ Janela imperial de vidro temperado, 3 metros de altura, forrada por cortinas da mesma cor do lençol, três janelas ao todo. Piano de mogno polido branco ao canto direito, teclas inversas e feitas do mesmo material do piano. Banco de carvalho da mesma cor do piano. Poltronas de chintz espalhadas pelo quarto, tons claros, três ao total. TV de LED 3D, 55º, suspensa por um suporte e equipada com comandos de voz. Estantes com trilogias famosas de aventuras, romances antigos e ficção científicas. Poesia mais em baixo. Estante do mesmo material da cama e em tom claro, próximo ao branco. Três redomas de mogno naquele canto, com meus troféus. Um armário de mogno polido ali, e favor dobras minhas roupas por cor. Ternos devem ser guardados com o maior cuidado. Estéreo em uma pequena estante bege, juntamente com dois vasos brancos com dente-de-leão. Naquele canto. Uma lareira de pedras ali, fogo automático e também com comando de voz. Meus quadros em ordem decrescente, por favor. Por enquanto, é só.

Observei meu trabalho, com um sorriso no rosto. Meu quarto estava praticamente idêntico ao da minha antiga casa. Sentei-me a uma poltrona, desejando um nootbook. Rapidamente, o objeto se materializou em minhas mãos. Abri-o e comecei a teclar distraidamente sobre mitologia, já que essa era minha nova realidade.




Post: 001 ~ Clothes: here ~ Lyrics: Never go Back - Evanescence ~ Notes: Here now? An? ~ Thanks, Baby Doll @ Oops!


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Re: Chalé dos filhos de Éolo

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