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Missão Auto-Narrativa - Desequilíbrio.

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Missão Auto-Narrativa - Desequilíbrio.

Mensagem por Esmeralda Thompson em Dom Out 07, 2012 7:32 pm




Under the Glow of the Moon




O sol já havia se posto, a lua tomava conta do reino de Zeus junto das estrelas, o tempo estava nublado, caia uma garoa sobre o Acampamento Meio-Sangue. O dia havia sido estranho, poucos eram os campistas que se encontravam fora de seus devidos chalés, já fazia alguns dias que clima permanecia daquela forma, o que não era muito comum. Quíron e o Sr. D. não eram mais vistos com frequência e, sempre que os mesmos apareciam estavam com um ar de preocupação. Estava claro que algo estava errado, mas o que ninguém sabia ao certo, esse fato deixava a todos preocupados e cheios de dividas e curiosidades sobre o que, de fato, estava acontecendo.

Esmeralda estava deitada em sua cama no chalé de Perséfone, no submundo, as paredes do local eram negras com detalhes florais em vermelho. Era um ambiente perfeito aos seus olhos, se sentia muito a vontade ali, na sua mais nova morada. Já havia passado do toque de recolher e o sono ainda não a alcançava, ela se sentia incomodada com algo, entretanto, não sabia exatamente com o que. Seus olhos fitavam o teto enquanto seus pensamentos fluíam livremente. Estava ha pouco tempo ali, todavia já sentia saudade de sua tia, a pessoa que lhe deu amor e carinho após a morte de seu pai. Fechou os olhos, lágrimas escorreram dos mesmos deslizando sobre sua pele, foi quando escutou o barulho da porta se abrindo com brutalidade. Na mesma hora abriu os olhos e limpou o rosto, um sátiro adentrou no chalé reclamando.


– Ahr, é sempre assim, por que será que eu é que sempre tenho que vir chamar esses semideuses no submundo. Aqui o ambiente é tão arrepiante e sem vida. Odeio esse lugar. – Reclamava em tom baixo o sátiro, entretanto, Esmeralda conseguiu ouvir as palavras pronunciadas.

– O que te traz aqui sátiro? – Pronunciou as palavras com um ar frio, não gostava de ser incomodada quando se encontrava em sua moradia.

– Vim aqui não a minha vontade, mas sim às ordens de Quíron que tem uma missão para você. Pediu para que fosse o mais rápido possível para a superfície, ele se encontra na Casa Grande. – A raiva estava presente em sua voz, era muito claro o incômodo que ele sentia naquele ambiente. Antes de esperar qualquer resposta da prole de Perséfone, se virou e saiu do chalé, voltando para o acampamento.

Ela, por sua vez, se levantou e pegou sua espada e colocou a mesma na bainha, sem seguida pegou o graveto que se transformava em um escudo e o colocou no bolso da calça preta que vestia. Estava pronta para mais um desafio só que dessa vez ele era maior, iria ir a sua primeira missão.


--ɸ--

O acampamento estava aparentemente deserto, o que era plausível uma vez que já havia passado do horário de recolher. Era estranho estar naquele ambiente completamente vazio. Assim que chegou à Casa Grande avistou o centauro parado lhe esperando, aquilo lhe deixou um pouco aflita. Apreçou os passos e no momento em que pisou na varanda fora conduzida por Quíron a entrar, sentou-se em um sofá e tomou a frente, começando a falar.

– O que será que está havendo Quíron? – Disse preocupada a campista.

– Bom, serei direto, a algum tempo estamos nos informados de alguns acontecimentos relacionados aos deuses e, fomos informados de que Zeus está furioso pois um de seus raios foi roubado. Descobrimos também que esta arma está aqui no acampamento, mais especificamente na floresta e nas mãos de um semideus. Por causa disso Zeus está inquieto, o que esta resultando nesse tempo fechado que você já deve ter percebido. Sua missão é simples, vá até a floresta e recupere o objeto, não necessariamente terá que matar a criatura. Entendeu? – Disse com uma voz séria e que passava confiança à campista.

“Está tudo explicado por fim.” Ela ficou parada por algum tempo, tudo ficara muito claro em sua mente.

– Entendi sim senhor. Só uma pergunta, como o semideus conseguiu esse raio? E que semideus é esse?

– Essa é uma pergunta que todos nós estamos tentando responder. Quanto a segunda questão, é um dos Necromantes de Érebus e filho do próprio Zeus. Um sátiro está o vigiando, se encontra no punho de Zeus. Boa sorte e, lembre-se, você não irá conseguir pegar o raio sem um equipamento adequado, por isso tome esse par de luvas. –Disse lhe dando um par de luvas que eram imunes a eletricidade.

– Obrigada senhor. – Falou enquanto apanhava e vestia as luvas. – Agora eu vou indo. Com licença. – Disse enquanto se levantava e em seguida saia da Casa Grande.

--ɸ--

Chegou à floresta em poucos minutos, como esperado havia bastante umidade e quase nenhuma luminosidade. No momento em que adentrou no ambiente ativou seu escudo e empunhou a espada, não queria ser pega desprevenida, sabia que o local era perigoso então preferiu se precaver. Seus passos eram silenciosos e consideravelmente rápidos e precisos, mantinha-se atenta a tudo que estava ao seu redor, afinal não queria ser pega de surpresa. O tempo passava e a campista não chegava, o caminho parecia não ter fim. Depois de alguns minutos andando encontrou o local onde o garoto estava, avistou o sátiro e pediu para que o mesmo ou se retirasse ou, caso ele quisesse ali ficar que permanecesse escondido, foi o que ele fez. Depois de se certificar de que o homem bode estava em segurança foi em direção ao campista batendo palmas.

– Olha o que temos aqui, um campista perdido com um brinquedinho roubado. Mais que feio filho de Zeus, roubando o seu próprio pai, será castigado em. Cuidado. – Disse com um tom sarcástico e, ao mesmo tempo, raivoso.

O campista se virou, ele estava sentado no alto do Punho de Zeus,rodeado por árvores, assim como a prole de Perséfone. Ele demonstrou surpresa mas depois sorriu, se levantou e desceu da pedra se posicionando a poucos metros de Esmeralda. Ambos se encararam por alguns segundos, ela já o conhecia seu nome era Sabastian Noll, o raio roubado estava encima da pedra ainda ela teria que vencer o filho de Zeus para poder recuperar uma das armas do pai do campista. Respirou fundo e deu um salto para trás, colocando sua espada apontada para o Sabastian que exibia um sorriso sarcástico e, rapidamente, se posições ofensivamente com sua foice em mãos.

As respirações e os batimentos cardíacos deles estavam em sincronia. O filho de Zeus foi o primeiro a agir avançando com ferocidade, Esme não ficou ali parada, pelo contrário também avançou na direção do jovem. Ele desferiu um golpe com a lâmina da foice de cima para baixa visando acertar o braço direito da campista que, por sua vez colocou a lâmina da espada para parar o golpe de seu oponente. Deu certo, porém ela se esqueceu que a arma não era usada para atacar apenas com a lâmina como também pelo cabo e foi assim que o jovem se recompôs, como a lâmina foi afastada ele fez um movimento com as ambas as mãos de cima para baixo e de trás para frente. O resultado disso foi a colisão do cabo da arma com a lateral da testa da prole de Perséfone.

O golpe foi forte e causou um pequeno sangramento do rosto na jovem. A primeira gota de sangue já havia sido derramada, Noll sorriu enquanto a senhorita Thompson sentiu a raiva fluindo sob o seu corpo. Os dois corpos ainda estavam próximos, Esmeralda tinha que fazer alguma coisa e, percebendo a proximidade entrelaçou sua perna esquerda com a direita do Necromante e deu uma rasteira no mesmo, levando este ao chão. Aproveitando da situação avançou na direção do Punho de Zeus para apanhar o raio, entretanto, quando estava prestes a encostar da arma, sentiu uma pancada na cabeça e em seguida suas costas sendo arranhadas.


– AAAHHHHH! – Gritou de dor.

Praticamente na mesma hora ela se desequilibrou e escorregou caindo assim no chão. Quando foi se levantar, sentiu que seus braços estavam e assim que olhou ao seu redor para ver o que era aquilo, viu que o que lhe prendia era nada mais nada menos que as sombras. A raiva estava expressa em sua face, tinha que fazer algo, mais o que? Não conseguia se levantar e ainda coisa que estava conseguindo fazer era ver o garoto se aproximando e rindo, aquilo estava lhe deixando aflita. Quando ele se posicionando frente a ela e começou a falar, se sentiu indefesa, sem chance de sair dali viva, mesmo assim sabia que tinha de lutar.


– Você achava mesmo que teria alguma chance contra mim? Para você deixar de ser tão tola vai morrer. – Falava com um frieza e, ao mesmo tempo, felicidade na voz.

Aquela fala deixou a garota desesperada, não poderia morrer ali então aproveitou, novamente, da proximidade e quando Sebastian se inclinou um pouco para poder realizar um último movimento com sua arma, ela deu com os dois pés um chute em seu oponente que foi afastado e perdendo a concentração. Com isso as sombras voltaram a agir normalmente, soltando a jovem que, imediatamente avançou, Noll estava com as pernas abertas e vendo a atitude a garota, avançou também. Quando a distância diminuiu em alguns poucos metros e o filho de Zeus estava armando seu golpe, a jovem tirou o escudo do braço e colocou o mesmo a frente de seu tronco e, em seguida, lançou-se no chão usando o escudo como uma espécie de veio.


A prole de Perséfone passou por entre as pernas do outro campista que só conseguiu, com a lâmina da foice, arranhar novamente as costas da campista que, com a espada, desferiu um golpe da esquerda para a direita na junta do joelho esquerdo de seu oponente que, na mesma hora se curvou. Assim que voltou a ficar de pé viu Sebastian se virando, pensou rápido e jogou o seu escudo no mesmo que o desviou com o cabo da foice, quanto isso ela avançava e armava um golpe. Foi quando teve uma surpresa, assim que a lâmina ia acerta-lo , ela passou por ele sem lhe causar dano, ele havia ficado intangível. Imediatamente ele atravessou a jovem e voltou a ficar sólido e, com a foice, fez um movimento para decepa-la, o que só não deu certo por causa que ela se virou e se abaixou. A consequência disso foi ter o seu ombro direito atravessado pela foice. Novamente a ela gritou de dor e se afastou, passou a espada para a mão esquerda e se posicionou pronta para desviar e contra-atacar.

O Necromante que estava com raiva avançou, parecia estar tomado pelo ódio e agia sem pensar, tanto que quando foi desferir o golpe abriu a guarda e Esmeralda aproveitou, se abaixou e com um movimento de trás para a frente perfurou o tronco do campista que, antes que pudesse realizar o seu movimento abaixou a arma. Sangue escorria de seu tronco e de sua boca, aproveitando do fato de ele estar segurando sem força sua arma para pegar no cabo e com um movimento de cima para baixo atingiu o maxilar de Sebastian, que imediatamente caiu desmaiado. Esmeralda estava quase que desmaiando, entretanto tinha que aguentar, pegou seu escudo e, quando ia pegar o raio viu um homem aparecer encima do Punho de Zeus e apanhando o raio.


– Bom trabalho campista. Conseguiu deter meu filho e me fez recuperar o meu raio. Vá para a enfermaria que eu cuido do resto, o sátiro que esta tremendo atrás daquela árvore ali irá te levar. – Disse apontando para uma árvore de onde saiu um sátiro que passou os braços da jovem pelos seus ombros e a ajudou a andar até a enfermaria, onde foi cuidada devidamente.

Spoiler:
Armas Utilizadas:
- Espada da Primavera [Capaz de cortar a pele e envenená-la como espinhos de rosa negra] {By: Perséfone}
- Escudo Infernal [Galho do inferno, quando ativado se torna um escudo inquebrável] {By: Perséfone}

Spoiler:
Habilidades Utilizadas pelo Oponente:
Intangibilidade Avançada: Meus necromantes poderão fazer com que algumas partes de seus corpos fiquem intangíveis, porém dura 6 turnos. Todo o corpo poderá ficar intangível se desejar.

Umbracinese intermediária: Agora você pode criar coisas de porte médio a depender de sua imaginação, manipular a escuridão dando formas a ela, teletransportar-se para locais mais afastados como de um quarteirão a outro e criar esferas negras também maiores e com taxas de dano aumentadas. Pode ser feito sem a presença de sombra, porém sem o auxilio desta gasta um pouco mais de energia.

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