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(Autonarrada) A lira do papai – A. Chrysler Winterfield

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(Autonarrada) A lira do papai – A. Chrysler Winterfield

Mensagem por A. Chrysler Winterfield em Ter Set 25, 2012 4:19 pm


a lira do "papai"

onde... los angeles | clima... calor | usando... isso


O engraçado da vida é que ela não apenas dá voltas, ela dá um mortal duplo carpado de costas invertido e ainda vomita em você no final. E o mais engraçado ainda é que você não pode fazer absolutamente nada em relação à isso, a não ser ficar observando a vida te zoando e chutando você enquanto come pipoca e chocolates. Sim, a vida é uma vadia boa de briga que sabe dar mortais. Neste dia a vida deveria estar com tanta raiva de mim que nem mesmo Ganesha iria conseguir suborná-la para me deixar livre de seus cruéis e ardilosos planos para meu futuro próximo. Por fim, ninguém poderia mudar o futuro, infelizmente… Na verdade, poderiam sim, porém os deuses gregos eram tão preguiçosos e sem graça que para eles nossas vidas eram apenas peçinhas do Jogo da Vida, cujas sempre somem depois da primeira partida. Nós éramos apenas pequenos estranhos na vida deles, peças sem graças ou repetidas, felizmente éramos tratados assim, caso contrário eu provavelmente já teria dado um soco na cara de Hermes e fugido do acampamento. Já imaginou como aquilo se tornaria o inferno com os deuses sendo pais realmente? Nada legal.

O dia (para minha infelicidade) começou como qualquer outro, comigo sendo esmurrada na cara e jogada da cama por um de meus irmão para acordar. Eles me amavam. Acordei assustada achando que me afogava, mesmo que estivesse sonhando com patos rosas que cuspiam fogo pela boca. Talvez tivesse me afogando na baba ácida deles… Ou então… Argh! É, prefiro a ideia da baba. Vesti-me com minhas roupas super discretas e normais, obviamente. Mentira, eu não tinha roupas assim. Coloquei um óculos azul depois de vestida e uma bandana que gostava de usar normalmente. Eu não era patriota, muito menos americana, mas as cores da bandeira deles e o jeito dela era mais bonita e melhor do que a da Índia. Imaginem-me com uma bandana da bandeira laranja, verde e branca de meu país. Iria ficar estranho, ou no mínimo bizarro. Saí do chalé tumultuado, fedorento e nada seguro de Hermes e (obrigada) caminhei até os estábulos do acampamento. Para quê você fez isso, deve estar perguntando-se, simples, para limpar os estrumes dos pégasus. Por mais mitológicos e fantasiosos que eles poderiam ser ainda faziam tanta fezes quanto um cavalo normal, e bem mais do que uma vaca. Se a minha vida não me odiasse tanto talvez ela tivesse contribuído para que meus irmãos não tivessem descoberto que eu que havia feito a pequena pegadinha na semana passada. No entanto, eles descobriram, e lá estava eu, limpando o cocô de cavalos-passarinhos. Se tinha algum modo de eu odiar mais o acampamento, então era este.

No final do dia eu estava lavando minhas botas enquanto ouvia a risada de meus irmãos. Malditos… Pagariam por isso à noite. Mal sabiam eles que eu poderia ser bem má, muito má, quase tão má quanto uma cobra faminta observando uma vaca gorda e uma criança irritante e obesa. Comparação péssima, no entanto deu para entender, acho. Terminei de lavar as botas, já as secando enquanto arquitetava todo um plano vingativo, quando meus pensamentos maléficos foram interrompidos brutalmente pela voz nasalada e estridente de um fauno com chifres menores do que a minha unha.

– A… Digo, Chrysler, Quíron quer vê-la. – Disse o homem-bode, trotando mancamente em outra direção.

O homem cavalo queria me ver? Bom, isso poderia significar duas coisas: ele descobriu sobre a pegadinha com meus irmão e me puniria, ou ele descobriu o pequeno incidente com os garfos da janta e as harpias que não sabiam cantar e queria me punir. Em todo caso, eu seria punida. Era só disso que precisava, mais estrume para limpar. Relutante, segui para a Casa Grande ao encontro de Quíron. Como não estava tão longe, precisei dar apenas alguns passos e em poucos minutos já estava em frente à porta do centauro. Deu duas batidas nela antes de abri-la quando ele mandara eu entrar. Assim que o vi sentado na cadeira de rodas e me encarando com aqueles grandes olhos acusadores ergui as mãos num gesto como se estivesse me rendendo e derramei a falar naquele meu sotaque estranho indiano.

– Não fui eu, juro. A culpa foi delas que cantavam mal, e meus irmãos me odeiam, então eles mereciam.

– Do que está falando, menina? – Perguntou ele apoiando o queixo em sua mão enquanto encarava-me com curiosidade. Então ele não sabia?

– O que?

– Que?

– Hã?

– Mas o que? Ah! Esquece. Enfim, chamei-a aqui por um motivo simples. Uma missão. Não é nada tão complicado, será como um passeio no parque para você. – O centauro rodou sua cadeira de rodas, o que me fez lembrar daquele jogadores de basquete em cadeiras de rodas. Quíron daria um bom jogador, caso não fosse um centauro. – A lira de Hermes foi roubada. Sim, a primeira lira, aquela a qual ele inventou milhares de anos atrás. A lira fora vista em Hollywood, perto do letreiro. – Ele parou bebendo um copo d'água e depois voltou-se para mim novamente. – Houve uma batalha ali e é provável que o monstro que a roubara morreu, os semi-deuses da batalha não reconheceram e nem viram importância no instrumento. Cabe à você trazê-lo para cá, simplesmente isso.

Não parecia muita coisa, era só pegar a droga da lira de Hermes e trazer de volta. Mas afinal, se ele que a inventou porque não fazia outra? Era bem simples, só um bibbidi bobbidi boo e pronto, está pronta lira. Porém, como bom semideuses que somos tínhamos que atender os caprichos triviais de "nossas divindades". Que seja. Isso serviria como desculpa pra sair de perto dos bastardos de meus irmãos. Dei de ombros e disse que iria à ele. Sem enrolar mais Quíron apenas mandou que eu levasse o equipamento que Argos (o havaiano com olhos por todo seu corpo) já estava a minha espera.

Passei no meu chalé para pegar minhas coisas, ou seja, minhas armas e uma barrinha de cereal, já que todos os meus lanches gordurosos e nada saudáveis haviam sido roubados. Calcei o all-star que havia ganhado de Hermes e levei as cimitarras na mão já que elas não se transformavam em nada de tão inútil que eram. Onde já se viu? Agora eu parecia uma pirata indiana filha do deus dos ladrões com cara de sono. Porque diabos o centauro não havia me mandado ir nesta missão antes de eu ir limpar os estábulos? Se houvesse algum monstro lá caso não morresse pela minha arma, com certeza morreria pelo fedor que ainda exalava de minhas mãos mesmo depois de treze lavagens.

Será como um passeio no parque, ele disse. Bom, não foi bem isso, na verdade nem perto disso, à não ser que seja o parque dos Jogos Mortais.

Não havia ninguém quando eu chegara, apenas a lira de Hermes jogada abaixo da letra O do grande letreiro. A primeira letra O, caso esteja se perguntando qual delas. Ia ser fácil. Eu apenas tinha que ir até lá, pegar a lira, e sair para voltar ao acampamento. Porém, nada na vida de um semideus é fácil. No momento em que dei um passo à frente uma sombra enorme cobriu-me, como se de repente uma imensa nuvem tivesse encoberto o sol. Meus olhos voltaram-se para o alto à fim de ver o que havia acontecido, no entanto – para minha infelicidade – não fora uma nuvem à projetar a penumbra, e sim a sombra de um gigante com provavelmente 10 metros de altura. O ser era tão alto comparado à mim que seu rosto era difícil de visualizar devido à luz atrás de si e sua altura anormal. Como eu não havia o visto? Algo rodou na mão do gigante e pelo instinto joguei-me para o lado podendo ver que uma clava (ou bastão ou tronco de uma árvore?) cravava-se onde eu estivera anteriormente. O gigante rugiu, fazendo com que várias pedras rolassem pela ribanceira ao meu lado, enquanto o chão parecia sacudir-se.

– Minha! Minha! Garotinha rápida, xô! – Urrou o careca vestindo aquela bizarra tanga que normalmente os gigantes usavam.

– Olha, – Comecei a dizer enquanto levantava a mão como se me rendesse. – essa parada aí não é sua, feioso. Só me dar que vou devolver pro Hermes e pronto, aí você poderá continuar a usar essa sua roupinha feia e balançar esse taco enquanto grita.

Ele gritou novamente, tive quase certeza que ele disse não, ou algo assim enquanto vociferava. Seu taco veio em minha direção, e no último momento eu saltei, o mais alto que podia, ficando quase da altura do rosto do monstro e podendo ver claramente o quão feio ele era realmente. Cai em seguida tocando o chão de leve, enquanto corria com minhas cimitarras. Plano? Não, eu não tinha, mas essa era a parte divertida. Desferi dois golpes com minhas espadas de piratas na perna cabeluda do gigante, cortando a carne de ambas as pernas, porém fora um corte superior, como um arranhão, um corte que apenas fez o monstro esgoelar-se mais ainda. Sua clava movimentou-se, porém eu era mais rápida que o imenso homem, seus golpes eram lentos e brutos de mais. Desviei várias vezes enquanto ainda perfurava-lhe a perna sem êxito algum de fazer-lhe um corte maior. Desviei mais uma vez do bastão, porém ele fizera algo que eu não esperava: ele me chutou. Levar um chute no tórax não é algo agradável, agora, multiplique essa dor por 10: bom, isso é a dor de um chute de gigante. Tivesse certeza de ter ouvido um estado enquanto caía para a morte do pequeno penhasco. Maldito gigante! Obrigar-me-ia a usar aquele all-star estranho, como se já não bastasse as armas de piratas agora eu parecia uma fada do mal com asas nos pés. Rodei as cimitarras nas mãos fazendo com que suas lâminas ficassem para trás enquanto esticava um dos braços mantendo o segundo dobrado na altura do peito. Ia acabar logo com isso para poder voltar a dormir.

O gigante estava rindo, contente pela sua vitória banal quando notou que eu me aproximava com meu tênis alado super estranho. Ele começou a rodar sua arma como se fosse um nunchaku. Legal, agora ele era um gigante ninja. Ótimo! Cai do não rolando por ele e erguendo-me em seguida enquanto começava a correr na direção do grandalhão. Dor? Bom, sentia-a por toda parte, porém adrenalina era um ótimo anestésico para ela naquele momento. Saltei para a esquerda, e depois para a direita para desviar do golpe dele, pulando sobre o taco em seguida e iniciando uma corrida pela sua arma e pelo braço do monstro. Dei um pequeno impulso no final, pulando o mais alto que conseguia. Uma pirueta, e eu começara a cair de ponta cabeça com os braços esticados segurando as cimitarras para baixo. Vi que o gigante parecia me procurar, fora quando seus olhos voltaram-se para cima que a lâmina de minhas armas piratas cravaram-lhe na testa, atravessando-lhe o crânio e o pescoço com sons perturbadores de ossos sendo quebrados e de metal roçando na carne (no caso, no cérebro).

– Mi-mi… nha. – Fora a única palavra gaguejada que ele conseguiu dizer antes de perecer em pó.

Rodei no ar enquanto o corpo do monstro fazia um monte dourado de poeira, caindo sobre ele de pé e espalhando o que seriam os restos mortais do monstro para todos os lados, inclusive dentro de meus sapatos. Tentei limpar, mas uma dor passou pelo meu tronco. Ergui um pouco a camisa que vestia e pude ver um enorme hematoma negro ali. Ótimo, teria que ir pra enfermaria depois. Chutei irritada o monte de poeira, enquanto segurava as duas cimitarras com uma mão e erguia a outra na direção da lira. O objeto musical de Hermes – meu pai preguiçoso que podia muito bem ter ido buscar seu próprio instrumento – voou em direção à minha mão como se atraído por um imã. Caminhei pela trilha que eu havia subido, desviando de pedras e de policiais que impediam a passagem para lá. Policiais muito burros, porque sempre havia pessoas ali. Por fim, cheguei ao fim e entrei no carro de Argos, cujo me esperava ali. Provavelmente ele tinha ouvido os gritos, e provavelmente ele não teria feito nada se eu tivesse morrido. Muito legal o mil olhos. Hunf.

A viagem de volta pro acampamento fora tediosa e dolorosa, à cada minuto que passava a adrenalina que havia em mim parecia ir sumindo, deixando apenas um rastro de dor pelo meu corpo. Conseguia sentir minha perna torcida, meu tronco todo doía e tinha alguns cortes no braço, assim como buracos na camisa quadriculada que vestia. Maldito gigante, me pagaria uma camisa nova quando o encontrasse novamente.


poderes usados

◆ Velocidade I [Nível 07]
Hermes é o deus mensageiro, portanto, precisa ser rápido. Por isso a ele é atribuído o dom da velocidade. Seus filhos possuem velocidade maior que os outros semideuses.

◆ Agilidade III [Nível 09]
De acordo com essa habilidade, os descendentes de Hermes podem se esquivar mais facilmente de ataques com espadas e lanças, flechas e dardos, redes e até adagas.

◆ Atração de Objetos I [Nível 04]
Filhos do deus dos ladrões são cleptomaníacos por natureza. Assim, podem atrair objetos pequenos em sua direção, como adagas, jóias, pacotes...



armas levadas

◆ All Stars Alados [Permitem que o usuário voe de acordo com seu level] {By: Hermes}

◆ Cimitarras [Semelhantes a um facão, conhecida como arma dos homens do deserto, é um par, forjado em prata celestial, inquebráveis] {By: Hermes}




filha de hermes, descontente e engraçada, odeia ser chamada de anastácia e provavelmente arrancará seu crânio se assim chamá-la.

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Re: (Autonarrada) A lira do papai – A. Chrysler Winterfield

Mensagem por Hefesto em Ter Set 25, 2012 5:41 pm

Ótimo post!

Recompensas:

- 200 xp

- 200 dracmas

- Retalhadora [adaga serrilhada, a qual empunha correntes de ar que aumentam sua area de corte um pouco além da sua ponta.]

ATUALIZADA!


Hefesto
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